Guerra leva juros da casa à primeira subida em mais de dois anos
Os juros implícitos da casa subiram em março pela primeira vez desde janeiro de 2024. No conjunto dos contratos de crédito, houve uma subida mensal ligeira de 0,9 pontos-base para 3,088%, de acordo com os dados publicados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Nos contratos celebrados nos últimos três meses ainda houve uma descida - a maior desde julho do ano passado - para 2,803%
Estes valores interrompem assim a tendência que vinha sendo registada desde o máximo atingido no início de 2024, de 4,657%. Até abril, registou-se uma redução acumulada de 157,8 pontos-base, uma redução tem acompanhado a evolução das Euribor - que dependem da fixação de taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE).
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Após ter avançado com a mais rápida subida de juros de sempre para travar a inflação gerada pela guerra na Ucrânia, a autoridade monetária liderada por Christine Lagarde voltou a fazer cair a taxa de referência em 200 pontos-base para os atuais níveis de 2%. Está assim desde junho do ano passado, mas os mercados financeiros antecipam que o próximo movimento seja de subida, o que se está já a refletir nos novos contratos.
Na finalidade de aquisição de habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita também subiu 0,9 pontos base para 3,086%, mas nos contratos celebrados nos últimos três meses desceu 4,8 pontos base para 2,823%.
O valor médio da prestação subiu para 402 euros, o valor mais alto desde dezembro de 2024, superior em cinco euros face ao mês anterior e quatro euros acima do registado em março de 2024. A fasquia dos 400 euros não era superada desde fevereiro de 2025. "Do valor da prestação, 196 euros (48,8%) correspondem a pagamento de juros e 206 euros (51,2%) a capital amortizado. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação aumentou cinco euros, fixando-se em 700 euros (subida de 15,9% face ao mesmo mês do ano anterior)", indica o INE.
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Já o capital médio em dívida subiu 584 euros comparativamente ao mês anterior, elevando-se para 77.078 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi 175.838 euros, mais 3.976 euros que em fevereiro.
Notícia atualizada às 11:20h
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