Haitong: Investidores mais cautelosos, Galp capta interesse
Os investidores estão mais cautelosos para os mercados accionistas e, em particular, para as empresas ibéricas em 2016. Num encontro em que o Haitong juntou 31 companhias ibéricas e 100 investidores, estes mostraram-se preocupados com a mudança política em Portugal e os potenciais riscos em torno da consolidação orçamental, diz o banco, que refere que a Galp foi a cotada portuguesa que recolheu maior interesse.
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O clima de incerteza que marcou o início de 2016 está a ter um impacto negativo na percepção de risco dos investidores em relação às acções. É esta uma das conclusões do encontro organizado pelo Haitong em Londres, que reuniu investidores e empresas da Ibéria em Londres no final da semana passada.
Os investidores "estavam preocupados com as recentes mudanças políticas em Portugal e as suas potenciais implicações na estabilidade regulatória, no custo da inflação e na consolidação orçamental", adianta o Haitong numa nota onde faz o balanço da quinta edição da Conferência Ibérica promovida pelo antigo banco de investimento do BES.
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Menor risco
Nesta quadro de maior incerteza nos mercados accionistas, os investidores, diz o Haitong, procuram empresas com modelos de negócio mais defensivos, em que os riscos de resultados são limitados, balanços sólidos e bons dividendos.
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"Houve muito interesse dos investidores na Galp e na Repsol na medida em que os investidores queriam ter alguma visibilidade em como pretendiam lidar com os preços do petróleo mais baixos", adianta o mesmo "research".
Neste ambiente de baixos preços do petróleo, as empresas esperam que o segmento de exploração continue a compensar a queda nos resultados de distribuição. Em relação às cotações, as cotadas "têm uma visibilidade limitada para a evolução de curto prazo das cotações do petróleo mas esperam uma recuperação gradual nos próximos anos".
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Novo Banco ofusca banca
No sector financeiro, a visão mantém-se cautelosa. "Os investidores estavam particularmente preocupados com as implicações negativas resultantes da recapitalização do Novo Banco ao imporem perdas na dívida sénior", diz a mesma nota.
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Além dos potenciais impactos negativos da intervenção no Novo Banco, os investidores internacionais alertam que BCP e BPI enfrentam maior incerteza nos seus mercados internacionais.
Enquanto o BPI ainda está a lidar com a concentração de risco em Angola, o BCP enfrenta a incerteza regulatória em relação à conversão de créditos em francos suíços para zlotys na Polónia.
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