Wall Street mista. Euro abaixo da paridade com dólar. Petróleo avança

Acompanhe aqui. minuto a minuto, o desempenho dos mercados, durante esta terça-feira.
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Fábio Carvalho da Silva e Sílvia Abreu 23 de Agosto de 2022 às 17:42
Últimos eventos
Europa aponta para vermelho e Ásia encerra em terreno negativo

A Europa aponta para um arranque de sessão em terreno negativo, depois de a escalada do preço do gás no mercado das matérias-primas ter pressionado o sentimento dos investidores, aprofundado a preocupação sobre uma possível recessão, tendo inclusivamente levado o euro a cotar-se abaixo do dólar.

 

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 perdem 0,2% enquanto os futuros sobre o alemão DAX deslizam 0,3%.

 

A escalada nos preços do gás que servem de referência para o bloco aconteceu depois de a Gazprom ter anunciado que vai cortar temporariamente os fluxos do Nord Stream a partir de 31 de agosto, durante três dias, devido a obras de manutenção.

 

Durante a sessão os investidores vão estar atentos à divulgação do índice PMI dos gestores de compras da Zona Euro, França, Alemanha e Reino Unido, referente ao mês de agosto.

 

Na Ásia, a sessão terminou também no vermelho, acompanhando as perdas em Wall Street. Pela China, o Shangai Composite terminou na linha d’água (-0,06%), enquanto Hong Kong derrapou 1,20%. No Japão, o "benchmark" do país, Nikkei, caiu 1,19%, a par do Topix que desvalorizou 1,06%. Já na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 1,03%.

 

Alerta da Arábia Saudita para possível corte na produção de petróleo impulsiona preço do barril

O petróleo valorizou no mercado internacional, após o alerta dado pela Arábia Saudita que revelou que o grupo de países exportadores e aliados (OPEP+) pode ver-se obrigado a cortar a produção de ouro negro, para fazer frente à volatilidade do mercado.

 

O West Texas Intermediate (WTI) – negociado em Nova Iorque – acumula 0,42% para 90,74 dólares por barril.

Já o Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias – ganha 0,34% para 96,81 dólares por barril.

 

O petróleo é negociado de forma particularmente volátil, desde que a guerra na Ucrânia começou.

Os países exportadores revogaram todos os cortes na produção acordados durante a pandemia, no entanto o príncipe Abdulaziz bin Salman Al Saud avisa que os cortes podem regressar já na próxima reunião, em setembro.

Ouro perto de mínimos de três semanas

O ouro segue a negociar muito perto do nível mais baixo em três semanas, penalizado pelo agravamento dos juros e pela subida do dólar.

Os investidores preparam-se para ouvir a partir de quinta-feira os membros da Reserva Federal norte-americana (Fed) durante o simpósio Jackson Hole, numa tentativa de encontrar sinais sobre o futuro da política monetária nos EUA.

 

O metal amarelo negoceia na linha d’ água (-0,03%) para 1.735,25 dólares por onça.

 

"O preço do ouro está enfraquecer com a subida do dólar, já que os investidores se preparam para um discurso de Jerome Powell (presidente da Fed) agressivo", comentou Eduardo Moya, analista da Oanda citado pela Bloomberg.

A subida do dólar penaliza as matérias-primas, como o ouro, denominadas na nota verde, já que o investimento se torna mais caro para quem negoceia noutras moedas.

Euro continua abaixo da paridade com dólar

O euro continua abaixo da paridade com o dólar, estando a cair 0,35% para 0,9908 dólares.

 

A moeda única está  a ser pressionada pelas preocupações relacionadas com uma possível crise energética no inverno e numa altura em que os fundos de cobertura de risco apostam numa abordam "hawkish", por parte dos membros da Reserva Federal norte-americana (Fed), durante o simpósio Jackson Hole.

 

Os investidores estão agora atentos à divulgação dos relatos do Banco Central Europeu, referentes à última reunião de julho, em que a autoridade monetária subiu as taxas de juro diretoras pela primeira vez em mais de dez anos.

 

Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força do "green cash" com 10 divisas rivais – cai 0,10% para 108,93 pontos.

Juros agravam-se na Zona Euro

Os juros agravam-se na Zona Euro, numa altura em que o a moeda única se mantém abaixo da paridade contra o dólar face ao aumento da preocupação sobre uma possível recessão, desencadeada pela escalada dos preços do gás.

 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro – agrava 0,4 pontos base para 1,305%.

 

Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos somam 2,3 pontos base para 3,633%. O "spread" face à dívida alemã fixa-se em 232,8 pontos base.

 

Na Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos sobem 0,7 pontos base para 2,380%, estando o fosso face ao "benchmark" em 106,7 pontos base.

Os juros da dívida espanhola somam 1,1 pontos base para 2,489%, estando acima acima da "yield" nacional.

Europa negoceia mista. Maersk mergulha 4%

A Europa segue a negociar de forma mista, à medida que os investidores digerem uma série de dados económicos com potencial de fornecer informações sobre a possibilidade de uma recessão na Zona Euro.

 

O "benchmark" europeu por excelência, Stoxx 600, segue a negociar na linha d’ água (-0,06%) para 432,94 pontos, depois de ter arrancado a sessão com uma queda na ordem dos 0,10%.

Entre os 20 setores que compõe o índice de referência, alimentos e bebidas comandam as perdas, enquanto a energia sobe, à boleia da cotação do petróleo.

 

Entre os principais movimentos de mercado, a AP Moller Maersk  tomba 4,16% , depois do Citigroup ter reduzido a recomendação para "vender".

 

Nas restantes praças europeias, Madrid recua 0,21%, Londres desliza 0,30% e Lisboa perde 0,23%. Já Frankfurt avança 0,34& e Paris ganha 0,28%. Amesterdão cresce 0,14% e Milão aumenta 0,80%.

 

O índice de gestores de compras da S&P Global para França caiu para 49,8 pontos em agosto, ficando aquém das estimativas que apontavam para 51 pontos. Além disso, os investidores continuam atentos à subida da cotação do gás, numa altura em que vários líderes europeus alertam para um inverno difícil.

 

Durante esta semana, a atenção do mercado vira-se ainda para a divulgação dos relatos da última reunião do BCE em julho na quinta-feira, dia em que também arranca o simpósio anual Jackson Hole da Fed.

Gás perde, mas ainda pode chegar aos 400 euros por megawatt-hora

O preço do gás no "benchmark" europeu oscila entre ganhos e perdas, numa altura em que surgem sinais que os custos crescentes da energia estão a prejudicar a produção económica.

 

O preço do gás negociado em Amesterdão (TTF) – referência para o mercado europeu – recua 1,9% para 271,51 euros megawatt-hora, depois de aumentar 5,2% e depois de esta segunda-feira ter chegado a escalar 16%.

 

A matéria-prima reagiu assim em alta ao anúncio da Gazprom, que no final da tarde de sexta-feira, revelou que vai interromper o abastecimento de gás enviado através do gasoduto Nord Stream, durante três dias, a partir do dia 31 de agosto.

 

O fecho vai trazer ainda mais disrupções aos fluxos de gás para a Europa, numa altura em que já se encontram a uma capacidade limitada de apenas 20%. No documento, a empresa russa explica que a estação de compressores da única turbina em funcionamento precisa de "uma complexa rotina de manutenção".

 

Perante esta situação, a maior empresa de produtos químicos na Polónia, a Azoty, já anunciou que vai parar de produzir alguns dos principais produtos, por causa dos preços do gás, informou a empresa em comunicado.

 

Leon Izbicki, analista de gás da Energy Aspects alerta que se o Nord Stream parar em setembro, o preço do TTF pode chegar aos 400 euros por megawatt-hora.

"Os preços atuais têm um impacto significativo na procura de gás industrial na Europa. Os nossos modelos indicam uma redução na procura de gás industrial na Europa Ocidental em 15% este ano", acrescenta o especialista.

 

A escalada dos preços da energia tem reforçado o medo de uma possível recessão, um fenómeno considerado agora mais provável, de acordo com os analistas consultados pela Bloomberg.

Wall Street mista com Wyoming um dia mais perto. Twitter tomba mais de 3%

Depois de ter tido na segunda-feira um dos piores dias em dois meses, Wall Street está hoje a negociar mista. O discurso de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal norte-americana, agendado para o final da semana em Jackson Hole, no Wyoming, continua a ser incorporado nas ações e a pesar no sentimento dos investidores.

O industrial Dow Jones recua 0,10% para 33.032,10 pontos, enquanto o S&P 500 estava inalterado nos 4.137,80 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite avança 0,10% para 12.394,45 pontos.

"Esperamos que o mercado de ações permaneça volátil à medida que o sentimento dos investidores oscila entre esperanças que a Fed suceda em levar a economia norte-americana a uma 'aterragem suave' e receios de que tal não aconteça", explica Mark Hafaele, analista do UBS à Bloomberg.

Perante esta incerteza o analista esclarece que a instituição bancária "recomenda que os investidores tenham uma abordagem seletiva ao mercado acionista" e que esta é assim "a estratégia certa".

Entre os principais movimentos de mercado está a rede social Twitter a tombar 3,67%, depois de o antigo responsável pela segurança da plataforma, Peiter Zatko, mais conhecido como "Mudge", ter entregue uma queixa a vários reguladores norte-americanos, onde revela que os executivos do Twitter não têm recursos para saber o número de "bots" na rede social. Zatko garante que os responsáveis da empresa nunca demonstraram interesse no problema. 

No mesmo documento, o antigo funcionário do Twitter revela ainda que a rede social tem várias falhas no que toca à questão da segurança.

O número de "bots", ou contas falsas no Twitter, foi uma das questões levantadas por Elon Musk nas negociações de compra da plataforma, acabando mesmo por ser a razão pela qual o CEO da Tesla não avançou com a compra e está agora em tribunal.

Ouro recupera fôlego após seis dias de perdas

O ouro parece ter estabilizado após seis dias de perdas, numa altura em que os mercados financeiros continuam expetantes quanto ao simpósio anual da Reserva Federal norte-americana (Fed) em Jackson Hole, com arranque marcado para quinta-feira.

O metal precioso está a subir, num dia em que dados apontam que a economia francesa está a contrair, pela primeira vez em mais de um ano e meio, juntando-se à tendência assistida na Alemanha. Analistas ouvidos pela Bloomberg referem que o cenário de recessão na Zona Euro é agora mais provável, devido aos preços crescentes da energia.

O metal amarelo valoriza 0,81% para 1.750,31 dólares por onça, ao passo que a platina cresce 0,16% para 879,83 dólares e o paládio recua 0,76% para 1.987,55 dólares.

Euro vê ligeira recuperação após dados na Zona Euro acima do previsto

O euro está a valorizar 0,40% para 0,9983 dólares, mantendo-se abaixo da paridade com a nota verde. A moeda única viu algum alívio após dados divulgados esta terça-feira apontarem que a atividade empresarial na Zona do Euro, revelada no índice de gestores de compras ou PMI, encolheu pelo segundo mês consecutivo em agosto, para 49,2 pontos, mas não tanto quanto era esperado por alguns analistas.

Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde com 10 divisas rivais – cai 0,72% para 108,309 pontos. O recuo colocou um travão a um avanço de perto de 2% ao longo dos últimos quatro dias.

A pressionar a moeda norte-americano estão dados económicos nos Estados Unidos ligeiramente acima do esperado, o que moderou as expetativas quanto a subidas das taxas de juro diretoras por parte da Reserva Federal norte-americana mais agressivas.

A atividade empresarial nos Estados Unidos contraiu em agosto, reflexo de um procura mais leve tanto por parte dos fabricantes como dos fornecedores de serviços. 

A atividade empresarial nos Estados Unidos contraiu em agosto, reflexo de um procura mais leve tanto por parte dos fabricantes como dos fornecedores de serviços. 

Preço do petróleo dispara após aviso da Arábia Saudita

O petróleo está a valorizar, num dia em que Arábia Saudita divulgou que o grupo de países exportadores de petróleo e aliados (OPEP+) pode ser obrigado a travar a produção de ouro negro para estabilizar o mercado.

O West Texas Intermediate (WTI) – negociado em Nova Iorque – soma 4,17,% para 94,13 dólares por barril.

Já o Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias – ganha 3,57% para 99,92 dólares por barril.

O petróleo tem atravessado um período de enorme volatilidade desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, a 24 de fevereiro. Os países exportadores revogaram os cortes na produção acordados durante a pandemia, contudo, o príncipe Abdulaziz bin Salman Al Saud sugeriu que os cortes podem regressar já na próxima reunião, em setembro.

Juros da dívida soberana agravam-se na Zona Euro

Os juros da dívida soberana agravaram-se na Zona Euro, num dia em que dados económicos apontam que a atividade económica no grupo da moeda única abrandou menos do que o previsto em agosto. O agravamento dos juros pode sinalizar o maior apetite pelo risco por parte dos investidores.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro – agravaram 1,1 pontos base para 1,312%, enquanto os juros da dívida italiana subiram 2,5 pontos base para 3,635% e os da dívida francesa avançaram 2,3 pontos base para 1,915%. Em Espanha, os juros da dívida soberana aumentaram 2,3 pontos base para 2,501%.

Por cá, os juros da dívida portuguesa cresceram 1,6 pontos base para 2,389%. 

Por cá, os juros da dívida portuguesa cresceram 1,6 pontos base para 2,389%. 

Europa cede pressionada por fantasma da crise energética

As bolsas europeias recuaram, num dia marcado pelo abrandamento da atividade económica na Zona Euro pelo segundo mês consecutivo. Os dados alimentaram os medos de recessão, numa altura em que a região luta contra o aumento dos preços e a crise energética.

O Stoxx 600 - "benchmark" europeu - cedeu 0,4% para 431,35 pontos, caindo para o valor mais baixo desde 27 de julho. Dos 20 setores que compõem o índice, os setores dos media e da saúde foram os que mais caíram. A AP Moller Maersk foi a que mais tombou, depois do Citigroup ter reduzido a recomendação para vender.

Nas restantes praças europeias, Madrid recuou 0,71%, Londres deslizou 0,61%, Frankfurt perdeu 0,27%, Paris caiu 0,26% e Amesterdão desceu 0,02%. Apenas Milão passou ao lado das quedas, com uma valorização de 0,97%.

Os preços da energia estão a preocupar os mercados, numa altura em que a Gazprom anunciou que vai interromper o abastecimento de gás enviado através do gasoduto Nord Stream, durante três dias, a partir do dia 31 de agosto.

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