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Conflito no Médio Oriente escala com ameaças de Trump. Petróleo sobe com mira no dia 7

Os preços do crude voltam a ganhar terreno, com o ultimato do Presidente norte-americano - que deu até terça-feira para o Irão reabrir Ormuz - a trazer ainda mais receios ao mercado. Já o ouro e as bolsas dos EUA seguem a reagir em baixa, ao passo que o dólar valoriza.

Trump ameaçou destruir centrais elétricas do Irão
Trump ameaçou destruir centrais elétricas do Irão Arileza Sotakbar
06 de Abril de 2026 às 00:06

A guerra no Médio Oriente, desencadeada com a operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, prossegue sem tréguas – continuando a perturbar a oferta mundial de petróleo, sobretudo devido ao condicionamento de uma via vital para o transporte desta matéria-prima: o estreito de Ormuz. As mais recentes ameaças do Presidente norte-americano contra Teerão, proferidas durante o fim de semana, estão a dar novo impulso aos preços dos contratos de futuros do crude.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, avança 2,56% para 111,82 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, segue a somar 3,34% para 115,27 dólares. 

No sábado, 4 de abril, Donald Trump fez novas ameaças e deu “48 horas” ao Irão para chegar a um acordo ou reabrir o estreito de Ormuz, dizendo que iria fazer cair o inferno sobre o país.  “Lembram-se que dei ao Irão 10 dias para chegar a um acordo ou abrir o estreito de Ormuz. O tempo está a terminar – 48 horas até que o Inferno caia sobre eles. Glória a Deus”, escreveu Trump na rede Truth Social. 

Já neste domingo, o Presidente dos EUA voltou ao tema e ameaçou "atingir e obliterar" as centrais elétricas e pontes do Irão se o estreito de Ormuz não reabrir. “Terça-feira será o Dia da Central Elétrica e o Dia da Ponte, tudo num só, no Irão. Não haverá nada igual!!! Abram o raio do estreito, seus loucos, ou vão viver no inferno — vão ver!”, publicou o chefe da Casa Branca na Truth Social.

No entanto, Teerão rejeitou uma vez mais o ultimato. O general Aliabadi, do comando militar central do Irão, declarou, citado pela BBC, que a ameaça de Trump era uma “ação desesperada, nervosa, desequilibrada e estúpida”. Outro alto responsável iraniano, citado pela CNN, respondeu que o estreito não será reaberto até que o país seja “totalmente indemnizado” pelos danos de guerra.

Quanto ao ouro, está a ter a reação inversa, perdendo terreno – com o preço spot a recuar 0,73% para 4.741,53 dólares por onça. Apesar de o metal amarelo ser um ativo-refúgio por excelência, o facto de o dólar estar a apreciar-se face às principais moedas leva a que o ouro fique menos atrativo para os investidores. 

A nota verde, que vinha a depreciar-se há algum tempo, começou a ganhar tração desde o início desta guerra, muito à conta dos receios de que o esperado aumento da inflação leve muitos bancos centrais a regressar a um ciclo de subida dos juros diretores.

Em Wall Street, por seu lado, os futuros do índice tecnológico Nasdaq Composite descem 0,8%, ao passo que os do Dow Jones e do Standard & Poor’s 500 recuam em torno de 06%.

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