Europa negoceia no verde e está prestes a fixar quarta semana seguida de ganhos. Alstom tomba 30%
Europa negoceia no verde e está prestes a fixar quarta semana seguida de ganhos. Alstom tomba 30%
Juros aliviam em praticamente toda a linha. "Bunds" destoam
Otimismo em torno de negociações de paz com o Irão faz dólar "tropeçar" pela segunda semana consecutiva
Ouro caminha para quarta semana consecutiva de ganhos
Petróleo cede com Brent a oscilar em torno dos 98 dólares por barril
Ásia fecha em baixa e interrompe "rally". Fabricante chinesa de chips Yuanjie dispara 9% e destrona Moutai
Taxa Euribor desce de novo a três, a seis e a 12 meses
A taxa Euribor desceu hoje, de novo, a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira e manteve-se acima de 2% nos três prazos.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,204%, continuou abaixo das taxas a seis (2,415%) e a 12 meses (2,685%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, cedeu hoje, ao ser fixada em 2,415%, menos 0,038 pontos do que na quinta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a fevereiro indicam que a Euribor a seis meses representava 39,18% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor baixou hoje, para 2,685%, também menos 0,038 pontos do que na sessão anterior.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses caiu hoje, ao ser fixada em 2,204%, menos 0,034 pontos.
Em março, a média mensal da Euribor subiu nos três prazos, mas de forma mais acentuada nos dois mais longos.
A média mensal da Euribor em março avançou 0,098 pontos para 2,109% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor subiu 0,178 pontos para 2,322% e 0,344 pontos para 2,565%.
Em 19 de março, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sexta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 29 e 30 de abril em Frankfurt, Alemanha.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa negoceia no verde e está prestes a fixar quarta semana seguida de ganhos. Alstom tomba 30%
Os principais índices europeus negoceiam com ganhos contidos em praticamente toda a linha, à medida que os investidores dividem atenções entre a época de resultados do Velho Continente e sinais de que os Estados Unidos (EUA) e o Irão poderão reunir-se novamente em breve.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,07%, para os 617,40 pontos e ainda negoceia em território negativo desde o estalar da guerra a 28 de fevereiro.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,34%, o italiano FTSEMIB avança 0,56%, o francês CAC-40 sobe 0,31%, o espanhol IBEX soma 0,24%, ao passo que o neerlandês AEX desvaloriza 0,03% e o britânico FTSE 100 recua 0,14%.
As ações da região estão a caminho de uma quarta semana de ganhos, à medida que os esforços no Médio Oriente para que seja alcançado um acordo de paz ajudam a estabilizar os preços do petróleo. Ainda assim, o índice de referência permanece abaixo dos níveis pré-guerra e analistas questionados pela Bloomberg veem poucas perspetivas de subida para a Europa este ano, esperando que as revisões em baixa dos resultados e a geopolítica limitem os ganhos das cotadas.
“Agora que a poeira parece estar a assentar sobre os acontecimentos no Médio Oriente, a atenção do mercado voltará a centrar-se nos fundamentos, em particular nos lucros, dado que a época de divulgação de resultados acabou de começar”, disse à agência de notícias financeiras Daniel Murray, da EFG Asset Management.
Entre os setores, o dos media (+0,88%), dos serviços financeiros (+0,59%) e o tecnológico (+0,57%) registam as maiores valorizações, enquanto o dos recursos naturais (-1,47%), as “utilities” (-0,67%) e o da construção (-0,46%) lideram as perdas.
Já quanto aos movimentos do mercado, a Alstom tomba quase 30%, já tendo chegado a recuar cerca de 36% no arranque da sessão - a maior perda intradiária desde 2023 -, depois de o fabricante francês de comboios ter retirado a sua previsão de fluxo de caixa para os próximos três anos. Já a Delivery Hero soma mais de 1,50%, após a Prosus ter vendido uma participação de 4,5% na empresa de entregas à Uber Technologies.
Juros aliviam em praticamente toda a linha. "Bunds" destoam
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar com alívios em praticamente toda a linha na última sessão da semana, com uma queda dos preços do crude a aliviar as preocupações dos mercados em relação a uma escalada da inflação, à medida que se antecipa que o Banco Central Europeu (BCE) poderá decidir manter os juros diretores inalterados na sua reunião do final deste mês.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, agravam-se em 0,2 pontos base para 3,030%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade segue a tendência inversa e cai 0,6 pontos para 3,665%. Já em Itália, os juros recuam 0,5 pontos para os 3,797%.
Pela península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos alivia 0,3 pontos base para 3,416%. A “yield” das obrigações espanholas, por sua vez, cede 0,4 pontos, para 3,474%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, mantêm-se inalteradas nos 4,847%.
Otimismo em torno de negociações de paz com o Irão faz dólar "tropeçar" pela segunda semana consecutiva
O dólar está a oscilar entre ganhos e perdas e perto de fixar uma segunda semana seguida de desvalorizações, com o cessar-fogo anunciado entre Israel e o Líbano, assim como perspetivas de negociações entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão, a levar os “traders” a liquidar posições em ativos-refúgio, como é o caso da “nota verde”.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – segue praticamente inalterado e soma 0,03%, para os 98,242 pontos, tendo cedido a maior parte dos ganhos provocados pela guerra, à medida que o otimismo em relação ao cessar-fogo continua a reduzir a procura por ativos seguros. Desde o estalar do conflito que o dólar tem sido o refúgio predileto dos investidores.
Noutros pontos, face ao iene, o dólar cede 0,03%, para os 158,960 ienes. O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, evitou na quinta-feira dar sinais de que um aumento das taxas de juro estivesse previsto para este mês, aumentando a probabilidade de que o banco mantenha as taxas inalteradas, pelo menos até junho.
Por cá, o euro soma 0,01%, para 1,178 dólares e caminha para uma terceira semana de ganhos, já tendo recuperado em grande parte as perdas que vinha a registar desde o início da guerra no Médio Oriente. Já a libra cede 0,01%, para os 1,353 dólares. Ambas as divisas oscilam perto de máximos de sete semanas.
Ouro caminha para quarta semana consecutiva de ganhos
O ouro está a registar uma valorização contida nesta sexta-feira, à medida que se aproxima do quarto ganho semanal consecutivo, com esperanças de que um acordo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão possa ser alcançado, aliviando receios de um impacto económico duradouro.
A esta hora, o ouro ganha 0,06%, para os 4.792,860 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso soma 0,74%, para os 78,843 dólares por onça.
Até agora, o metal amarelo já ganhou cerca de 1% esta semana. Um cessar-fogo de dez dias entre o Líbano e Israel entrou em vigor na quinta-feira e o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a próxima reunião entre os Estados Unidos e o Irão poderá ocorrer durante o fim de semana.
Também uma queda do dólar apoia a valorização do ouro, à medida que a “nota verde” caminha para uma segunda queda semanal consecutiva. Já os preços do petróleo negoceiam em queda, aliviando os receios de uma inflação mais elevada, devido ao otimismo de que a guerra com o Irão possa estar a chegar ao fim.
As preocupações de que os preços mais elevados da energia possam alimentar a inflação e manter as taxas de juro globais mais altas por mais tempo fizeram com que os preços do ouro caíssem mais de 8% desde o início da guerra com o Irão, no final de fevereiro.
Embora o ouro seja considerado uma proteção contra a inflação, as taxas de juro mais altas reduzem a procura por ouro, que não rende juros. Nesta medida, os “traders” estimam agora uma probabilidade de 27% de um corte de 25 pontos base na taxa de juro da Reserva Federal em dezembro. Antes da guerra, havia expectativas de duas reduções para este ano.
Ainda a impactar a negociação do metal amarelo, os bancos indianos suspenderam as encomendas de ouro e prata a fornecedores estrangeiros, com toneladas destes metais retidos nas alfândegas, uma vez que ainda não foi emitida uma ordem governamental formal que autorize a importação de metais preciosos.
Petróleo cede com Brent a oscilar em torno dos 98 dólares por barril
Os preços do petróleo estão a registar ligeiras desvalorizações, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter assumido um tom otimista quanto às perspetivas de um cessar-fogo permanente entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão.
O Brent – de referência para a Europa – recua agora ligeiros 0,58%, para os 98,81 dólares por barril. Já o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cai 0,96% para os 93,78 dólares por barril.
Noutras matérias-primas, também o gás natural negociado na Europa regista perdas e cede 0,51%, para mais de 42 euros por megawatt-hora.
Alguns líderes árabes do golfo e europeus afirmaram que um acordo de paz entre os EUA e o Irão poderá demorar cerca de seis meses a ser alcançado e que as partes devem prolongar o cessar-fogo para cobrir esse período, segundo fontes oficiais citadas pela Bloomberg.
“O tema dominante agora não é a escalada, mas a estabilização”, disse à agência de notícias financeiras Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova. “Os mercados petrolíferos estão a enviar uma mensagem clara: o medo impulsionou a recuperação, a diplomacia está a impulsionar a correção e a incerteza irá impulsionar a volatilidade daqui para a frente”, resumiu.
Na quinta-feira, o Presidente dos EUA afirmou que não esperava ter de prolongar o cessar-fogo de duas semanas – que termina na próxima terça-feira - para chegar a um acordo, prevendo uma resolução “em breve”, mas que, se fosse necessário, o faria.
O republicano revelou ainda que poderá viajar para o Paquistão — que acolheu uma primeira ronda de negociações — caso se chegasse a um acordo com o Irão.
Após um período de negociação excecionalmente volátil, os movimentos dos preços acalmaram, com o Brent a oscilar numa faixa de cerca de 10 dólares por barril esta semana, em comparação com o recorde de 38 dólares em meados de março. Um indicador da volatilidade do contrato de futuros situa-se agora perto do nível mais baixo desde o início do mês passado.
Ásia fecha em baixa e interrompe "rally". Fabricante chinesa de chips Yuanjie dispara 9% e destrona Moutai
A recuperação dos mercados bolsistas que levou vários índices a atingirem novos recordes estagnou na Ásia nesta sexta-feira, à medida que os investidores reduziram as suas posições antes do fim de semana, enquanto aguardam avanços na prorrogação do cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão. Os índices de Wall Street fecharam ontem em máximos históricos e os futuros do S&P 500 permanecem ainda inalterados. Já pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 cedem 0,10%.
Pelo Japão, o Topix caiu 1,01%. Já o Nikkei seguiu a mesma tendência e perdeu 1,13%, depois de ontem ter atingido um novo máximo histórico, assim como um recorde de fecho. Já por Taiwan, o TWSE recuou 0,88%, pondo fim a dois dias consecutivos de novos recordes, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi desvalorizou 0,45%. No que toca à China, o Hang Seng de Hong Kong cedeu 1,19% e o Shanghai Composite registou uma ligeira queda de 0,15%.
O Brent caiu mais de 1%, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter manifestado otimismo quanto à garantia de um cessar-fogo permanente com o Irão. Os investidores aguardam progressos nas negociações que possam reabrir o estreito de Ormuz, facilitando o fluxo de petróleo bruto e aliviando a pressão sobre as economias, após a subida dos preços da energia na sequência do início do conflito, no final de fevereiro.
E embora o petróleo tenha reduzido o seu prémio de risco impulsionado pela guerra e as ações tenham subido para máximos históricos, decisores de política monetária continuam a alertar que os mercados podem estar a subestimar o impacto económico da guerra. “Os mercados entram na última sessão da semana situados em níveis técnicos e psicológicos fundamentais, com a convicção ainda a faltar, enquanto os investidores aguardam sinais mais claros do Médio Oriente”, escreveu à Bloomberg Nick Twidale, da AT Global Markets.
Nesta medida, Trump afirmou, sem apresentar provas, que o Irão tinha concordado com condições às quais há muito se opunha, incluindo a renúncia às ambições de possuir armas nucleares e a entrega de urânio aos EUA. O acordo incluiria também “petróleo gratuito” e a abertura do estreito de Ormuz, afirmou o republicano. As perspetivas de um acordo com o Irão “parecem muito boas”, acrescentou.
Ainda assim, Teerão não confirmou ter feito essas concessões. Trump anunciou, também, um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano.
Entre os movimentos de mercado pela região asiática, a fabricante chinesa de chips Yuanjie Semiconductor Technology (+9,34%) ultrapassou a Kweichow Moutai (-3,94%) e tornou-se na ação unitária mais cara da China continental, revelando uma mudança no interesse dos investidores em direção à tecnologia e marcando um afastamento dos líderes da “velha economia”. As ações da Yuanjie Semiconductor Technology atingiram um máximo histórico de 1.439 yuans nesta sexta-feira. Entretanto, a principal destilaria da China registou a maior queda em um ano, após anunciar a sua primeira queda anual nas vendas e nos lucros em duas décadas.
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