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Prenúncio de tragédia grega tomba fundos

A indefinição política na Grécia penalizou os mercados em Maio. Atenções estão agora centradas nas eleições marcadas para 17 de Junho. Apesar das perdas mensais, todos os portefólios mantêm-se em terreno positivo. Carteira agressiva recomendada pelo Deutsche Bank lidera com um ganho anual próximo dos 6%.

Joaquim Madrinha 28 de Maio de 2012 às 11:33
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As carteiras prudentes foram construídas para um prazo de investimento de três anos e são destinadas a aforradores conservadores que não aceitam perdas anuais superiores a 4%.

As carteiras agressivas estão desenhadas para um prazo de investimento mínimo de cinco anos e com um limite de perdas anuais até 10%.






ActivoBank
Carteira prudente mantém liderança


O mês de Maio marcou em definitivo o regresso à incerteza em torno da crise da dívida soberana na Zona Euro e de uma perspectiva macroeconómica menos favorável, o que penalizou os mercados e anulou parte dos ganhos obtidos no primeiro trimestre do ano. Esta é a justificação dos especialistas do ActivoBank para as perdas registadas por ambas carteiras de fundos na primeira metade do mês.

Na carteira de fundos com perfil agressivo, mais sensível ao nervosismo dos mercados, o deslize ascendia a 4,4% até metade do mês, alimentado pelo fundo de acções UBS SF Equity, e pelos fundos do sector tecnológico e aurífero. "Este último, ainda que ao longo dos últimos meses tenha sido a nossa escolha menos acertada, permite-nos ter uma descorrelação com outros fundos da carteira - que não tem sucedido -, pelo que, num futuro próximo, acreditamos que possa trazer os seus frutos", explica o ActivoBank.

Na carteira de fundos com perfil prudente, a perda acumulada na primeira metade do mês cifrava-se nos 1,6%. Neste portefólio, o pior desempenho foi registado pelo fundo de obrigações Templeton Global Bond que perdeu 4,8% no período analisado e contribui para um terço da perda total da carteira. Para Junho, o banco optou por substituir este fundo pelo Skandia Emerging Market Debt Euro Hedged, um fundo de obrigações de países emergentes, com o "objectivo de conseguir uma exposição clara ao mercado de dívida de mercados emergentes, algo que o fundo da Templeton não estava a garantir na totalidade", explica o ActivoBank.








Banco Best
Baixo risco, alta eficiência


Os cinco meses seguidos de ganhos registados por ambas carteiras de fundos recomendadas pelo Banco Best, demonstram que a estratégia defensiva adoptada pelo banco nos últimos meses está a ser eficaz, mas o prenúncio prenúncio de uma tragédia grega no mês Maio também a vergou.

Até meados do mês, a carteira de fundos com perfil prudente desvalorizava 0,5%, um valor inferior ao registado pelos restantes portefólios e em linha com o baixo risco da carteira que, a um mês do final do prazo de investimento recomendado, mantém-se como a mais eficiente, de acordo com o rácio de Sharpe. Já na carteira indicada para investidores mais agressivos, o risco fez-se sentir numa perda de 3,7% no período analisado.

Apesar do deslize, o banco optou por não realizar alterações à composição da carteira prudente para o mês de Junho, mas em relação à carteira com perfil agressivo decidiu diminuir a exposição ao sector das matérias-primas em troca de um aumento na exposição às obrigações globais de taxa fixa. Neste sentido, o fundo DB Platinum Commodity Harvest passa a pesar apenas 5% do portefólio, sendo os restantes 5% divididos pelos fundos Pimco GIS Global High yield Bond Fund e Goldman Sachs Global Fixed Income. "Esta troca reflecte as perspectivas de menor crescimento económico mundial", explica a direcção de investimentos do Banco Best, e representa a adopção de uma postura mais defensiva perante o actual cenário de incerteza económica.








Banco Big
Exposição ao dólar dá frutos


Apesar da maior incerteza em torno da conjuntura económica, em Junho, o Banco Big mantém a estratégia quem tem vindo a delinear nos últimos meses, assente na globalização dos riscos e na aposta em obrigações de alto rendimento.

Tal como as restantes carteiras, os portefólios de fundos recomendados pelo banco sofreram com o acentuar da crise da dívida soberana na Zona Euro. Na primeira metade do mês, o portefólio de fundos indicado para investidores mais avessos ao risco perdeu 1,4%, em linha com os portefólios congéneres, um resultado influenciado pelas quedas de valor dos fundos de acções em carteira. Já no portefólio agressivo, o deslize ascendia a 3,6% devido também à exposição aos mercados accionistas e, em particular, ao fundo de acções globais Threadneedle Global Equity Income Fund e ao fundo de acções de empresas norte-americanas de pequena capitalização introduzido na carteira em Abril, o JPMorgan US Small Cap Growth. Ainda assim, pode dizer-se que este portefólio de fundos beneficiou com o agravar da crise europeia, devido à elevada exposição a activos cotados em dólares, moeda que tem beneficiado com a conjuntura económica europeia. Na primeira metade do mês, a moeda norte-americana valorizou 2,7% face ao euro, um factor que teve especial relevo no desempenho do portefólio agressivo, uma vez que 35% do seu valor está directamente alocado em activos denominados em dólares, o que acabou por atenuar as perdas.







Deutsche Bank
Fiel à estratégia


Mais uma vez, os especialistas do Deutsche Bank não vêem motivos para fazer alterações às carteiras recomendadas. O banco já não faz alterações à carteira prudente desde Janeiro, enquanto no portefólio de fundos agressivo é necessário recuar mais de um ano para recordar a última alteração. Tal como as congéneres, as carteiras de fundos recomendadas pelo Deutsche Bank sucumbiram aos receios em torno da crise grega. No portefólio prudente, a perda de 1,4% registada na primeira metade de Maio esteve em linha com os registos das carteiras com o mesmo perfil recomendadas pelos outros bancos. Dos sete fundos que compõem o portefólio, apenas o fundo de obrigações empresariais Schroder Global Corporate Bond e o fundo de obrigações mundiais Pimco GIS Total Return Bond registavam um comportamento positivo, um desempenho que poderá ser atribuído ao facto de serem cotados em dólares norte-americanos, moeda que tem ganho valor ao euro, devido ao acentuar da crise europeia.

Já no portefólio agressivo, a perda cifrava-se em 5% com todos os fundos a registarem perdas no período analisado. Porém, apesar da variação negativa superior ao registado pelas carteiras congéneres com o mesmo perfil, não foi suficiente para destronar o portefólio da liderança em termos de rendibilidade. Desde o início das recomendações, em Julho de 2007, este portefólio acumula um ganho efectivo de 17,4%, o equivalente a um ganho anual de 5,97%, já líquido de impostos.



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