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Europa no verde com Médio Oriente e BCE em foco. Hugo Boss dispara 7%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados desta quinta-feira.
AP
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10h23

Europa no verde com Médio Oriente e BCE em foco. Hugo Boss dispara 7%

Bloomberg

As principais praças europeias estão a negociar maioritariamente em território positivo esta quinta-feira, quebrando uma série de quatro dias consecutivos no vermelho, apesar de se ter registado uma nova escalada de tensões no Médio Oriente. EUA e Irão trocaram uma série de ataques durante a madrugada, levando a um disparo temporário nos preços do petróleo - que, com o acalmar da situação e as perspetivas de que as negociações de paz podem continuar, já estão novamente a cair. 

A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" de referência para a Europa - acelera 0,52% para 621,33 pontos, com os ganhos a serem impulsionados pelo setor tecnológico e pelos avanços da gigante ASML. As ações ligadas à energia também estão a ter um grande contributo para o principal índice nacional, embora os ganhos tenham sido reduzidos com a inversão no sentido de negociação dos preços do petróleo. 

As atenções viram-se agora para a política monetária e para o Banco Central Europeu (BCE). É esperado que a esta quinta-feira e o mercado já tem incorporado segundo aperto em 2026 - vendo mesmo grandes possibilidades de um terceiro. No entanto, os analistas dividem-se. 

"Não estamos num ciclo de aperto monetário; neste momento, o aumento das taxas previsto é apenas pontual", antecipa Christophe Boucher, diretor de investimentos da ABN Amro Investment Solutions, citado pela Bloomberg. "O cenário mais pessimista neste momento seria o BCE anunciar que estão previstas mais subidas das taxas ainda este ano", esclarece. 

Entre as principais movimentações de mercado, a fabricante de semicondutores ASML, a empresa europeia mais valiosa em bolsa, avança 3,56% para 1.560,80 euros por ação, apesar de a tecnológica ter anunciado que iria cortar menos postos de trabalho do que inicialmente esperado, após negociações com sindicatos holandeses. Por sua vez, a Hugo Boss dispara 7,71% para 39,27 euros, depois de o Frasers Group ter oferecido 2 mil milhões de euros para adquirir a parte da empresa que ainda não detém.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,59%, o italiano FTSEMIB ganha 0,97%, o francês CAC-40 valoriza 0,86%, enquanto o neerlandês AEX acelera 0,67% e o espanhol IBEX salta 0,69%. Por sua vez, o alemão DAX recua 0,01%.

09h17

Juros aliviam na Zona Euro com investidores à espera do BCE

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a aliviar esta quinta-feira, num dia marcado pela decisão de política monetária por parte do Banco Central Europeu (BCE), que deve mesmo avançar com uma subida de 25 pontos base na taxa de referência para 2,25%. Para já, e até ao final do ano, os investidores veem grande probabilidade de existirem mais dois apertos desta magnitude. 

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, recuam 0,6 pontos base, para os 3,067%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade perde 1 ponto, para 3,836%. Já em Itália, os juros deslizam 0,9 pontos, para 3,837%.

Pela Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos cede 1,1 pontos para 3,444%, liderando a tabela dos alívios da Zona Euro, enquanto a “yield” das obrigações espanholas diminui 0,9 pontos, para 3,837%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, contrariam a tendência dos pares europeus, ao acelerarem 0,3 pontos base para os 4,933%.

08h58

Euro avança contra o dólar em dia de provável subida nas taxas de juro

AP/ Petr Svancara

O euro está a conseguir valorizar face ao dólar esta quinta-feira, num dia em que uma nova escalada nas tensões geopolítica no Médio Oriente não está a conseguir afastar por completo os investidores de ativos de risco. As atenções viram-se agora para o Banco Central Europeu (BCE), que deve mesmo avançar com uma subida de 25 pontos base nas taxas de juro para fazer face ao aumento da inflação como consequência do encerramento do estreito de Ormuz. 

A esta hora, o euro acelera 0,16% para 1,5553 dólares, enquanto a libra ganha 0,16% para 1,3389 dólares e a "nota verde" recua 0,02% para 160,51 ienes - mantendo-se acima do nível considerado de intervenção pelos investidores. Já o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da divisa norte-americana face aos seus principais rivais - cai 0,04%. 

Os EUA lançaram durante a madrugada uma nova vaga de ataques contra o Irão, com o Presidente norte-americano a prometer voltar a atacar o país caso a República Islâmica não assine rapidamente um acordo de paz. A nova escalada das tensões teve impacto imediato nos mercados, levando os preços do petróleo a dispararem e as ações a caírem, mas, horas depois, a situação era já de maior estabilidade. 

"Ainda se nota um certo cansaço face às notícias no mercado. Este tipo de escalada, se tivesse ocorrido há algumas semanas, provavelmente teria feito com que o Brent voltasse a ultrapassar os 100 dólares por barril e que o dólar disparasse", explica Nick Twidale, analista-chefe de mercados da ATFX Global, num comentário citado pela Bloomberg. 

Nos EUA, o . Os investidores veem agora a Reserva Federal (Fed) norte-americana a avançar com uma subida de 25 pontos base nas taxas de juro já este ano, embora apenas no último mês de 2026. Na primeira reunião da era Kevin Warsh, o banco central deve manter a política monetária inalterada. 

08h25

Ouro recupera após cair abaixo da marca dos 4 mil dólares por onça

AP / Jae C. Hong

O ouro chegou a valorizar mais de 1% esta madrugada, mesmo depois de os EUA e o Irão terem voltado a trocar uma série de ataques no Médio Oriente, colocando em causa os avanços nas negociações para alcançar a paz na região. O metal precioso tem vindo a perder terreno desde o estalar do conflito no final de fevereiro, com o encerramento do estreito de Ormuz a mergulhar o mundo numa crise energética e a levar os preços da energia a dispararem. 

A esta hora, o metal amarelo acelera 0,61% para 4.096,08 dólares por onça, numa sessão que se tem mostrado bastante volátil. Numa primeira reação aos ataques, o ouro chegou mesmo a perder mais de 1% e a negociar abaixo da marca dos 4 mil dólares, atingindo mínimos de seis meses. Mais tarde, inverteu as perdas e conseguiu até a saltar 1,1%. 

Os ataques mais recentes só mostram a impaciência do Presidente norte-americano, Donald Trump, em conseguir um acordo de paz. O líder dos EUA tem vindo a pressionar cada vez mais a República Islâmica e, em entrevista à Fox News, indicou que pode mesmo vir a lançar uma nova ofensiva caso Teerão não assine um entendimento. 

A nível interno, a escalada nos preços tem vindo a pressionar Trump, que enfrenta já este ano eleições intercalares. O , o ritmo mais elevado desde início de 2023, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Bureau of Labor Statistics. Os números alinham com as estimativas compiladas pela Bloomberg e compara com 3,8% em abril.

"O fluxo constante de notícias contraditórias está a aumentar as incertezas e a levar os investidores a reduzir a exposição ao risco e a aumentar a liquidez numa variedade de classes de ativos", escreve Robert Gottlieb, consultor e antigo negociador de metais preciosos no JPMorgan Chase, citado pela Bloomberg. A mais recente queda “tem mais a ver com o reposicionamento de carteiras do que com uma reavaliação fundamental do ouro como ativo de refúgio”, acrescenta.

08h23

Petróleo avança com cautela após troca de ataques no Médio Oriente

AP / Jeff McIntosh

Os preços do petróleo chegaram a subir mais de 3 dólares em reação a uma nova troca de ataques entre EUA e Irão nesta madrugada, pondo em causa as negociações entre as duas partes para conseguir alcançar um acordo de paz na região. No entanto, à media que a situação parece ter estabilizado no Médio Oriente, o crude viu os ganhos serem gradualmente reduzidos, negociando agora com um avanço inferior a 1%. 

A esta hora, o Brent - petróleo de referência para a Europa - ganha apenas 0,28% para 93,35 dólares por barril, depois de ter chegado a negociar acima da marca dos 95 dólares, numa primeira reação à escalada de tensões entre EUA e Irão. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - salta 0,54% para 90,51 dólares, tendo chegado a tocar nos 93 dólares, enquanto o gás natural negociado em Amesterdão valoriza 1,3% para 50,65 euros por megawatt. 

Numa publicação nas redes sociais, o Presidente dos EUA, Donald Trump, já tinha prometido voltar a atacar o Irão "em força", após o abate de um helicóptero norte-americano e devido à relutância da República Islâmica em assinar um acordo de paz. As durante a madrugada e os ataques tiveram resposta imediata por parte do regime liderado por Mojtaba Khamenei, que colocou na mira bases norte-americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia.

O Irão ordenou ainda o fecho do estreito de Ormuz a todos os navios, incluindo petroleiros e cargueiros comerciais, ameaçando atacar qualquer embarcação que tente atravessar a via marítima. No entanto, as forças armadas norte-americanas refutam, indicando que esta artéria crítica do comércio global continua aberta para embarcações comerciais. Em entrevista à Fox News, Donald Trump sinalizou também que novos ataques podem vir a acontecer, caso Teerão não assine rapidamente um acordo. 

"Os próximos dias serão decisivos para determinar se a diplomacia conseguirá reafirmar-se ou se o conflito entrará num ciclo de escalada mais prolongado", afirmou Jorge Leon, responsável pela análise geopolítica da consultora Rystad Energy, à Bloomberg. "É provável que a volatilidade do preço do petróleo se mantenha elevada até que haja indícios mais claros de que o cessar-fogo se mantém", acrescentou.

Numa publicação nas redes sociais, o Presidente norte-americano revelou ainda que uma alegada "missão secreta" ordenada em maio  permitiu que estavam retidos no estreito de Ormuz. "Mais de 200 navios comerciais navegaram em segurança pelo estreito. Este esforço, que tem sido um sucesso retumbante, é possível porque os Estados Unidos da América controlam o estreito de Ormuz", concluiu o republicano na breve mensagem.

07h51

Escalada no Médio Oriente leva Ásia a mínimos de três semanas. Europa aponta para perdas

As principais praças asiáticas encerraram a penúltima sessão da semana maioritariamente em território negativo, numa altura em que o conflito voltou a escalar no Médio Oriente e os EUA e o Irão trocaram uma série de ataques durante a madrugada. Na manhã de quarta-feira, Donald Trump, Presidente norte-americano, já tinha ameaçado Teerão de que as hostilidades iriam ser retomadas, prometendo que o país ia "pagar o preço" por estar a demorar "demasiado" tempo para assinar um acordo de paz.

Em reação, o MSCI Asia Pacific - "benchmark" para a negociação asiática - chegou a cair 1,7% esta quinta-feira, mas, à medida que a situação estabilizou no Médio Oriente e os ganhos nos preços do petróleo perderam pujança, o índice acabou por conseguir colmatar grande parte das perdas. A esta hora, segue a desvalorizar 0,5%. atingindo mínimos de três semanas. Por sua vez, a negociação de futuros do Euro Stoxx 50 aponta para uma abertura em terreno negativo, com perdas na mesma ordem. 

Os , os sistemas de comunicação e as instalações de defesa aérea" do país, revelou o Comando Central dos Estados Unidos, numa publicação nas redes sociais. Em resposta, o Irão lançou uma ofensiva contra bases dos EUA no Kuwait, Jordânia e Bahrein e anunciou que iria fechar por completo o estreito de Ormuz - via marítima pela qual poucos navios têm já conseguido atravessar. 

"Os investidores continuam nervosos", explica Chris Beauchamp, analista-chefe de mercados da IG, em declarações à Bloomberg. "Trata-se agora de uma situação de 'quem já se queimou uma vez, fica com medo'. Ninguém quer precipitar-se para comprar na queda, o que sugere uma tendência de descida, embora a tendência geral permaneça intacta", acrescenta. 

Os mercados estão ainda de "olhos postos" numa outra narrativa: a da inteligência artificial (IA), numa altura em que os investidores preparam-se para a entrada da SpaceX em bolsa - a maior de sempre. Esta quinta-feira, os investidores estão a afastar-se novamente do setor, depois de a Oracle ter anunciado que pretende gastar muito mais do que o inicialmente previsto em centros de dados. As ações da tecnológica chegaram a afundar mais de 11% no mercado "after hours".

Entre as principais praças asiáticas, o japonês Nikkei acelerou 0,06%, enquanto os chineses Hang Seng e Shanghai Composite cederam 0,86% e 0,16%, respetivamente. Já o australiano S&P/ASX 200 caiu 0,13%, enquanto o sul-coreano Kospi conseguiu avançar 0,43%. 

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