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Wall Street aplaude recuo de Trump nas tarifas. Netflix cai mais de 2%

O mercado norte-americano continua ao "sabor dos ventos" de Donald Trump. O Presidente dos EUA recuou nas tarifas aos países europeus e chegou a um acordo com a NATO para resolver a questão na Gronelândia. Os índices saltaram mais de 1%, em reação.

Trump anunciou que as tarifas de 10% a países europeus, afinal, não vão entrar em vigor.
Trump anunciou que as tarifas de 10% a países europeus, afinal, não vão entrar em vigor. Gian Ehrenzeller / EPA
21 de Janeiro de 2026 às 21:21

O princípio de um acordo entre Donald Trump e a NATO para resolver a crise na Gronelândia, com o , foi o suficiente para fazer com que Wall Street ficasse próximo de recuperar do "sell-off" registado na terça-feira. Os principais índices norte-americanos viram os ganhos serem reforçados após o anúncio do republicano e terminaram a sessão com ganhos superiores a 1%. 

“Com base numa reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da NATO, formámos o quadro de um futuro acordo no que diz respeito à Gronelândia e, de facto, sobre toda a região do Ártico”, escreveu o presidente dos EUA nas redes sociais. "Com base neste entendimento, não vou impor as tarifas que estavam agendadas para entrar em vigor a 1 de fevereiro", revelou. 

O S&P 500 encerrou com ganhos de 1,16% para 6.875,62 pontos, enquanto o industrial Dow Jones subiu 1,16% para 6.875,62 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite acelerou 1,18% para 23.224,82 pontos. Os três principais índices ficaram assim próximos de apagar as perdas da sessão anterior, quando recuaram cerca de 2%, numa primeira reação às tarifas de 10% - agora inexistentes - anunciadas por Donald Trump. 

"De uma perspetiva pragmática, a notícia de que as tarifas de 1 de fevereiro não vão ser implementadas alivia uma quantidade significativa de risco iminente. No mínimo, [o anúncio] dá luz verde [aos mercados] para voltarem a focar-se nos lucros e na economia, mesmo que toda a confusão possa argumentar a favor de um prémio de risco um pouco mais alto para os ativos de risco", explica Cameron Crise, estratega de macroeconomia, à Bloomberg. 

As movimentações em relação à Gronelândia chegam numa semana que já se adivinhava bastante cheia para o mercado norte-americano. Vai ser conhecida a evolução do PIB dos EUA no terceiro trimestre do ano passado e ainda do indicador preferido da Reserva Federal norte-americana para a inflação - o índice de preços com despesas no consumo pessoal (PCE). A época de resultados também veio animar os mercados, com as contas da Netflix (que já foram apresentadas), da Intel e da Procter & Gamble a centrarem atenções.

A gigante do "streaming" recuou 2,18% para 85,36 dólares, depois de ter anunciado que iria parar com os programas de recompra de ações, de forma a ter liquidez para avançar com a aquisição da Warner Bros, além de ter deixado alertas em relação à despesa. Apesar da reação negativa dos investidores, a , tendo conseguido receitas de 12,1 mil milhões de dólares no quarto trimestre, uma subida de 17,6% face ao período homólogo de 2024, e um lucro líquido de 2,42 mil milhões. 

*Título corrigido para indicar que a Netflix caiu mais de 2%, não quase 3%

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