Petróleo avança com novos ataques no golfo a pressionar sentimento dos "traders"
Petróleo avança com novos ataques no golfo a pressionar sentimento dos "traders"
Os preços do petróleo estão a negociar nesta segunda-feira com valorizações, depois de os Estados Unidos e o Irão terem trocado novos ataques, numa altura em que Israel ordenou às forças armadas do país que avançassem mais para o interior do Líbano.
Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, avança 2,71%, para os 93,59 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – soma 2,95%, para os 89,94 dólares por barril.
O intensificar dos combates no Médio Oriente, que ocorreu logo após os EUA terem acolhido conversações de paz entre Israel e o Líbano em Washington na sexta-feira, atenuou as expectativas de que os EUA e o Irão pudessem anunciar em breve uma prorrogação do acordo de cessar-fogo, fator que tinha levado o Brent e o WTI a fecharem em baixa de 1,8% e 1,7%, respetivamente, na sexta-feira.
Os EUA afirmaram no domingo que realizaram “ataques de autodefesa” contra instalações de radar e controlo de drones iranianas em Goruk e na Ilha de Qeshm, no Irão, durante o fim de semana, numa ação que descreveram como uma resposta às ações “agressivas” de Teerão.
A Guarda Revolucionária Islâmica, por sua vez, afirmou na segunda-feira que atacou uma base aérea utilizada num ataque dos EUA a uma torre de telecomunicações na Ilha de Sirik.
A par de ambos os países ainda não terem chegado a um acordo, aumentam as preocupações relativamente às minas no estreito de Ormuz, o que poderá atrasar o processo de reabertura da via marítima.
Índices asiáticos renovam recordes com impulso da IA. SoftBank Group dispara 14% e já é empresa mais valiosa do japão
Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta segunda-feira em alta e fixaram novos máximos históricos, à medida que os investidores reforçaram posições em cotadas ligadas à área da inteligência artificial (IA). Isto num dia em que uma subida dos preços do crude, aliado ao facto de os Estados Unidos e o Irão não terem ainda chegado a um entendimento para um acordo que prolongue o cessar-fogo, limitou os ganhos. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem a deslizar 0,10%.
Por Taiwan, o TWSE ganhou 1,35% e atingiu um novo máximo histórico de 45.931,10 pontos. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong somou 0,73%, enquanto o Shanghai Composite cedeu 0,36%. Na Coreia do Sul, o Kospi pulou 4,32% e atingiu um novo recorde de 8.874,16. Já quanto ao Japão, o Nikkei avançou 1,11%, atingindo um novo recorde de 67.231,28 e o Topix contrariou a tendência com uma queda de 0,30%.
O otimismo dos investidores no que toca à IA foi impulsionado pela entrada da Nvidia no mercado de portáteis Windows, com a gigante tecnológica a enfrentar a Intel e a Advanced Micro Devices neste mercado.
Por outro lado, o SoftBank Group disparou mais de 14% e atingiu uma capitalização bolsista de mais de 263 mil milhões de euros (49 biliões de ienes), tornando-se na empresa com o maior "market cap" do Japão, ultrapassando a Toyota ao fim de 20 anos.
Ainda assim, a recuperação do petróleo na segunda-feira, após ter registado a queda mensal mais acentuada em mais de seis anos, está a reavivar preocupações com a inflação impulsionada pela subida dos preços da energia. “O mercado da IA continua, portanto, firmemente no centro das atenções, embora dificilmente necessite de atenção adicional, dada a extraordinária evolução dos preços”, disse à Bloomberg Chris Weston, do Pepperstone Group.
Entre os movimentos do mercado, ações de empresas de software asiáticas registam uma subida, acompanhando os ganhos das congéneres norte-americanas, que foram desencadeados após a Workday e a Google Cloud terem anunciado uma parceria alargada para integrar ainda mais a Sana e outros agentes de IA nas operações de recursos humanos e financeiras.
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