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Wall Street "abre porta" a fim da guerra. S&P 500 dispara quase 3% para maior subida desde maio

Uma confluência de fatores, incluindo uma queda dos preços do crude e comentários que parecem aproximar os EUA e Irão de um acordo para pôr fim à guerra levaram os principais índices norte-americanos a registarem fortes ganhos. Todas as "big tech" fecharam em alta na última sessão do mês e do trimestre, sendo que a Nvidia disparou mais de 5%.

Wall Street
Wall Street AP
21:18

Os principais índices norte-americanos encerraram a negociação com fortes ganhos em toda a linha e protagonizaram uma recuperação inédita desde o início do conflito no Médio Oriente, com os ativos de risco a valorizarem e os preços do petróleo a cederem, com os investidores a darem sinais de esperança de que a guerra possa estar a chegar ao fim. Na sessão de hoje, entraram no mercado bolsista norte-americano cerca de 1,8 biliões de dólares.

O “benchmark” S&P 500 ganhou 2,91%, para os 6.528,52 pontos, fixando a sua maior subida desde maio do ano passado. Já o Nasdaq Composite disparou 3,83%, para os 21.590,63 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valorizou 2,49% para os 46.341,51 pontos.

Os fortes movimentos de subida dos índices ocorreram depois de a agência de notícias estatal iraniana ter noticiado uma chamada telefónica entre o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o Presidente iraniano Masoud Pezeskhian, que afirmou que a República Islâmica tem “a vontade necessária para pôr fim a esta guerra”, mas apenas com garantias “para impedir que a agressão se repita”.

O Wall Street Journal (WSJ) noticiou durante o dia que o Presidente norte-americano, Donald Trump, e os seus assessores estão a avaliar a hipótese de pôr fim ao conflito, mesmo que o estreito de Ormuz permaneça, na prática, fechado. Mais tarde, o republicano disse ao New York Post que os EUA “não vão ficar lá por muito mais tempo”, acrescentando que a via marítima se iria abrir “automaticamente” após a saída dos EUA da região.

Todos estes fatores contribuíram para a valorização dos índices, e sendo que esta foi a sessão final do mês e do trimestre, numa semana mais curta de negociação devido à Páscoa, as subidas refletiram ainda ajustes nas carteiras de investimento.

“Os mercados têm sofrido há mais de um mês e as expectativas podem ter atingido um ponto tão baixo que qualquer faísca de esperança é agora muito mais valiosa”, disse à Bloomberg Michael Bailey, da FBB Capital Partners.

Cerca de 420 ações do S&P 500 registaram subidas, com as companhias aéreas a recuperarem e as empresas do setor energético a registarem quedas. O Índice Tick, que mede o número de ações em Wall Street que sobem em comparação com as que descem, segundo a segundo, atingiu o seu máximo histórico a certa altura nesta terça-feira. “Embora Trump possa estar a considerar o fim das hostilidades, a questão-chave — o estatuto do Estreito — que permanece por resolver será o que é mais importante do ponto de vista do mercado”, sublinhou à agência de notícias financeiras Fawad Razaqzada, da Forex.com.

Também dados económicos mostraram que a confiança do consumidor norte-americano subiu inesperadamente em março, devido a perspetivas ligeiramente mais otimistas sobre as condições dos negócios e do mercado de trabalho. As vagas de emprego diminuíram e as contratações abrandaram em fevereiro, indicando uma procura de mão de obra mais fraca antes da guerra.

Parecem existir alguns sinais precoces de estabilização tanto na confiança dos consumidores como nas ofertas de emprego, após uma clara tendência descendente no quarto trimestre”, afirmou Bret Kenwell, da eToro. “Embora isso ainda não sinalize uma recuperação significativa, pode sugerir que o contexto dos consumidores e do mercado de trabalho já não se está a deteriorar ao mesmo ritmo”, acrescentou.

Entre os movimentos do mercado, a CoreWeave pulou cerca de 12%, após ter anunciado que angariou 8,5 mil milhões de dólares junto de um grupo de bancos e investidores para ajudar a financiar uma expansão da sua capacidade de computação em nuvem. Já a Eli Lilly subiu mais de 3%, depois de ter concordado em comprar a fabricante de medicamentos para o sono Centessa Pharmaceuticals por cerca de 7,8 mil milhões de dólares.

Quanto às “big tech”, a Nvidia subiu 5,62%, a Apple valorizou 2,90%, a Microsoft avançou 3,12%, a Alphabet ganhou 5,08%, a Amazon pulou 3,66% e a Meta somou 6,67%.

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