Bolsas europeias fecham no verde com dados positivos do emprego nos EUA

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados desta sexta-feira.
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Kai Pfaffenbach/Reuters
Diogo Mendo Fernandes e João Duarte Fernandes 04 de Outubro de 2024 às 17:30
Últimos eventos
Europa aponta para ganhos na abertura. Hong Kong retoma "rally"

Os principais índices europeus deverão acompanhar as congéneres asiáticas numa abertura em terreno positivo, antes de serem conhecidos dados do emprego nos Estados Unidos.

O presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, fez saber, após o primeiro corte de juros, que tal foi decidido tendo também em conta o estado do mercado de trabalho, de forma a assegurar o duplo mandato de estabilidade dos preços e pleno emprego do banco central.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 sobem 0,1%.

Depois de um dia de pausa, o "rally" em Hong Kong retomou, com os ganhos a serem ainda limitados pelo possível impacto do escalar das tensões no Médio Oriente. O Hang Seng pulou 2%.

Apesar de o otimismo relativamente ao estado da economia chinesa estar a aumentar, os investidores vão avaliar se os feriados da "Semana Dourada" na China continental levam a um aumento do consumo.

"Estamos a aguardar com expetativa a reação dos consumidores durante o feriado da Semana Dourada e a forma como o governo dará seguimento com mais apoio fiscal", afirmou à Bloomberg Tai Hui, estratega-chefe para os mercados asiáticos da JPMorgan Asset Management.

No Japão, os principais índices negociaram em alta, à boleia de uma descida do iene. O Nikkei avança 0,22% e o Topix ganha 0,39%. Na Coreir do do Sul, o Kospi sobe 0,39%.

Riscos "limitados" no Médio Oriente deixam petróleo inalterado

Os preços do petróleo estão a negociar praticamente inalterados esta sexta-feira, mas permanecem a caminho de uma valorização semanal, com os investidores a avaliarem a possibilidade de disrupções no fornecimento face a um mercado global com excesso de crude.

O West Texas Intermediate (WTI), de referência para os Estados Unidos, cede 0,07%, para os 73,66 dólares por barril. Já o Brent, de referência para o continente europeu, desliza 0,06% para 77,57 dólares. Os dois "benchmarks" caminham para uma semana com uma valorização a rondar os 8%.

Os Estados Unidos estão a discutir se apoiam os bombardeamentos israelitas a infraestrutura de produção petrolífera no Irão, como retaliação pelos ataques a Israel, disse o Presidente norte-americano, Joe Biden, na quinta-feira.

No entanto, os analistas ouvidos pela Reuters estimam que esta será uma das últimas hipóteses retaliatórias de Israel e os riscos devem, por isso, ser "limitados".

Dólar recua e ouro ganha. Emprego nos EUA e Médio Oriente centram atenções

O ouro está a valorizar, à boleia de maior procura por ativos-refúgio devido ao alastrar do conflito no Médio Oriente - aguardam-se detalhes da retaliação de Israel ao Irão e do papel dos EUA no conflito. Do lado de lá do Atlântico são esperados os números do emprego, que deverão oferecer maior clareza relativamente ao futuro da política monetária da Reserva Federal.

O metal amarelo sobe 0,2% para 2.661,22 dólares por onça.

O movimento de alta do ouro, que tem sido limitado esta semana devido a uma subida do dólar, acontece ao mesmo tempo que a "nota verde" inverte a tendência de ganhos durante a sessão asiática e desce agora de máximos de um mês face às principais divisas rivais.

O dólar está inalterado nos 0,9067 euros e perde 0,48% para 0,0068 ienes, com a moeda nipónica a recuperar de quedas na semana que deverão dar uma descida superior a 2,5% na semana - a maior desde maio de 2022.

Já o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da moeda norte-americana face a 10 divisas rivais - recua  0,13% para 101,859 dólares

Juros agravam-se na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas do bloco europeu estão a agravar-se ligeiramente esta sexta-feira, numa altura em que aguardam novos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, que poderão dar novas pistas sobre a dimensão de novos cortes das taxas de juro.

A "yield" da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, soma 1,5 pontos base para 2,710%, enquanto a rendibilidade da dívida espanhola sobe 0,8 pontos base para 2,934%. A "yield" das obrigações soberanas italianas avança 0,3 pontos para 3,482%.

Por sua vez, a "yield" da dívida alemã a dez anos, de referência para a região, agrava-se 2,4 pontos base, para 2,165%. Já a rendibilidade da dívida francesa com a mesma maturidade soma 1,1 pontos base, para 2,948%.

Fora do bloco europeu, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, somam 3,7 pontos base para 4,052%.

Europa maioritariamente em alta à espera de dados do emprego nos EUA

Os principais índices europeus estão maioritariamente a valorizar esta sexta-feira, revertendo assim algumas perdas registadas ao longo da semana. Os investidores estão sobretudo atentos aos dados do emprego nos Estados Unidos. Hoje é conhecida a taxa de desemprego e a criação de emprego, ambos referentes e setembro.

Estes indicadores poderão dar novas pistas relativamente à dimensão de novos cortes de juros pela Reserva Federal nas próximas reuniões. O presidente da Fed, Jerome Powell, fez saber, após o primeiro corte de juros, que tal foi decidido tendo também em conta o estado do mercado de trabalho, de forma a assegurar o duplo mandato de estabilidade dos preços e pleno emprego do banco central.

O índice de referência europeu, Stoxx 600, soma 0,32% para 517,95 pontos, com o setor de petróleo e gás a liderar os ganhos ao subir mais de 1%, acompanhando o aumento dos preços do crude nos mercados internacionais, seguido pelo setor da banca que soma 0,75%.

Entre os principais movimentos de mercado, a dinamarquesa DSV ganha mais de 6%, depois de a empresa ter realizado um aumento de capital e ter vendido cinco mil milhões de euros em novas ações, financiando assim a aquisição da DB Schenker.

A influenciar o setor automóvel deverá ainda estar uma votação na União Europeia relativamente ao avanço das tarifas de até 45% sobre os carros elétricos chineses. De acordo com a Reuters, a Alemanha deverá votar contra a medida, depois de as maiores fabricantes do país terem pressionado o governo neste sentido. Pelo contrário, França e Itália, outros dois gigantes da produção automóvel europeia, devem votar a favor. Portugal também já anunciou que vai votar a favor.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax soma 0,09%, o francês CAC-40 valoriza 0,54%, o italiano FTSEMIB ganha 0,73% e o espanhol IBEX 35 avança 0,28%.

Em Amesterdão, o AEX regista um decréscimo de 0,13% e o britânico FTSE 100 cede 0,02%.

Euribor sobe a três meses e cai para novos mínimos a seis e a 12 meses

A Euribor subiu hoje a três meses e desceu a seis e a 12 meses para níveis mínimos desde março de 2023 e novembro de 2022.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 3,250%, continuou acima da taxa a seis meses (3,046%) e da taxa a 12 meses (2,688%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável e que esteve acima de 4% entre 14 de setembro e 01 de dezembro de 2023, baixou hoje para 3,046%, menos 0,025 pontos e um mínimo desde 16 de março de 2023.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a julho mostram que a Euribor a seis meses representava 37,1% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a 12 e a três meses representava 34,2% e 25,4%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, que esteve acima de 4% entre 16 de junho e 29 de novembro de 2022, baixou hoje, para 2,688%, menos 0,024 pontos do que na quinta-feira e um novo mínimo desde 02 de novembro de 2022.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses subiu hoje, ao ser fixada em 3,250%, mais 0,012 pontos.

A média da Euribor em setembro desceu a três, a seis e a 12 meses, menos acentuadamente do que em agosto e com menos intensidade nos prazos mais curtos.

A média da Euribor em setembro desceu 0,114 pontos para 3,434% a três meses (contra 3,548% em agosto), 0,167 pontos para 3,258% a seis meses (contra 3,425%) e 0,230 pontos para 2,936% a 12 meses (contra 3,166%).

Na mais recente reunião de política monetária, em 12 de setembro, o BCE desceu a principal taxa diretora em 25 pontos base para 3,5%, depois de em 18 de julho ter mantido as taxas de juro diretoras.

Na reunião anterior, em junho, o BCE tinha descido as taxas de juro diretoras em 25 pontos base, depois de as ter mantido no nível mais alto desde 2001 em cinco reuniões e de ter efetuado 10 aumentos desde 21 de julho de 2022.

Em 18 de setembro foi a vez de a Reserva Federal norte-americana (Fed) cortar os juros em 50 pontos base, naquela que foi a primeira descida desde 2020.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 de outubro na Eslovénia.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Wall Street avança com dados positivos do emprego nos EUA

Wall Street entra na última sessão da semana a negociar no verde. Os dados positivos do mercado de trabalho – que superaram em larga escala as previsões da maioria dos economistas – deram ímpeto aos principais índices numa semana marcada pela escalada das tensões no Médio Oriente.  

O S&P 500 avança 0,71% para 5.740,63 pontos e o Dow Jones ganha 0,52% para 42.228,91 pontos. Já o Nasdaq Composite lidera os ganhos e valoriza 1,19% para 18.131,06 pontos. 

A maior economia mundial criou 254 mil empregos em setembro. Este valor ultrapassou com grande margem a estimativa de criação de 105 mil postos de trabalho da maioria dos economistas. Os dados foram revelados esta sexta-feira pelo Departamento de Estatísticas do Emprego norte-americano. 

Já a taxa de desemprego reduziu uma décima face ao mês de agosto, tendo-se situado nos 4,1% em setembro, também abaixo das previsões, que apontavam para uma taxa de desemprego de 4,2%. 

Estes novos dados positivos do mercado laboral dos EUA vieram reduzir as expectativas de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana volte a optar por um novo corte jumbo (50 pontos base) nas taxas diretoras na próxima reunião do banco central – que terá lugar em novembro. Recorde-se que a 18 de setembro a Fed deu início ao ciclo de alívio da política monetária no país, tendo optado, nessa altura, por aplicar um corte jumbo nas taxas diretoras. 

Entretanto, os portos das costas Leste e do Golfo dos EUA começaram a reabrir na quinta-feira – depois de vários dias de greve dos estivadores. Os trabalhadores chegaram a um acordo salarial, ainda assim o despacho da carga em atraso deverá demorar algum tempo.  

Face a isto, as ações americanas da Zim Integrated Shipping Services caem neste momento mais de 13%. 

Já entre as "big tech", a Amazon ganha 2,80%, a Alphabet avança 1,27%, a Nvidia cresce 0,91%, a Meta sobe 0,81%, a Microsoft valoriza 0,75% e a Apple avança 0,31% 

Ouro avança com ganhos ligeiros

O ouro segue a valorizar esta sexta-feira, depois de ter registado ligeiras perdas devido a um relatório mais forte do que o esperado sobre o emprego nos EUA. Os dados positivos do mercado laboral impulsionaram o dólar e levaram os analistas a reduzir as expectativas quanto a um segundo corte de 50 pontos base das taxas diretoras na próxima reunião do banco central dos EUA, em novembro. 

O ouro avança a esta hora 0,16%, para os 2.660,110 dólares por onça.  

"O ouro tropeçou com um forte relatório sobre os salários, que parece poder bloquear [uma redução das taxas diretoras em] 25 pontos base em novembro", disse à Reuters Tai Wong, "trader" de metais sediado em Nova Iorque. 

O ouro tem batido máximos históricos ao longo das últimas semanas, sobretudo devido à escalada de tensões no Médio Oriente mas também na Ucrânia, já que o metal amarelo serve de ativo-refúgio em tempos de incerteza. 

Neste sentido, Philip Streibel, estratega-chefe de mercados da Blue Line Futures, referiu à Reuters que "se a geopolítica desempenhar um papel no fim de semana, os futuros do ouro poderão facilmente acelerar até aos 2.700 dólares [por onça] e ameaçar novos máximos históricos". 

Também no plano internacional, a procura de ouro a retalho na Índia melhorou ligeiramente esta semana, devido a um festival que se aproxima, mas manteve-se mais baixa do que o habitual devido aos preços elevados. 

Dólar ganha ímpeto com dados positivos do emprego nos EUA

O dólar continua a valorizar esta terça-feira, apoiado pelos dados positivos do emprego nos EUA. O mercado laboral do país criou 254 mil postos de trabalho em setembro, largamente acima das expectativas dos analistas. 

O Índice de dólar da Bloomberg – que mede a força da "nota verde" face às principais rivais – valoriza 0,47% para os 102,471 pontos. 

Este aumento na criação de emprego na maior economia mundial diminui as expectativas de que a Reserva Federal (Fed) dos EUA irá reduzir as taxas de juro em 50 pontos base na próxima reunião do banco central. 

Face ao iene, o dólar avança 1,05%, para os 148,480 ienes. 

Por cá, o euro regista quedas de 0,55%, para os 1,097 dólares. Já a libra recua ligeiramente e desvaloriza 0,08%, para os 1,311 dólares. 

Médio Oriente continua a sustentar preços do petróleo

O petróleo continua a valorizar esta sexta-feira, apoiado sobretudo pela escalada de tensões no Médio Oriente. Depois do ataque do Irão a Israel, o governo liderado por Benjamin Netanyahu estará a considerar atacar os campos petrolíferos do Irão. Face a esta possibilidade, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse estar a discutir a possibilidade de os EUA apoiarem tal retaliação.  

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – sobe 0,76% para os 74,27 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,73% para os 78,19 dólares por barril. 

"Embora o Irão tenha ‘salvado a face’ com o seu ataque a Israel na terça-feira, cresce o receio de que Israel possa atingir as infra-estruturas petrolíferas iranianas em resposta, o que poderia provocar novas retaliações, arrastando os Estados vizinhos para o conflito", disse à Reuters Ashley Kelty, analista da Panmure Gordon.  

As preocupações com o fornecimento de petróleo, que fizeram subir os preços no início da semana, foram atenuadas pela capacidade de produção disponível da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e pelo facto de o fornecimento global de petróleo bruto ainda não ter sido perturbado pela delicada situação vivida no Médio Oriente - região responsável por cerca de um terço da produção mundial da matéria-prima. 

Entretanto, o governo do leste da Líbia e a National Oil Corp, sediada em Tripoli – capital da Líbia -, anunciaram na quinta-feira a reabertura de todos os campos petrolíferos e terminais de exportação no país, após a resolução de um diferendo sobre a liderança do banco central. Isto pôs fim a uma crise que tinha reduzido fortemente a produção de petróleo e permitirá ao país mais do que duplicar os seus níveis de produção, restaurando-os para cerca de 1,2 milhões de barris por dia, de acordo com a Reuters. 

Juros da Zona Euro agravam-se em dia positivo para as bolsas europeias

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro agravaram em toda a linha esta sexta-feira, num dia em que os investidores se mostraram menos avessos ao risco, com os principais índices europeus a valorizarem. 

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, registaram agravamentos de 2,4 pontos base, para 2,718%, enquanto em Espanha a "yield" da dívida com o mesmo vencimento subiu 3,5 pontos, para 2,961%. 

 

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa cresceu em 4,7 pontos base, para 2,984%, voltando a superar a "yield" espanhola. Já os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, agravaram-se em 6,6 pontos, para 2,208%. 

 

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, avançaram 11,4 pontos base para 4,128%. 

Bolsas europeias fecham no verde com dados positivos do lado de lá do Atlântico 

Os principais índices europeus avançaram no fecho da última sessão da semana. A impulsionar os principais índices do Velho Continente esteve um relatório que mostrou que o número de contratações nos EUA aumentou (bastante) mais do que o previsto em setembro. A boa saúde do mercado laboral do lado de lá do Atlântico veio reforçar a confiança em torno da maior economia mundial.  

O Stoxx 600 - de referência para o Velho Continente – ganhou 0,44%, para os 518,56 pontos. 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX valorizou 0,55%, o francês CAC-40 avançou 0,85%, o espanhol IBEX 35 ganhou 0,35%, o italiano FTSEMIB subiu 1,28% e o holandês AEX valorizou 0,16%. A destoar deste cenário esteve o britânico FTSE 100 que deslizou uns modestos 0,02%. 

Depois de uma semana atribulada para o setor automóvel, o anúncio de que a União Europeia (UE) votou favoravelmente à imposição de tarifas até 45% sobre os veículos elétricos provenientes da China - votação que contou com a abstenção de Portugal - deu ímpeto ao setor, que avançou 1,55%. Com a maior perda esteve o setor das utilities (água, gás, luz), que caiu 0,66%. 

Entre os principais movimentos de mercado, destaca-se a empresa dinamarquesa de transporte e logística DSV, que subiu 6,66% depois de a empresa ter vendido 5 mil milhões de euros em novas ações, sem recorrer a um desconto, para financiar a sua aquisição da DB Schenker – empresa de logística que pertence à operadora ferroviária alemã Deutsche Bahn. 

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