Setor automóvel conduz Europa ao vermelho após tarifas de 25% de Trump
Petróleo valoriza com preocupações quanto à oferta
Ouro cai pressionado por dólar mais forte
Dólar regista ganhos com incerteza em torno de tarifas
Juros em alta na Zona Euro com ameaça de Trump
Europa negoceia no vermelho. Tarifas pressionam índices
Euribor cai a 3 meses para novo mínimo de mais um ano, mantém-se a 6 meses e sobe a 12 meses
Wall Street negoceia mista. Resultados da Nvidia não convencem investidores
Petróleo sobe à boleia das tarifas sobre o México e Canadá
Dólar avança com promessas confusas de tarifas de Trump
Força do dólar retira brilho ao ouro
Juros da dívida aliviam na Zona Euro, mas "Gilts" sobem
Setor automóvel conduz Europa ao vermelho após tarifas de 25% de Trump
- Futuros apontam para arranque fraco na Europa. Investidores reagem aos resultados da Nvidia
- Petróleo valoriza com preocupações quanto à oferta
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Os futuros europeus estão a apontar para um arranque fraco esta quinta-feira, com os investidores a analisarem os últimos anúncios em relação a tarifas do Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. Além disso, os resultados da Nvidia centram atenções, depois de a gigante norte-americana ter registado uma subida de 78% nas receitas para 39,33 mil milhões de dólares, acima das expectativas dos analistas consultados pela Bloomberg.
Os futuros do Euro Stoxx 50 caíram cerca de 0,9% depois de Trump ter dito que a sua administração iria impor tarifas de 25% à União Europeia. O Presidente norte-americano também referiu que as taxas alfandegárias anteriormente anunciadas sobre o México e o Canadá entrariam em vigor a 2 de abril.
As ações da Nvidia registaram quedas no pós-mercado, depois de a fabricante de semicondutores ter apresentado números trimestrais bons, mas não excelentes, deixando os investidores - que se habituaram a resultados surpreendentes por parte da gigante tecnológica - desapontados.
Já a maioria dos índices asiáticos encerraram a sessão com ganhos, à exceção do Hang Seng de Hong Kong, que registou perdas de 0,57%. Também na China, o Shanghai Composite avançou 0,23%. No Japão, o Nikkei ganhou 0,30% e o Topix valorizou 0,73%.
Um novo estudo, citado pela Bloomberg, sugere que as últimas tarifas impostas por Trump às importações da China podem afetar a economia americana mais do que indicam os dados oficiais do lado de lá do Atlântico. "As declarações algo contraditórias da administração sobre o calendário e a extensão das tarifas estão a manter os investidores afastados", explicou à Bloomberg Marvin Loh, da State Street. O especialista acrescenta que "o debate continua sobre se o Presidente irá novamente adiar e diluir os seus planos, ou se este é o início de uma retórica agressiva."
As atenções viram-se para a divulgação do índice de preços das despesas pessoais (PCE) - o indicador de inflação preferido da Reserva Federal norte-americana - a ser apresentado esta sexta-feira. A leitura do PCE será decisiva para o decisor de política monetária no que toca a uma flexibilização das taxas diretoras no lado de lá do Atlântico.
Os preços do petróleo registam subidas esta quinta-feira, impulsionados por preocupações ligadas à oferta, depois de o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ter anunciado a reversão de uma licença dada à Chevron – petrolífera norte-americana - para operar na Venezuela. A informação vem após se ter registado um declínio nos "stocks" de petróleo do lado de lá do Atlântico.
O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – sobe 0,51% para os 68,97 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar igualmente 0,51% para os 72,90 dólares por barril.
Os "stocks" de petróleo bruto nos EUA, conhecidos durante o dia de ontem, caíram em 2,332 milhões de barris na semana terminada a 21 de fevereiro, após quatro semanas consecutivas de aumentos, mostraram os dados do Relatório da Situação do Petróleo da Administração da Informação sobre Energia (EIA) dos EUA.
Esta quarta-feira, Trump disse que iria reverter uma licença dada à Chevron para operar na Venezuela pelo seu antecessor Joe Biden, há mais de dois anos.
A petrolífera norte-americana – e uma das maiores do mundo - exporta cerca de 240 mil barris por dia a partir das suas operações na Venezuela, mais de um quarto de toda a produção de petróleo do país da América do Sul. A revogação da licença significa que a Chevron deixará de poder exportar crude venezuelano, o que poderá exercer alguma pressão na oferta de "ouro negro".
Aém disso, os "traders" continuam atentos às conversações para um eventual cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia. Trump disse que o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, visitaria Washington esta sexta-feira para assinar um acordo sobre a exploração conjunta entre os dois países de terras raras e outros recursos na Ucrânia. Mas o líder ucraniano disse que o sucesso do acordo dependeria das negociações e da ajuda contínua dos EUA à Ucrânia.
O ouro regista perdas perto de 1% esta manhã, pressionado pela valorização do dólar e a subida das "yields" norte-americanas, depois de o metal amarelo ter atingido um novo recorde esta segunda-feira.
O ouro segue a desvalorizar 0,98%, para os 2.887,710 dólares por onça.
Um dólar mais forte torna o ouro menos atrativo para os detentores de outras divisas, enquanto os rendimentos mais altos do Tesouro dos EUA também têm impacto no metal precioso, que não rende juros.
Os recentes recordes do ouro têm sido apoiados por uma maior procura do metal amarelo enquanto ativo-refúgio, impulsionada por preocupações ligadas à crescente incerteza quanto ao plano do Presidente dos norte-americano, Donald Trump, de decretar tarifas generalizadas sobre os parceiros comerciais dos EUA.
Os comentários de Trump sobre o momento, dimensão e objetivos das suas tarifas têm espalhado incerteza nos mercados globais. Além disso, novos estudos sugerem que as taxas alfandegárias planeadas por Trump sobre as importações da China podem afetar a economia americana mais do que o inicialmente previsto pela administração dos EUA.
Os "traders" viram-se agora para o indicador de inflação preferido da Reserva Federal norte-americana – o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) -, divulgado esta sexta-feira, para obter mais pistas sobre o rumo da política monetária no país.
O dólar segue a valorizar pelo segundo dia consecutivo, com os "traders" à espera de uma maior clareza sobre a data de início das tarifas dos Estados Unidos (EUA) sobre os produtos mexicanos e canadianos, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que deveriam entrar em vigor no início de abril, em vez de março, data inicialmente apontada.
O Índice de dólar da Bloomberg – que mede a força da "nota verde" face às principais rivais – sobe a esta hora 0,18% para os 106,608 pontos.
Face à divisa nipónica, o dólar valoriza 0,39% para os 149,680 ienes.
Por cá, o Euro cede ligeiramente, depois de Trump ter anunciado a intenção de impor tarifas de 25% sobre os bens importados pelos EUA da União Europeia.
O euro recua a esta hora 0,07% para os 1,048 dólares. Já a libra tropeça 0,03% para os 1,267 dólares.
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se em toda a linha esta quarta-feira, numa altura em que aumentam os receios de uma guerra comercial com a promessa de Donald Trump de impôr tarifas de 25% às importações da União Europeia. Uma fonte da Casa Branca, no entanto, diz que a hipótese ainda está a ser considerada e que pode mesmo não vir a afetar todos os setores, de acordo com a Bloomberg.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs, com maturidade a dez anos e que servem de referência para a região, avançam 1,2 pontos base para 2,444%. Por sua vez, as "yields" francesas sobem 1,9 pontos para 3,166%.
Já nos países do sul da Europa, os juros da dívida portuguesa, com a mesma maturidade, crescem 2 pontos base para 2,947%, enquanto os da dívida espanhola agravam-se em 2,1 pontos para 3,063% e os da italiana registam o maior aumento, ao avançarem 2,2 pontos para 3,565%.
Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, agravam-se em 0,4 pontos base para 4,505%.
Os principais índices europeus negoceiam esta quinta-feira em terreno negativo. A pressionar os índices do Velho Continente estão, sobretudo, afirmações por parte do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, depois de ter dito que iria impor tarifas de 25% sobre as importações norte-americanas provenientes da União Europeia.
O índice Stoxx 600 - de referência para a Europa – perde 0,41%, para os 557,37 pontos, depois de o índice ter fechado ontem em máximos, acima dos 560 pontos.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recua 0,91%, o francês CAC-40 cede 0,25%, o espanhol IBEX 35 desvaloriza 0,24%, o italiano FTSEMIB cai 1,11% e o holandês AEX perde 0,58%. A destoar deste cenário está o britânico FTSE 100, que avança a esta hora 0,12%.
Trump deu declarações contraditórias esta quarta-feira sobre a implementação de tarifas, o que alimenta a crescente incerteza nos mercados. Um funcionário da Casa Branca disse que as tarifas à União Europeia podem afetar todas as exportações do bloco ou apenas setores específicos, como por exemplo o automóvel.
"A história das tarifas é um pouco confusa", disse à Bloomberg Aneeka Gupta, da Wisdomtree UK. A especialista acrescentou que, "por um lado, temos anúncios e, por outro lado, temos negociações, hipóteses de uma pausa ou de uma prorrogação. Os investidores ainda estão a confundir o que está realmente em jogo. Até agora, temos muito mais ruído do que substância".
Já as perspetivas mistas em relação aos resultados da Nvidia surgem num momento instável para a indústria da inteligência artificial, depois de a startup chinesa DeepSeek ter suscitado receios de que os "chatbots" possam ser desenvolvidos a um custo inferior ao estimado, com o setor da tecnologia na Europa a cair 1,18% esta manhã.
Entre os restantes setores, o automóvel afunda quase 3%, seguido dos media que perde 2,22%. Por outro lado, com a maior valorização está o setor das telecomunicações que avança 0,39%.
Quanto aos movimentos de mercado, a Rolls-Royce Holdings dispara mais de 16%, para um máximo histórico, depois de a fabricante de automóveis ter aumentado o seu "guidance" e anunciado uma recompra de ações. Já a WPP, multinacional britânica de publicidade, afunda mais de 16%, depois de as previsões de vendas da agência de publicidade terem falhado as estimativas dos analistas.
A Euribor desceu hoje a três meses para um novo mínimo desde fevereiro de 2023, manteve-se a seis meses num mínimo de mais de dois anos e subiu a 12 meses, ficando abaixo de 2,5% nos três prazos.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que desceu para 2,485%, abaixo de 2,5% pela segunda vez em mais de um ano, manteve-se acima da taxa a seis meses (2,389%) e da taxa a 12 meses (2,409%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, manteve-se hoje em 2,389%, o mesmo valor de quarta-feira e um novo mínimo desde 25 de novembro de 2022.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 37,64% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 32,69% e 25,6%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou hoje, para 2,409%, mais 0,009 pontos.
Em sentido contrário, a Euribor a três meses recuou hoje, ao ser fixada em 2,485%, um mínimo desde 01 de fevereiro de 2023 e menos 0,014 pontos do que na quarta-feira.
A taxa Euribor a três meses entra no cálculo da taxa base dos Certificados de Aforro, que é determinada mensalmente no antepenúltimo dia útil de cada mês, para vigorar durante o mês seguinte, e não pode ser superior a 2,50% nem inferior a 0%.
A taxa de juro bruta para novas subscrições de Certificados de Aforro, Série F, foi fixada em 2,500% em janeiro de 2025.
Em termos mensais, a média da Euribor em janeiro voltou a descer a três e a seis meses, mas subiu a 12 meses, pela primeira vez depois de nove meses a cair.
Enquanto a média da Euribor a 12 meses subiu 0,089 pontos para 2,525% em janeiro, as médias a três e a seis meses continuaram a cair, designadamente, para 2,704%, menos 0,121 pontos percentuais do que em dezembro, e para 2,614%, menos 0,018 pontos.
Na reunião de política monetária de 30 de janeiro e como antecipado pelos mercados, o BCE baixou de novo, pela quarta reunião consecutiva, a principal taxa diretora em 25 pontos base.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 05 e 06 de março em Frankfurt.
Wall Street segue dividida entre ganhos e perdas, num momento em que os investidores pesam os resultados da Nvidia.
O S&P 500 cede 0,15% para 5.947,14 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite perde 0,75% para 18.933,38 pontos. Já o industrial Dow Jones soma 0,45% para 43.627,89 pontos.
Apesar de algumas tecnológicas estarem a viver um bom momento - a Mara Holdings sobe 10%, a Xunlei soma 35%, a Amazon e a Microsoft sobem 0,2% -, o fecho do exercício de 2024 da Nvidia ficou aquém das previsões dos analistas, o que levou as ações da empresa a cair 3,14% e a contagiar outras do setor. Assim, a Broadcom perde 1,7%, a Advanced Micro Devices desce 1%, enquanto a Meta Platforms - das maiores clientes da Nvidia - cede 0,5%.
A resposta do bloco europeu não demorou a chegar e a Comissão Europeia diz que reagirá "firme e imediatamente" a novas taxas alfandegárias, cuja introdução não está ainda agendada.
Os preços de crude sobem cerca de 2% e estão a recuperar de mínimos de onze semanas, após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter confirmado nas redes sociais que as tarifas de 25% sobre as importações ao México e ao Canadá vão mesmo avançar a 4 de março.
O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – sobe 2,22% para os 70,14 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 1,80% para os 73,36 dólares por barril.
Os EUA recebem cerca de quatro milhões de barris por dia do Canadá e cerca de 400 mil do México. Mesmo com a subida desta quinta-feira, o "ouro negro" ainda está a caminho da maior perda mensal desde setembro, pressionado pelo intensificar da guerra comercial que pesa sobre as perspetivas de crescimento económico e põe em causa a procura de energia pelos EUA e a China - sujeita, a 4 de março, a uma tarifa de 10%.
As tarifas estão a ameaçar a indústria petrolífera norte-americana e estão a provocar um aumento da procura por crude dos EUA para preencher as "lacunas" que possam ser deixadas pelos mercados canadianos e mexicanos. No entanto, as opções de substituição da matéria-prima são limitadas, já que muitas refinarias norte-americanas foram construídas para receber petróleo bruto pesado dos parceiros comerciais, deixando a produção interna sem refinação.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, viaja até Washington esta sexta-feira. A visita ocorre num momento em que os EUA continuam a discutir o fim da guerra na Ucrânia, que, caso aconteça, poderá levar a abrandamento das sanções dos norte-americanos contra a exportação de petróleo russo.
O dólar norte-americano está a ganhar terreno face às principais concorrentes, mas ainda se encontra perto de mínimos de 11 semanas, depois de as promessas "vagas", dizem analistas à Reuters, do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas à Europa e ao Canadá e México terem confundido os investidores: ontem Trump disse que avançavam a 2 de abril, mas esta manhã, nas redes sociais, voltou a afirmar que entrarão em vigor na próxima terça-feira, 4 de março. O índice do dólar sobe 0,77% para 107,23.
Os preços do ouro estão a recuar, num momento em que o dólar norte-americano ganha força e torna o metal amarelo mais caro. Os analistas consultados pela Reuters acreditam que se trate de uma tomada de mais-valias, após o ouro ter atingido máximos históricos no início da semana, com a onça a custar 2.956,15 dólares.
O ouro desce a esta hora 1,14% para 2.882,92 dólares por onça.
Os investidores esperam agora pelos dados do índice de despesas de consumo privado, o PCE, o indicador favorito da Reserva Federal (Fed) para avaliar a inflação nos EUA e que será divulgado esta sexta-feira. Os economistas da Reuters acreditam que a taxa ficará nos 0,3%.
Se o PCE registar algum desvio significativo, a reação dos mercados pode ser negativa, já que as preocupações de que a Fed possa reduzir a probabilidade de cortes nas taxas de juro em breve, explicaram analistas da TD Securities.
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro aliviaram esta quinta-feira, num momento em que os investidores digerem a ameaça do Presidente dos EUA em aplicar tarifas de 25% a importações de produtos europeus, como automóveis.
O juros das "Bunds" alemãs, com maturidade a dez anos - e de referência para o bloco -, registaram um decréscimo de 2 pontos base para 2,412%, enquanto a rendibilidade da dívida francesa desceu 0,9 pontos para 3,138%.
Já os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, cederam 0,1 pontos base, para 2,925%. Em Espanha e em Itália as "yields" de ambas as dívidas com o mesmo vencimento ficaram inalteradas face à última sessão, em 3,042% e 3,543%, respertivamente.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, agravaram-se em 1 ponto base para 4,511%.
As bolsas europeias caíram face aos recordes de quarta-feira, depois de a Europa digerir a ameaça de tarifas de 25% sobre produtos importados do bloco por parte do Presidente dos EUA, Donald Trump. Os investidores estão com receio de que o bloco seja "apanhado" na guerra comercial instaurada pela maior economia do mundo.
Se as sanções avançarem, as fabricantes de automóveis, as empresas de bebidas e as empresas mineiras estarão entre os setores mais expostos ao risco devido às grandes vendas no exterior.
O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, cedeu 0,46% para 557,11 pontos, com o setor automóvel a afundar mais de 3%. A pressionar estiveram ainda os setores de media e de tecnologia, que caíram mais de 2% - este último contagiado pelos resultados da gigante norte-americana Nvidia, que não impressionaram o mercado, apesar de ter atingido lucros recorde.
Joachim Klement, estratega do Panmure Liberum, afirmou à Bloomberg que, embora o risco da subida de inflação que pode resultar das tarifas seja leve, o crescimento económico pode abrandar significativamente, dependendo dos bens visados. "O melhor sítio para os investidores se 'esconderem' são as empresas de serviços, em particular as de viagens e lazer", acrescentou.
A Volkwagen caiu mais de 1,5%, a Stellantis afundou quase 6%, a BMW cedeu 3,8%. Já a Porsche perdeu perto de 4% também depois de substituído o CFO e o presidente do departamento de vendas para tentar reavivar o desempenho da empresa.
Em contraciclo, a Rolls-Royce escalou 15% após ter revisto em alta a previsão de lucros para este ano.
Noutros movimentos de mercado, a gigante de publicidade WWP mergulhou 16% ao ter anunciado que a previsão de vendas para o ano iria ficar inalterada ou mesmo ceder face aos valores apontados anteriormente.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o espanhol IBEX 35 perdeu 0,46%, o alemão Dax cedeu 1,07%, o francês CAC-40 recuou 0,5%, o italiano FTSEMIB derrapou 1,5% e o holandês AEX desvalorizou 0,66%. A única praça a subir foi a britânica, com o FTSE 100 a avançar 0,28%.
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