Ao minutoAtualizado há 3 min11h11

Europa acelera e prepara-se para fechar a terceira semana consecutiva de ganhos

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.
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Kamil Zihnioglu/AP
10:27
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há 4 min.11h10

Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,198%, continuou abaixo das taxas a seis (2,453%) e a 12 meses (2,715%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,453%, mais 0,024 pontos do que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a fevereiro indicam que a Euribor a seis meses representava 39,18% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.

No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou hoje, para 2,715%, mais 0,035 pontos do que na sessão anterior.

A Euribor a três meses também subiu hoje, ao ser fixada em 2,198%, mais 0,048 pontos.

Em março, a média mensal da Euribor subiu nos três prazos, mas de forma mais acentuada nos dois mais longos.

A média mensal da Euribor em março avançou 0,098 pontos para 2,109% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor subiu 0,178 pontos para 2,322% e 0,344 pontos para 2,565%.

Em 19 de março, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sexta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 29 e 30 de abril em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

há 47 min.10h27

Europa acelera e prepara-se para fechar a terceira semana consecutiva de ganhos

Bloomberg

As principais praças europeias estão a negociar maioritariamente em território positivo, encaminhando-se para fechar a terceira semana de ganhos consecutiva, numa altura em que os EUA e o Irão preparam uma reunião na capital do Paquistão para negociar um possível acordo para pôr fim à guerra. O Presidente norte-americano, Donald Trump, já disse estar "otimista", apesar de ter voltado a ameaçar Teerão devido à cobrança de taxas no estreito de Ormuz - onde há poucos sinais de um aumento significativo de tráfego desde o início da trégua. 

A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - avança 0,15% para 613,53 pontos, preparando-se para fechar a semana com ganhos de quase 3%. O setor dos media e o tecnológico registam o maior desempenho entre os 20 que compõe o principal índice da região, enquanto o do "oil&gas" é o que observa o pior desempenho - apesar de os preços do petróleo até estarem a valorizar esta sexta-feira. 

"O sentimento dos investidores deverá depender, acima de tudo, de se o cessar-fogo se mantém e se o tráfego marítimo normal através do estreito de Ormuz é retomado", afirmou Florian Ielpo, diretor de investigação macroeconómica da Lombard Odier Asset Management, à Bloomberg. Para já, e apesar de algumas violações do acordo, os EUA e o Irão parecem ter diminuído em grande escala os ataques no Golfo Pérsico, ao mesmo tempo que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, concordou em sentar-se à mesa com o Líbano.

Os investidores vão estar ainda atentos aos dados da inflação nos EUA de março, que devem incorporar o primeiro impacto da guerra nos preços. As expectativas dos analistas são de um variação mensal de 0,9% - o maior avanço desde 2022 - e que a variação homóloga chegue aos 3%, ficando bastante longe da meta de 2% estabelecida pela Reserva Federal (Fed) norte-americana. Mesmo assim, os investidores não antecipam nenhuma subida de juros este ano. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Sodexo afunda 13,44%, depois de a empresa de restauração ter revisto em baixa as suas previsões para este ano, afirmando que o subinvestimento, os desafios de execução e um ambiente externo incerto estão a prejudicar o desempenho.

Quanto aos resultados por praça, o alemão DAX ganha 0,16%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,12%, o francês CAC-40 soma 0,12%, ao passo que o neerlandês AEX acelera 0,17% e o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,23%. Já o espanhol IBEX 35 contraria o sentimento geral e perde 0,04%,

10h07

Juros voltam a disparar na Zona Euro. Itália lidera subidas

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão, mais uma vez, a disparar esta sexta-feira, numa altura em que os investidores estão a antecipar com algum ceticismo as negociações entre EUA e Irão, que vão arrancar já este sábado. Apesar das grandes movimentações desta sessão, o mercado continua só a antecipar duas subidas nas taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE). 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, agravam-se em 4,1 pontos base para 3,025%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade avança 5,9 pontos para 3,669%. Já em Itália, os juros aceleram 7,9 pontos para os 3,812%.

Pela península Ibérica, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a subirem 5,5 pontos base para 3,426%. A “yield” das obrigações espanholas, por sua vez, acelera 5,9 pontos para 3,484%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, disparam 6,1 pontos base, para 4,808%.

09h06

Dólar quebra série de quatro sessões em queda e avança antes de negociações EUA-Irão

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

Após quatro sessões de queda, o dólar está a conseguir avançar face aos seus principais concorrentes, numa altura em que os investidores olham com algum ceticismo para as negociações de paz entre EUA e Irão que vão arrancar já este sábado - isto apesar de o Presidente dos EUA, Donald Trump, até ter afirmado que está "otimista" em relação à possibilidade de os dois países chegarem a um acordo. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" face aos seus grandes rivais - avança 0,12%, mas, mesmo assim, encaminha-se para fechar a semana com perdas de 1,3% - o pior desempenho desde janeiro deste ano. A divisa norte-americana acabou por ser bastante pressionada pelo acordo de cessar-fogo alcançado na quarta-feira por Washington e Teerão, uma vez que estava a ser vista pelos investidores como o ativo de refúgio predileto nesta guerra. 

"É improvável que as perspetivas gerais de crescimento marquem o regresso da tendência de desvalorização do dólar que se verificava antes do início da guerra, no final de fevereiro", afirma Eugenia Fabon Victorino, do Skandinaviska Enskilda Banken, à Bloomberg. "É improvável que o crescimento dos EUA seja pior do que o de outras economias", acrescenta. 

Neste contexto, o euro recua 0,12% para 1,1685 dólares, enquanto a libra cede 0,08% para 1,3426 dólares. Já a "nota verde" acelera 0,18% para 159,25 ienes, aproximando-se dos 160 ienes - visto como o nível de intervenção por parte das autoridades nipónicas. Esta sexta-feira, a ministra japonesa das Finanças, Satsuki Katayama, reforçou mais uma vez essa ideia, afirmando que está pronta para intervir no mercado "em todas as frentes", devido ao impacto dos movimentos cambiais na economia e famílias. 

09h05

Ouro recua mas encaminha-se para a terceira semana consecutiva em alta

Sven Hoppe/picture-alliance/dpa/AP Images

O ouro encaminha-se para fechar a terceira semana consecutiva de ganhos, numa altura em que os investidores estão a antecipar um fim do conflito no Médio Oriente a curto prazo, apesar de as várias violações do cessar-fogo entre EUA e Irão terem deixado os mercados de "pé atrás". A delegação norte-americana e a iraniana deverão encontrar-se este sábado no Paquistão para arrancar negociações e o Presidente dos EUA, Donald Trump, já disse estar bastante otimista em relação a um acordo. 

A esta hora, o metal amarelo recua 0,20% para 4.753,81 dólares por onça, mas encaminha-se para fechar a semana com ganhos de quase 2%. Apesar de o ouro tradicionalmente beneficiar de uma escalada das tensões geopolíticas globais, o impacto desta guerra nos preços dos combustíveis e, posteriormente, na inflação está a deixar a compra do metal precioso menos atrativa para os investidores - principalmente devido à grande probabilidade de vários bancos centrais por todo o mundo terem de apertar a política monetária. 

Esta pressão levou o ouro a perder cerca de 10% do seu valor desde o estalar do conflito no Médio Oriente. Os investidores também estão a usar as valorizações do metal amarelo nos últimos anos para cobrirem perdas noutros ativos, acabando por pressionar ainda mais a matéria-prima. No entanto, e caso os EUA e o Irão não consigam chegar a acordo, uma guerra prolongada pode vir a ter um impacto substancial no crescimento económico, levando os bancos centrais a moderarem a sua política monetária. 

"Dada a fragilidade do cessar-fogo, é possível que se verifique uma nova correção se os preços da energia se mantiverem elevados", escreveram os analistas do ANZ Banking Group, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "A crescente incerteza macroeconómica devido ao conflito em curso no Médio Oriente e as preocupações estruturais em torno da sustentabilidade fiscal e da dívida dos EUA continuam a incentivar os investidores a aumentar a alocação em ouro como um importante instrumento de diversificação", afirmam. 

08h25

Petróleo avança pela segunda sessão consecutiva mas deve fechar semana com perdas de 10%

Eli Hartman / Associated Press

Os preços do petróleo até estão a subir pela segunda sessão consecutiva, mas a queda expressiva de quarta-feira encaminhou a matéria-prima para a primeira semana de perdas desde o início da guerra no Médio Oriente, numa altura em que os investidores aguardam com expectativa o arranque das negociações para uma paz duradoura no Irão. 

A esta hora, o Brent - crude de referência para a Europa - acelera 1,27% para 97,14 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - ganha 1,31% para 99,24 dólares, aproximando-se novamente dos 100 dólares. Mesmo assim, o barril da matéria-prima do Mar do Norte deve fechar a semana com uma desvalorização superior a 10%, pressionado pelo acordo de cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão. 

Os preços estão, no entanto, a receber impulso esta sexta-feira depois de a agência de notícias da Arábia Saudita ter afirmado que a capacidade de produção do país foi reduzida em 600 mil barris por dia, devido aos ataques às suas infraestruturas energéticas por parte de Teerão. De acordo com cálculos da Bloomberg, o valor corresponde a cerca de 10% das exportações de crude da nação. Já a ofensiva contra um dos mais importantes oleodutos do mundo na quarta-feira terá reduzido a produção em 700 mil barris por semana. 

Em foco está ainda a (falta de) circulação no estreito de Ormuz. O acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão compreendia o livre tráfego por esta via marítima, por onde passa 20% de todo o petróleo e gás natural consumidos no mundo, por duas semanas, mas a grande parte das embarcações continua bloqueada. Na quinta-feira, um petroleiro com bandeira do Gabão foi o primeiro navio não iraniano a atravessar o estreito de Ormuz desde a entrada em vigor do cessar-fogo, segundo o portal MarineTraffic.

"O mercado está a voltar a centrar-se na realidade dos fluxos através do estreito de Ormuz, que continuam longe de estar normalizados e é improvável que recuperem rapidamente", afirmou Rebecca Babin, negociadora de energia no CIBC Private Wealth Group, à Bloomberg. A complicar a situação, o Irão tem cobrado taxas aos petroleiros que tentam atravessar esta via marítima - uma decisão bastante criticada por Donald Trump.

“Há relatos de que o Irão está a cobrar taxas aos petroleiros que atravessam o estreito de Ormuz – é bom que não estejam a fazê-lo e, se estiverem, é melhor pararem agora!", escreveu o Presidente dos EUA nas redes sociais. "[O Irão] está a fazer um trabalho muito fraco, desonroso diriam alguns, em permitir o petróleo passar pelo estreito de Ormuz. Esse não é o acordo que temos!", acrescentou. 

Entretanto, o petróleo do Mar do Norte para entrega imediata, o Forties Blend, atingiu um máximo histórico esta sexta-feira, aproximando-se dos 147 dólares - um valor que ultrapassa o recorde anterior estabelecido em vésperas da crise financeira de 2008, de acordo com dados citados pelo jornal britânico Financial Times.

07h52

Ásia encerra primeira semana no verde desde início da guerra. Europa aponta para ganhos

As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta sexta-feira em alta, conseguindo alcançar a primeira semana de ganhos desde o estalar do conflito no Médio Oriente, numa altura em que os investidores aguardam com antecipação as negociações entre os EUA e Irão para pôr um fim ao conflito. Numa entrevista à NBC News, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que está “muito otimista” sobre um acordo duradouro com Teerão, embora tenha reforçado que, caso um entendimento não seja alcançado, "vai ser muito doloroso" para os iranianos. 

O "benchmark" para a negociação asiática, o MSCI Asia Pacific, acelera 0,65%, enquanto a negociação de futuros do europeu Euro Stoxx 50 aponta para uma abertura em alta, com ganhos em torno dos 0,4%. Estes movimentos seguem-se a uma sessão negativa nas praças mundiais, com as ações a serem pressionadas pela troca de acusações entre EUA, Israel e Irão sobre a violação do acordo de cessar-fogo alcançado na quarta-feira - e que deveria parar a guerra e permitir a livre circulação no estreito de Ormuz por duas semanas. 

A delegação norte-americana e a iraniana vão encontrar-se este sábado em Islamabad, capital do Paquistão, para discutirem um fim duradouro do conflito, mas os mercados mostram-se céticos em relação às probabilidades desse acordo ser realmente alcançado - ou respeitado. Israel também concordou negociar com o Líbano, após uma série de ataques que levou os líderes europeus a pedir que o cessar-fogo também se estendesse ao país, mas a circulação bastante limitada em Ormuz continua a limitar o otimismo. 

"O mercado está a começar a antecipar que se possa chegar a algum tipo de acordo durante o fim de semana", explica Hao Hong, diretor de investimentos do Lotus Asset Management, à Bloomberg. "O meu modelo quantitativo indica que a recuperação técnica deverá continuar por mais alguns dias, pelo menos. O mercado está a começar a olhar para além da guerra", acrescenta. 

Nos resultados por praça, o sul-coreano Kospi avançou 1,40%, enquanto o japonês Nikkei 225 ganhou 1,78%. Já os chineses Shanghai Composite e Hang Seng aceleraram 0,55% e 0,49%, respetivamente, enquanto o australiano S&P/ASX 200 não conseguiu manter o otimismo e encerrou com perdas de 0,14% - embora até tenha registado uma larga recuperação nas horas finais de negociação. 

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