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A semana em oito gráficos: bolsas europeias em máximos de duas semanas com alívio de tensões comerciais

As bolsas europeias ganharam terreno esta semana, com os investidores a aplaudir a possibilidade de adiamento das anunciadas tarifas aduaneiras dos EUA sobre produtos importados do México e da China.

Europa no verde com alívio de tensões comerciais

Europa no verde com alívio de tensões comerciais
As principais praças europeias e norte-americanas subiram no cômputo de segunda a sexta-feira. A sustentar esteve o alívio em torno das fricções comerciais, uma vez que se espera que as tarifas aduaneiras dos EUA sobre produtos mexicanos não entrem já em vigor no dia 10 de junho e numa altura em que a Administração Trump anunciou o adiamento por mais uma semana da aplicação de tarifas adicionais sobre produtos oriundos da China.

PSI-20 soma perto de 2%

PSI-20 soma perto de 2%
O índice de referência nacional ganhou 1,95% no conjunto da semana, elevando para 8,68% a sua valorização desde o início do ano. O PSI-20 acompanhou assim a tendência de solidez do resto do Velho Continente, com o alívio das tensões comerciais e a possibilidade de corte de juros pelo banco central dos EUA a animar o sentimento dos investidores.

Jerónimo Martins foi a cotada que mais subiu na praça lisboeta

Jerónimo Martins foi a cotada que mais subiu na praça lisboeta
No PSI-20, a Jerónimo Martins foi o título que mais terreno ganhou na semana, com uma subida acumulada de 6,92%. Também a Jerónimo Martins ajudou a pressionar o índice, ceder 6,86%. Seguiu-se a EDP, com uma valorização de 6,60%. Em sentido contrário, a cotada que mais perdeu foi a Mota-Engil, com uma perda de 10,76%.

Prysmian com o melhor desempenho do Stoxx600

Prysmian com o melhor desempenho do Stoxx600
A italiana Prysmian, especializada na produção de cabos para aplicações em energia e telecomunicações, foi a cotada do índice de referência europeu Stoxx600 que mais terreno ganhou no agregado da semana, ao valorizar 11,09%. A empresa foi sustentada pela notícia de que irá reduzir o seu endividamento antes de embarcar em novas fusões e aquisições.

PG&E sustenta S&P 500

PG&E sustenta S&P 500
A elétrica norte-americana PG&E escalou 20,94% esta semana, tendo sido o título do Standard & Poor’s 500 que mais terreno ganhou. Os investidores aplaudiram o plano da empresa de criar um fundo de 11 mil milhões de dólares para cobrir o pagamento de indemnizações relativamente aos fogos do ano passado na Califórnia e também para ajudar a constituir reservas para cobrir futuras indemnizações.

Euro em máximos do final de março

Euro em máximos do final de março
A moeda única europeia ganhou terreno face ao dólar no saldo da semana, a beneficiar do discurso misto da reunião do Banco Central Europeu. Já o mau desempenho da nota verde ficou a dever-se à crescente expectativa de que a Fed vai baixar os juros caso a disputa comercial afete de forma determinante a economia dos EUA. Na sexta-feira, o euro subia 0,52% para 1,1355 dólares, atingindo máximos do final de março. Esta foi a melhor semana da divisa europeia desde agosto do ano passado ao acumular uma valorização de 1,43%.

Petróleo cede com aumento de stocks

Petróleo cede com aumento de stocks
Apesar de na sexta-feira as cotações do “ouro negro” terem mantido a tendência de subida iniciada na véspera ao final do dia, no conjunto da semana o saldo foi negativo, muito à conta do aumento dos stocks e das exportações de crude norte-americano na semana passada. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações portuguesas, recuou mais de 2% no conjunto da semana.

BCE mantém juros da dívida em queda

BCE mantém juros da dívida em queda
Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro continuaram a negociar em mínimos históricos, a beneficiar da política monetária seguida pelo Banco Central Europeu. Na quinta-feira, a instituição liderada por Mario Draghi decidiu manter a taxa de juro diretora inalterada, pelo menos até ao final do primeiro semestre de 2020, sinalizando que os estímulos à economia europeia continuarão durante mais tempo. Ontem os juros das obrigações soberanas portuguesas marcaram a sexta sessão seguida de queda e no acumulado da semana o alívio foi de 19 pontos base.
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A expectativa de que Donald Trump possa adiar as anunciadas tarifas aduaneiras dos EUA sobre produtos importados do México – previstas para entrarem em vigor na próxima segunda-feira, 10 de junho – impulsionou as bolsas mundiais nas últimas duas sessões, com as europeias a marcarem máximos de duas semanas.

 

Além disso, uma nota oficial do governo federal norte-americano revelou que os EUA deram mais duas semanas aos exportadores chineses para transportarem certos bens para território norte-americano antes de aumentarem as tarifas para 25%, o que também agradou aos mercados.

 

Também a perspetiva de um corte dos juros diretores por parte do banco central norte-americano melhorou o sentimento dos investidores, que com isso esperam uma revitalização da economia dos EUA e dos lucros das suas empresas.

 

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