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Após melhor sessão desde 2022, Europa está de volta às perdas com ceticismo a dominar. Petróleo em alta

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
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Kamil Zihnioglu/AP
Negócios 10:39
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11h12

Taxa Euribor desce a três, a seis e a 12 meses

A taxa Euribor desceu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que baixou para 2,150%, continuou abaixo das taxas a seis (2,429%) e a 12 meses (2,680%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, cedeu hoje, ao ser fixada em 2,429%, menos 0,096 pontos do que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a fevereiro indicam que a Euribor a seis meses representava 39,18% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.

No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor desceu hoje, para 2,680%, menos 0,180 pontos do que na sessão anterior.

A Euribor a três meses também recuou hoje, ao ser fixada em 2,150%, menos 0,012 pontos.

Em março, a média mensal da Euribor subiu nos três prazos, mas de forma mais acentuada nos dois mais longos.

A média mensal da Euribor em março avançou 0,098 pontos para 2,109% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor subiu 0,178 pontos para 2,322% e 0,344 pontos para 2,565%.

Em 19 de março, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sexta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 29 e 30 de abril em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

10h38

Após melhor sessão desde 2022, Europa está de volta às perdas com ceticismo a dominar

As principais praças europeias estão a negociar em território negativo esta quinta-feira, com Lisboa a ser a única a escapar do pessimismo, num dia em que os investidores estão a mostrar algum ceticismo em relação ao cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão - e ao qual Israel decidiu juntar-se, posteriormente. Os dois lados trocaram acusações de violação do acordo, com Teerão a responder aos ataques de Tel Aviv no Líbano com novas ofensivas nos países do Golfo Pérsico. 

A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - cai 0,6% para 609,84 pontos, depois de na sessão anterior ter valorizado quase 4% e ter vivido a melhor sessão desde 2022. Ao contrário de quarta-feira, o setor do "oil&gas" é o que regista o melhor desempenho esta manhã, isto depois de ter perdido mais de 157 mil milhões de euros em capitalização bolsista num só dia - a maior queda desde  abril do ano passado. 

Os investidores estão receosos de que a interrupção da guerra não vá durar as duas semanas prometidas, depois de o Irão ter denunciado o que diz ser uma quebra num dos pontos essenciais acordados no cessar-fogo. Teerão defende que o fim dos ataques ao Líbano faz parte do acordo, mas Washington rejeita este entendimento, embora o vice-presidente norte-americano, JD Vance, já tenha dito que Israel vai refrear os ataques a este país do Médio Oriente. 

Numa publicação das redes sociais, Donald Trump advertiu que vai manter forças militares destacadas em torno do Irão até que o acordo alcançado seja cumprido e ameaçou lançar uma ofensiva "maior e mais forte" em caso contrário - colocando pressão sobre um cessar-fogo que já se revela frágil. O Presidente dos EUA advertiu que, se o pacto não for respeitado, "começará a melhor, maior e mais forte batalha que nunca", considerando embora esse cenário "muito improvável", e salientado que "não haverá armas nucleares" e que o Estreito de Ormuz "permanecerá aberto e seguro".

Entre as principais movimentações de mercado, a Shell e a BP avançam 0,53% e 2,08%, respetivamente, num dia em que os preços do petróleo estão novamente a registar ganhos e a aproximar-se dos 100 dólares por barril. Na quarta-feira, a Shell revelou que antecipa lucros "significativamente mais elevados" na divisão de negociação de matérias-primas, impulsionado pela volatilidade nos mercados sentida em março na sequência do estalar do conflito no Médio Oriente. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 1,18%, o espanhol IBEX 35 recua 0,38%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,23%, o francês CAC-40 subtrai 0,78%, ao passo que o neerlandês AEX cede 0,61% e o britânico FTSE 100 regista perdas de 0,26%.

10h36

Juros agravam-se na Zona Euro após terem afundado na sessão anterior

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro voltaram a disparar esta quinta-feira, após terem afundado na sessão anterior com ajuda do acordo de cessar-fogo celebrado entre os EUA e o Irão. No entanto, e após uma troca de ataques entre Tel Aviv e Teerão, os investidores estão a mostrar-se muito mais céticos em relação a este entendimento, com todas as atenções viradas agora para as negociações de paz que arrancam esta sexta-feira. 

A interrupção das hostilidades por duas semanas levou os investidores a reduzirem o número de subidas nas taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE) de duas para três, mas esta quinta-feira a probabilidade de existir um terceiro aperto de 25 pontos base na política monetária este ano voltou a crescer. Mesmo assim, o novo ciclo de aperto dos juros diretores não deve começar este mês. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, agravam-se em 4,9 pontos base para 2,990%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade avança 6.2 pontos para 3,639%. Já em Itália, os juros aceleram 7,5 pontos para os 3,778%.

Pela península Ibérica, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a subirem 7 pontos base para 3,396%. A “yield” das obrigações espanholas, por sua vez, acelera 6,9 pontos para 3,450%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, disparam 6,9 pontos base, para 4,774%.

08h54

Dólar estabiliza após ter apagado os ganhos anuais na sessão anterior

Martin Sterba/AP

O dólar está a negociar praticamente inalterado face aos seus principais rivais esta quinta-feira, depois de na sessão anterior a "nota verde" ter apagado por completo os ganhos alcançados em 2026. O cessar-fogo no Irão levou os investidores a afastarem-se de ativos de refúgio e a divisa norte-americana acabou mesmo por ser a principal penalizada, vivendo o pior dia desde janeiro deste ano e perdendo quase 1% do seu valor face ao euro. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da moeda face aos seus principais concorrentes - avança 0,13%, com os investidores a mostrarem algum ceticismo em relação à durabilidade do acordo de cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão e ao qual Israel acabou por se juntar, posteriormente. A divida norte-americana está a ser levemente impulsionada por uma nova subida nos preços do petróleo, que se aproximam da fasquia dos 100 dólares por barril, fazendo com que os participantes do mercados procurem novamente refúgio. 

"Estamos a assistir a uma subida gradual do dólar norte-americano, à medida que parte do clima de apetite pelo risco que se verificou após o anúncio do cessar-fogo está a reverter-se", afirmou David Forrester, estratega sénior do Crédit Agricole, à Bloomberg. "Resultados económicos positivos nos EUA reforçariam a ideia de que é improvável que a Reserva Federal proceda a novas reduções das taxas de juro este ano, mesmo que o fim do conflito no Médio Oriente conduza a uma descida dos preços do petróleo", completa. 

Neste contexto, o euro cai 0,03% para 1,1659 dólares, depois de ter alcançado máximos de mais de um mês na sessão anterior. Já a libra perde também 0,03% para 1,3391 dólares, após ter chegado a valorizar mais de 1% na quarta-feira, enquanto a "nota verde" consegue sair do marasmo face ao iene, acelerando 0,24% para 158,95 ienes. 

08h53

Ouro perde terreno após duas sessões em alta

AP

Após dois dias de ganhos, o ouro está a negociar com quedas pouco avultadas esta quinta-feira, num dia em que os investidores estão avaliar a robustez do acordo de cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão, ao qual Israel se juntou posteriormente. As negociações para alcançar a paz estão a ser ameaçadas por uma troca de acusações entre as partes sobre possíveis violações do acordo, com Teerão a apontar o dedo a Tel Aviv após os ataques no Líbano e os norte-americanos a reforçarem a ideia de que o estreito de Ormuz tem de reabrir imediatamente. 

A esta hora, o metal amarelo perde 0,11% para 4.715,83 dólares por onça, depois de ter conseguido ganhar 1,5% nas duas últimas sessões, aproximando-se dos 5 mil dólares. O ouro acabou por ser animado na quarta-feira pelo acordo de cessar-fogo, apesar de ser visto pelos mercados como um ativo de refúgio, que tende a valorizar quando as tensões geopolíticas crescem no mundo. 

"O papel do ouro como fonte de liquidez - em vez de um instrumento de diversificação de carteira ou um ativo de refúgio - continua a dominar", escrevem os analistas do Standard Chartered, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "A recuperação parece frágil a curto prazo", afirmaram, acrescentando que o metal precioso deverá encontrar um terreno mais favorável no mercado físico.

Com a guerra já no segundo mês, e o acordo de cessar-fogo a durar apenas duas semanas, os investidores estão a avaliar o impacto que o conflito está a ter nos preços do petróleo e combustíveis - além das pressões inflacionistas que está a criar. Confrontados com esta realidade, os bancos centrais podem ser obrigados a adotar uma postura mais severa em termos de política monetária, o que vai ter um impacto negativo no ouro, uma vez que não rende juros. 

Ao mesmo tempo, uma guerra prolongada poderá levar o mundo a um crescimento económico muito mais moderado do que inicialmente era antecipado, prejudicando o mercado de trabalho e justificando uma descida nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americano. Na última reunião, os na sequência da guerra e chegaram a conclusões bastante distintas em relação ao seu impacto económico. 

08h28

Preços do petróleo voltam a acelerar mas mantêm-se abaixo dos 100 dólares por barril

Eli Hartman / Associated Press

Após ter caído mais de 13% na sessão anterior, o petróleo está de volta aos ganhos. Apesar de os EUA e o Irão terem conseguido chegar a um cessar-fogo, oficialmente interrompendo a guerra durante duas semanas, os investidores estão a mostrar algum ceticismo em relação ao compromisso de ambas as partes com o acordo - isto numa altura em que já se trocam acusações de violação das cláusulas acordadas. 

A esta hora, o Brent - de referência para a Europa - acelera 2,52% para 97,14 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) - que serve de referência para os EUA - ganha 3,15% para 97,39 dólares. Apesar das subidas, os dois contratos conseguem manter-se abaixo dos 100 dólares, nível em que têm negociado a maior parte das sessões desde que o conflito começou no Médio Oriente no último dia de fevereiro. 

O estreito de Ormuz continua um tópico bastante sensível tanto para os mercado como para os EUA e o Irão. A agência iraniana Fars noticiou na quarta-feira que o tráfego de petroleiros foi interrompido após os ataques de Israel ao Líbano, violando uma das cláusulas estabelecidas no acordo de cessar-fogo, de acordo com o Irão, apesar de o vice-presidente norte-americano, JD Vance, acreditar que existem "sinais de que o estreito está a começar a reabrir". 

"Isto ainda não acabou", começa por afirmar Dennis Kissler, vice-presidente sénior de negociação da BOK Financial Securities, à Bloomberg. "Teremos de ver uma reabertura total do estreito, sem obstáculos, antes de vermos os preços do petróleo bruto WTI nos 80 dólares. E não vejo isso a acontecer nas próximas duas semanas", refere ainda, numa altura em que o tráfego em Ormuz continua bastante limitado. 

Focado nas negociações para a paz que arrancaram entre sexta e sábado no Paquistão, o vice-presidente norte-americano afirmou ainda que os israelitas mostraram disponibilidade para se “conterem um pouco” no Líbano de forma a que as negociações com Teerão sejam bem-sucedidas, embora reitere que o país não faz parte do acordo. Já o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, insiste que um cessar-fogo no Líbano é uma "condição essencial" para pôr termo ao conflito que entrou no passado sábado na sexta semana. 

07h53

Ceticismo em torno de cessar-fogo leva Ásia para o vermelho. Europa aponta para quedas

As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta quinta-feira maioritariamente em território negativo, num dia em que o petróleo está, novamente, a subir e os investidores mostram-se céticos em relação ao acordo de cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão. Apesar de a reabertura do estreito de Ormuz ter sido uma das condições impostas por Washington, a via marítima continua a ver um tráfego bastante diminuto. Além disso, Teerão está a acusar os norte-americanos e israelitas de violarem três cláusulas fundamentais do acordo. 

Neste contexto, o MSCI Asia Pacific - "benchmark" para a negociação da região - cai 0,91%, com a maioria das principais praças pintadas de vermelho. Pela Europa, a negociação de futuros aponta para o mesmo caminho, embora com perdas muito menos substanciais - isto depois de, na quarta-feira, o Stoxx 600 ter acelerado quase 4% e vivido a melhor sessão em um ano, impulsionado pelas expectativas de que o cessar-fogo alcançado entre os EUA e Irão leve à reposição dos fluxos de petróleo mundiais. 

Estas movimentações refletem o quão os mercados estão com os "nervos em franja" desde que o conflito estalou no Médio Oriente. Qualquer desenvolvimento na guerra - oficialmente interrompida por duas semanas - está a ter um grande impacto na negociação de ativos de risco, como é o caso das ações, com os investidores a mostrarem-se particularmente sensíveis à questão de Ormuz. 

"A fragilidade do cessar-fogo já está a ser posta à prova", explica Peter Dragicevich, estratega cambial da Corpay Solutions, em Sydney, citado pela Bloomberg. "A situação no Médio Oriente melhorou, mas a situação continua instável e, dada a volatilidade dos intervenientes envolvidos, pode deteriorar-se a qualquer momento", acrescenta, depois de Israel ter atacado o Líbano na quarta-feira. Uma das condições do acordo era “um cessar-fogo imediato em todo o lado, incluindo no Líbano e outras regiões, com efeito imediato", diz o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf. 

Ao mesmo tempo, e contribuindo para a desconfiança dos investidores, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que todos os navios, aeronaves e pessoal militar vão permanecer na região, até que o "verdadeiro acordo alcançado" seja plenamente cumprido. A Casa Branca vai encetar negociações diretas com o Irão, estando a primeira ronda de negociações marcada para sábado de manhã, em Islamabad.

Entre as principais movimentações de mercado, o sul-coreano Kospi liderou as perdas regionais, ao ceder 1,73%, enquanto o japonês Nikkei 225 caiu 0,78% e os chineses Hang Seng e Shanghai Composite deslizaram 0,38% e 0,80%, respetivamente. Pela Austrália, o S&P/ASX 200 conseguiu contrariar a tendência, ao crescer 0,24%. 

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