Avaliação bancária sobe em abril. Metro quadrado atinge os 2.174 euros

A avaliação bancária das casa está a subir desde dezembro de 2023. Também o número de avaliações aumentou em termos de variação mensal, mas abrandou face a abril de 2025.
casas habitação rendas imi
Viola Lopes/AP
Diogo Mendo Fernandes 11:25

O valor mediano a que os bancos avaliam as habitações para conceder crédito subiu para 2.174 euros por metro quadrado em abril - o segundo mês da guerra no Irão -, mantendo a tendência que se verifica desde dezembro de 2023. O aumento é de 23 euros (ou 1,1%) face ao mês anterior e representa uma taxa de variação homóloga de 16,5%, semelhante à registada em março.

Os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que o número de avaliações bancárias considerado foi cerca de 34,5 mil, o que representa uma subida de 5% face ao mês anterior e uma descida de 3,6% em termos homólogos.

PUB

A Região Autónoma dos Açores apresentou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (4,1%), não se tendo registado qualquer descida. Já em comparação com abril de 2025, a variação mais acentuada foi registada na Península de Setúbal (24%), não se tendo observado igualmente qualquer redução.

Considerando as diferentes tipologias, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 2.546 euros por metro quadrado, superior em 21% face ao mesmo mês de 2025. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.352 euros/m2) e no Algarve (2.910 euros/m2), enquanto o Alentejo e o Centro apresentam os valores mais baixos (1.490 euros/m2 e 1.657 euros/m2, respetivamente).

No caso de um  apartamento T1, a subida foi de 65 euros, para 3.239 euros  , tendo os T2 e T3 aumentado 29 euros, respetivamente, para 2.615 euros e 2.199 euros. No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,2% das avaliações de apartamentos realizadas em abril.

PUB

Nas moradias, o valor mediano foi de 1.561 euros por metro quadrado, mais 12,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2.843 euros) e no Algarve (2.667 euros), registando o Centro e o Alentejo os valores mais baixos (1.147 euros e 1.279 euros, respetivamente). A Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais elevado (23%), não se tendo registado qualquer descida.

Pub
Pub
Pub