Stoxx 600 tem melhor semana deste ano. Petróleo continua a subir
Petróleo recua ligeiramente, mas caminha para semana de ganhos. Gás valoriza pelo quinto dia
Ouro ruma ao maior ganho semanal em mais de dois anos e meio
Dólar avança à espera de dados económicos dos EUA
Juros praticamente inalterados na Zona Euro à espera da inflação
Europa abre última sessão do trimestre com ganhos ligeiros
Dados sobre inflação animam arranque da última sessão da semana em Wall Street
Petróleo em alta pela quinta sessão consecutiva
Ouro cede mas caminha para fechar março com ganhos
Euro perde face ao dólar
Juros aliviaram na Zona Euro
Stoxx 600 tem melhor semana deste ano
- Negociação na Europa deve abrir com ganhos ligeiros. Dados económicos da China dão força à sessão asiática
- Petróleo recua ligeiramente, mas caminha para semana de ganhos. Gás valoriza pelo quinto dia
- Ouro ruma ao maior ganho semanal em mais de dois anos e meio
- Dólar avança à espera de dados económicos dos EUA
- Juros praticamente inalterados na Zona Euro à espera da inflação
- Europa abre última sessão do trimestre com ganhos ligeiros
- Dados sobre inflação animam arranque da última sessão da semana em Wall Street
- Petróleo em alta pela quinta sessão consecutiva
- Ouro cede mas caminha para fechar março com ganhos
- Euro perde face ao dólar
- Juros aliviaram na Zona Euro
- Stoxx 600 tem melhor semana deste ano
Os principais índices europeus estão a apontar para uma negociação em terreno positivo, no dia em que é conhecida a inflação na Zona Euro, depois de esta quinta-feira ter sido registada uma queda substancial do indicador em Espanha e uma aceleração na Alemanha.
Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 avançam 0,1% no último dia de negociação do mês.
Na Ásia, a sessão foi positiva, após terem sido divulgados dados na China sobre a manufatura, serviços e construção, que mostram que a economia está a ganhar algum alento, depois do fim, no ano passado, da política de covid zero levada a cabo por Pequim.
Os "últimos dados confirmam que o ciclo de recuperação económica está no caminho certo, o que abrirá caminho a uma revisão dos resultados das empresas para estabilizarem e melhorarem no segundo trimestre", escreveram analistas do UBS, numa nota vista pela Bloomberg.
O índice agregador MSCI Asia Pacific subiu 1,1% com o Japão e a Coreia do Sul a registarem os maiores ganhos e, igualmente, a caminho de uma valorização trimestral.
"Esperamos uma valorização superior a 20% para o MSCI China até ao final do ano, com a recente consolidação a apresentar-se como um ponto atrativo", indicam ainda.
Pela China, Xangai avançou 0,2% e, em Hong Kong, o tecnológico Hang Seng subiu 0,7%. No Japão, o Nikkei valorizou 1% e o Topix somou 1,2%. Na Coreia do Sul, o Kospi pulou 1,2%.
O petróleo está a desvalorizar ligeiramente, mas ainda assim a caminho de uma semana positiva, com o sentimento de alta possivelmente proveniente dos bons dados económicos da China.
Por outro lado, as disrupções no Médio Oriente estarão a ser anulados por preocupações com dados económicos nos Estados Unidos que serão divulgados esta sexta-feira.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, recua 0,007% para 74,32 dólares por barril. Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, desce 0,24% para 79,08 dólares.
Os mercados aguardam a divulgação do índice PCE referente a fevereiro, conhecido pelos especialistas como a métrica preferida da Fed em matéria de leitura da inflação, onde é esperada uma queda para 5,1%.
"O mercado pode manter a recuperação que vimos durante a semana, se o índice PCE nos EUA oferecer sinais positivos ao mercado de que a inflação poderá desacelerar mais", aponta a analista Tina Teng, da CMC Markets.
"Dados dececionantes podem causar preocupações novamente sobre a política da Fed e reduzir os recentes ganhos", completou.
No mercado do gás, os futuros estão a valorizar pelo quinto dia consecutivo, com as disrupções das centrais em França a colocarem algum pressão nos preços desta matéria-prima.
Os contratos negociados em Amesterdão, TTF, sobe 1,08% para 43,1 euros por megawatt-hora.
O ouro está a valorizar e a caminho do maior ganho semanal desde julho de 2020, numa semana em que o dólar negociou sobre pressão e permitiu assim que o metal precioso fosse mais barato para compradores estrangeiros.
O ouro soma 0,07% para 1.981,74 dólares por onça.
Os investidores aguardam hoje um conjunto de dados económicos nos Estados Unidos que deverão dar pistas sobre o caminho a seguir pela a Reserva Federal norte-americana.
Ainda esta semana, dados do emprego mostraram uma desaceleração ligeira, depois de vários meses de um mercado laboral robusto. Ainda assim, os responsáveis da Fed continuam a reiterar a possibilidade de um maior aperto da política monetária, mesmo depois do colapso de três bancos norte-americanos este mês.
O dólar está a valorizar face às principais divisas, em antecipação da divulgação do índice PCE, uma das métricas favoritas da Fed em termos de leitura de inflação. A expectativa do mercado é que tenha recuado para os 5,1% este mês.
O dólar sobe 0,18% para 0,9187 euros, num dia em que é igualmente divulgada a inflação de março na Zona Euro e o desemprego referente a fevereiro. Já o índice do dólar da Bloomberg - um indicador que mede força do dólar contra outras 10 divisas - soma 0,16% para 102,305 pontos.
"É provável que o dólar negoceie dentro de uma determinada faixa até que o impacto [da Fed] seja mais claro, mas se a atual expectativa para os juros diretores permanecer, ainda pode desvalorizar mais", escreveram analistas da Société Générale, numa nota vista pela Bloomberg.
"A saga deve ter um impacto na procura e na oferta por crédito e, a não ser que a economia recupere rapidamente, o fim do ciclo de subida das taxas de juro pela Fed está certamente mais perto agora e o dólar permanece acima das médias de longo prazo em termos reais", completaram.
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão a particamente inalterados, mas a agravar-se muito ligeiramente, no dia em que é conhecida a inflação na Zona Euro referente a março, bem como a taxa de desemprego de fevereiro.
Estes dados vão ser seguidos de perto pelos investidores já que deverão dar algumas indicações sobre o estado da economia europeia e o caminho a seguir, em termos de política monetária, pelo Banco Central Europeu.
A "yield" das Bunds alemãs com maturidade a dez anos, referência para a região, soma 0,2 pontos base para 2,367%, enquanto os juros da dívida pública italiana sobem 0,2 pontos base para 4,224%.
Os juros da dívida portuguesa com a mesma maturidade agravam-se 0,7 pontos base para 3,209%, os juros da dívida francesa somam 0,5 pontos base para 2,881% e os da dívida espanhola acrescem 0,2 pontos base para 3,401%.
Fora da Zona Euro, as "yields" da dívida britânica a dez anos sobem 2,4 pontos pare para 3,535%.
Os principais índices europeus estão maioritariamente a valorizar, mas ainda assim a caminho do pior mês de março desde a pandemia em 2020, depois de preocupações com uma recessão e bancos centrais mais agressivos terem tirado o brilho à forte valorização do início de ano.
O índice de referência europeu Stoxx 600 sobe 0,15% para 455,53 pontos. A registar os maiores ganhos está o setor do retalho, das viagens e alimentar.
O "benchmark" europeu termina assim um trimestre marcado pela turbulência no setor da banca e a crise no Credit Suisse que culminou na compra por parte do UBS por três mil milhões de euros.
"Depois da volatilidade que vimos este trimestre, torna-se cada vez mais claro que evitar uma recessão vai ser muito difícil", afirmou a analista Marija Veitmane da State Street Global Markets à Bloomberg.
"O mercado está a pensar que, ou há uma crise de alguma coisa - como na banca - ou pela inflação estar ancorada e as taxas de juro terem de permanecer elevadas durante algum tempo", completou.
Esta sexta-feira, os analistas vão estar ainda atentos à divulgação da inflação na Zona Euro referente a março, bem como em França, que deverão dar algumas indicações sobre as decisões a tomar por parte do Banco Central Europeu.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax soma 0,11%, o francês CAC-40 valoriza 0,19%, o britânico FTSE 100 sobe 0,15% e o espanhol IBEX 35 pula 0,2%. Em Amesterdão, o AEX regista um ligeiro acréscimo de 0,2%. Já o italiano FTSEMIB recua 0,06%.
Wall Street arrancou a sessão em alta, animada pelos mais recentes dados da inflação que dão sustento à expectativa de um abrandamento da política monetária restritiva da Reserva Federal (Fed) norte-americana, ou até mesmo do fim da subida dos juros diretores este ano.
O industrial Dow Jones somou 0,49% para 33.018,84 pontos, enquanto o Standart & Poor's (S&P 500) ganhou 0,47% para 33.018,84 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite arrecadou 0,53% para 12.074,70 pontos.
O índice PCE – um indicador que mede a inflação na ótica da despesa dos consumidores - subiu 5% em fevereiro, em termos homólogos, recuando assim face a janeiro. Já o "core" do índice – que exclui energia e alimentos – somou 0,3%, ligeiramente abaixo dos 0,4% apontados pelos economistas consultados pela Bloomberg.
O mercado já começa incorporar a possibilidade de a Fed parar de aumentar os juros diretores já este ano. O "dot plot" do banco central aponta para que a taxa dos fundos federais alcance o pico de 5,1% este ano.
Olhando para a próxima reunião, no mercado de "swaps", os investidores apostam na probabilidade de 51,2% da autoridade monetária subir a taxa de juro diretora em 25 pontos base e uma probabilidade 48,8% de não mexer nos juros diretores.
Os preços do "ouro negro" estão a ganhar terreno pela quinta sessão consecutiva e o motivo tem sido o mesmo ao longo de toda a semana: suspensão das exportações, a partir do Curdistão iraquiano, do crude que provén da Turquia.
Cerca de 0,5% (450.000 barris por dia) da oferta mundial de petróleo, proveniente das exportações do Curdistão, foi suspensa no passado sábado, depois de uma vitória num caso de arbitragem confirmar que é necessária a autorização de Bagdad para exportar o crude proveniente da Turquia.
Este corte veio compensar a notícia de que a redução da oferta russa será inferior ao que se esperava.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, soma 1,34% para 75,37 dólares por barril.
Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, ganha 0,63% para 79,77 dólares.
O ouro segue a desvalorizar, mas caminha para fechar o mês de março com ganhos. O metal amarelo beneficiou da turbulência no setor bancário, tendo valorizado mais de 8% desde o início do mês, impulsionado por uma maior procura por ativos-refúgio.
O metal amarelo desce 0,18% para 1.976,83 dólares por onça, o paládio soma 1,37% para 1.481,52 dólares, a platina cresce 0,69% para 997,75 dólares e a prata valoriza 0,41% para 24 dólares.
Os investidores acreditam que a Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos deverá estar perto de pausar o ciclo de subidas das taxas de juro, tendo os dados divulgados esta sexta-feira dado mais sustento a essa expectativa. O índice PCE, que mede a inflação na ótica da despesa dos consumidores e é apontando como o favorito da Fed, registou um aumento homólogo de 5% em fevereiro, recuando face ao mês anterior.
Esta perspetiva poderá ser benéfica para o ouro, que tende a sair prejudicado com uma política monetária mais agressiva, uma vez que não remunera juros.
"Este indicador da inflação abaixo do esperado dará margem à Fed para ser menos agressiva. É um desenvolvimento positivo para o ouro", afirma Bart Melek, da TD Securities, em declarações à Bloomberg, admitindo que vê o metal amarelo chegar acima dos 2.000 dólares por onça.
O euro desvaloriza face à divisa norte-americana, num dia em que foi conhecido que a inflação na Zona Euro abrandou de 8,5% em fevereiro para 6,9% em março.
A moeda única europeia perde 0,39% para 1,0863 dólares.
Os dados divulgados pelo Eurostat são ainda preliminares. O abrandamento no aumento dos preços no consumidor deu força à ideia de que o Banco Central Europeu (BCE) poderá desacelerar ou até travar o ritmo das subidas das taxas de juro. Uma política monetária mais dura tende a beneficiar a moeda.
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro aliviaram, num dia em que foi divulgado que a inflação na região recuou em março.
O aumento dos preços no consumidor abrandaram de 8,5% em fevereiro para 6,9% em março, segundo os dados preliminares do Eurostat.
A "yield" das Bunds alemãs com maturidade a dez anos, referência para a região, recuou 7,9 pontos base para 2,286% e os juros da dívida pública italiana perderam 13,7 pontos base para 4,085%.
Já os juros da dívida portuguesa com o mesmo vencimento desceram 10,5 pontos base para 3,097%, os juros da dívida francesa diminuíram 8,8 pontos base para 2,788% e os da dívida espanhola recuaram 10,2 pontos base para 3,297%.
Fora da Zona Euro, as rendibilidades da dívida britânica perderam 2,9 pontos base para 3,483%.
A Europa fechou a sessão desta sexta-feira no verde, tendo registado a melhor semana deste ano. Por outro lado, a subida dos últimos dias não foi suficiente para conter a derrapagem do mês, motivada pela política monetária "hawkish" dos bancos centrais e pela turbulência no setor bancário, tendo sido o pior mês de março desde 2020.
O Stoxx 600 – que reúne as 600 maiores cotadas do bloco – valorizou 0,66% para 457,84 pontos. Entre os 20 setores que compõem o índice, retalho e produtos de consumo lideraram os ganhos, enquanto energia e banca comandaram as perdas.
O "benchmark" europeu viveu o primeiro trimestre do ano em montanha-russa, tendo começado com o otimismo em torno da possibilidade de a Europa poder evitar a recessão, à medida que a inflação abrandava e a economia chinesa reabria. Porém, mais recentemente, a turbulência no setor da banca acabou por frustrar este "rally".
Entre as principais praças europeias, Madrid subiu hoje 0,28%, Frankfurt somou 0,69% e Paris arrecadou 0,81%. Por sua vez, Londres avançou 0,15%, Amesterdão acumulou 0,49% e Milão cresceu 0,34%. Por cá, a bolsa de Lisboa acompanhou a tendência positiva e valorizou 0,36%.
Os investidores estiveram atentos às ações da InPost, que valorizou 5,97% após reportar um EBITDA (lucros antes de juros impostos, amortizações e depreciações) no quarto trimestre que ficou acima da estimativa dos analistas.
Por sua vez, a Air France-KLM ganhou 4,2%, a Lufthansa cresceu 4,89% e Easyjet subiu 3,91%, num dia marcado pelo tom otimista presente nas notas de "research" do Barclays e Deutsche Bank sobre o setor da aviação.
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