Stoxx 600 atinge novo recorde. Investidores preferem ativos europeus a norte-americanos
Juros da dívida da Zona Euro com poucas alterações
Possível saída de Lagarde derruba o euro. Dólar em alta à espera de atas da Fed
Ouro volta a brilhar e supera os 5.000 euros
Petróleo escala cerca de 3% com investidores preocupados com negociações "difíceis"
Wall Street no verde com o regresso do otimismo em torno da IA
Taxa Euribor desce a três, a seis e a 12 meses
Taxa de inflação homóloga em França desacelera para 0,3% em janeiro
Europa aproxima-se de novo recorde com impulso das mineradoras
Dólar avança, euro vacila face à possível saída de Lagarde
Ouro e prata recuperam terreno antes de divulgação de atas da Fed
Petróleo valoriza. "Traders" céticos em relação a acordo entre Washington e Teerão
Plano de investimentos nos EUA impulsiona índices japoneses
Stoxx 600 atinge novo recorde. Investidores preferem ativos europeus a norte-americanos
As bolsas europeias pintaram-se de verde, levando o índice de referência para o bloco a novos máximos históricos, isto numa altura em que os resultados trimestrais das principais cotadas do continente animam os investidores, que estão a começar a colocar os ativos europeus no topo da lista de favoritos, deixando os norte-americanos para trás.
Os ativos europeus favoritos são, diz a Bloomberg, os alemães, franceses e os britânicos. Os analistas consultados pela agência financeira indicam que a estabilidade do crescimento da economia europeia, bem como as avaliações das ações mais baratas (em comparação às dos EUA), estão a dar impulso aos títulos do bloco.
“Assim como o resto do mercado, continuamos a rodar”, disse Nicolas Domont, da Optigestion. “O medo da inteligência artificial é uma destruição criativa em formação e, quando não se sabe como se vai desenrolar, a estratégia é diversificar”, explicou.
O Stoxx 600 tocou, durante a sessão, nos 629,39 pontos e acabou por fechar em níveis recorde, nos 628,69 pontos, depois de uma valorização de 1,2%. Entre os 20 setores que compõem o "benchmark", os recursos básicos foi o que deu mais impulso, ao disparar mais de 4%, bem como as tecnológicas, a banca e o petróleo e gás, que subiram cada mais de 2%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 1,12%, o neerlandês AEX ganhou 1,48% e o italiano FTSEMI valorizou 1,3%. Já o britânico FTSE 100 registou uma subida de 1,23%, o francês CAC-40 acelerou 0,81% e o espanhol IBEX 35 somou 1,35%.
Entre os principais movimentos de mercado, o destaque foi para o setor da defesa, que ganhou terreno com acordos dos EUA com o Irão e com a Ucrânia e a Rússia "tremidos" aos olhos do mercado. A BAE Systems saltou 4% após divulgar uma subida melhor do que o esperado no lucro operacional do ano fiscal, impulsionada pela procura mundial, que elevou a sua carteira de pedidos para recordes.
A Glencore subiu 4,46% depois de ter dito que iria remunerar os acionistas em dois mil milhões de dólares, apesar de ter obtido lucros ligeiramente menores.
As ações da Amrize escalaram 11%, tendo atingindo um recorde durante a sessão, depois de ter anunciado um programa de recompra de ações de mil milhões de dólares e um dividendo extraordinário.
Na banca, o Mediobanca saltou 5,7% depois de o Monte dei Paschi di Siena, que subiu 1,5%, ter dito que vai ficar com o controlo total da instituição financeira.
Juros da dívida da Zona Euro com poucas alterações
Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro registaram poucas alterações esta quarta-feira, com tendência para um ligeiro alívio, à exceção da Alemanha.
Desta forma, os juros das obrigações alemãs a dez anos, referência para o contexto europeu, aumentaram 0,1 pontos-base para uma taxa de 2,737%. Já em França, os juros recuaram 0,6 pontos-base para 3,308% e em Itália a descida foi de 0,5 pontos para 3,343%.
Por cá, a "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos cederam 0,3 pontos para 3,095%. Espanha acompanhou a tendência, com os juros da dívida com a mesma maturidade a aliviarem 0,2 pontos-base para 3,111%.
Fora da Zona Euro, no Reino Unido a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,372%, após uma descida de 0,2 pontos-base.
Possível saída de Lagarde derruba o euro. Dólar em alta à espera de atas da Fed
O euro está a perder algum terreno face ao dólar esta quarta-feira, após ter sido noticiado que Christine Lagarde estará a considerar abandonar a presidência do Banco Central Europeu (BCE) antes do final do seu mandato, que termina em outubro do próximo ano. A notícia foi avançada pelo Financial Times e o BCE já reagiu, afirmando que a líder "está totalmente concentrada na sua missão e não tomou qualquer decisão relativamente ao termo do seu mandato".
A esta hora, a moeda comum europeia cai 0,29% para 1,1821 dólares, tendo chegado a desvalorizar 0,36%. Os mercados estão ainda a avaliar o impacto de uma hipotética saída de Lagarde mais cedo do que antecipado, mas há quem defenda que a decisão poderia proteger o euro de ameaças à independência do BCE, uma vez que tira de cima da mesa a possibilidade de um presidente francês de extrema-direita ter poder de escolha no futuro do banco central.
"Ao negar ao próximo presidente francês a capacidade de nomear o próximo presidente do BCE, Lagarde pode eliminar o que, de outra forma, poderia ser um período de pressão sobre o euro", explica Jane Foley, diretora de estratégia cambial do Rabobank, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. A União Nacional de Marine Le-Pen está bem posicionada para ter um candidato vencedor nas eleições presidenciais de 2027 e, por diversas vezes, o partido já defendeu a necessidade do banco central comprar dívida pública francesa - uma decisão que poderá agravar a inflação e deteriorar a posição do euro, diz Foley.
Também a libra cai contra o dólar, embora em menor magnitude (-0,13% para 1,3551 dólares), num dia em que os investidores estão atentos à divulgação das atas da última reunião da Reserva Federal (Fed) norte-americana. Em janeiro, o banco central decidiu deixar as taxas de juro inalteradas, com os mercados a apontarem para um novo corte só em junho, numa altura em que o mercado laboral se mostra mais resiliente do que antecipado.
Já a "nota verde" avança 0,64% para 154,29 ienes, depois de ter caído quase 3% na semana passada - o pior desempenho em cerca de 15 meses. A moeda nipónica esteve a ser impulsionada pela vitória esmagadora da Sanae Takaichi, que tem agora caminho livre para adotar uma série de políticas orçamentais expansionistas, que os investidores acreditam que possam ter um impacto positivo na economia.
Ouro volta a brilhar e supera os 5.000 euros
Os preços do ouro estão a recuperar das quedas de ontem e sobem mais de 2%, horas antes de ser revelada a ata da última reunião da Reserva Federal, que deverá dar pistas sobre quais os próximos passos da entidade monetária quanto a taxas de juro.
O metal amarelo soma ganhos de 2,56% para 5.002,56 dólares por onça. Nas últimas duas sessões acabou por desvalorizar 3%.
Além disso, os investidores parecem ter aproveitado os preços mais baratos dos últimos dias para fortalecerem o portfólio esta quarta-feira, ao mesmo tempo que recorrem a este metal, considerado um porto seguro em tempos de incerteza e instabilidade, criada agora pelas incertezas quanto aos avanços dos acordos dos EUA com o Irão e com a Ucrânia e Rússia.
Muitos bancos, incluindo o BNP Paribas, o Deutsche Bank e o Goldman Sachs antecipam que o metal amarelo entre num novo "rally", com as razões que sustentaram a ascensão constante do ouro ainda intactos - como as tensões geopolíticas e as preocupações com a independência da Reserva Federal.
Noutros metais, a prata dispara quase 6% para 77,87 dólares por onça.
Petróleo escala cerca de 3% com investidores preocupados com negociações "difíceis"
Os preços do petróleo estão a registar valorizações significativas esta tarde, isto numa altura em que persistente o sentimento entre os investidores de que os EUA e o Irão vão, de facto, avançar com ações militares - mesmo que os dois países tenham ontem reunido para discutir os termos do acordo nuclear.
Também há reações aos avanços sobre as conversações entre os EUA, Rússia e Ucrânia, que decorre também esta terça-feira, em Genebra, tendo Volodymyr Zelensky descrito as negociações como "difíceis". O presidente ucraniano acusou Donald Trump de pressionar publicamente o país que lidera por progressos e acusou o oponente, Vladimir Putin, de atrasar de forma intencional as conversações. Zelensky acabou mesmo por sair mais cedo do encontro.
As cotações do crude respondem em alta ao aumento de tensões, que colocam em causa o abastecimento de petróleo iraniano e russo. O West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – dispara 3,24%, para os 64,35 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – salta 2,95% para os 69,41 dólares por barril. Ambos os contratos caíram na sessão anterior para mínimos de duas semanas.
Os analistas dizem que nenhuma das negociações mostram progressos tangíveis e se os avanços com o Irão serão suficientes para travar um conflito armado.
Sobre o Irão, os analistas do SEB dizem que o país "já conhece as táticas de negociação de Trump. Também sabe que uma interrupção nas exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz e uma subida do preço do petróleo para 150 dólares por barril é a última coisa que Trump deseja", escreveu o Bjarne Schieldrop, acrescentando que o Irão "tem tempo para negociar com calma."
“Sou cético e ainda assim não acredito que Trump arriscaria em preços mais altos nos postos de gasolina num ano eleitoral em que a acessibilidade é uma das principais prioridades”, disse Ole Sloth Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank, à Bloomberg.
A agência financeira avançou ainda os responsáveis iranianos vão regressar a Genebra com uma proposta daqui a duas semanas.
Wall Street no verde com o regresso do otimismo em torno da IA
Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta quarta-feira em território positivo, estendendo os pequenos ganhos do dia anterior, numa altura em que os receios em torno de uma bolha nas ações de inteligência artificial (IA) e o impacto da tecnologia em modelos de negócio mais tradicionais parecem estar a dissipar-se. Os investidores aguardam agora pela divulgação das atas da última reunião da Reserva Federal (Fed), realizada em janeiro, quando o banco central decidiu manter as taxas de juro inalteradas.
O S&P 500 acelera 0,35% para 6.867,07 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,37% para 22.661,78 pontos e o industrial Dow Jones valoriza 0,42% para 49.741,72 pontos. Os três índices enfrentaram grande volatilidade na sessão anterior, apesar de terem conseguido encerrar em alta, com os avanços e recuos em relação ao otimismo em torno da IA a continuarem a dominar o sentimento de negociação.
Após vários meses a ganharem terreno com o impulso da IA, o mercado acionista - principalmente o norte-americano - mostra-se agora bastante mais cauteloso em relação aos retornos que os investidores vão conseguir a curto prazo dos grandes investimentos das maiores empresas do mundo nesta tecnologia. "É difícil saber onde vai ficar o limite mínimo de negociação", explica Sophie Huynh, gestora de carteiras da BNP Paribas Asset Management, à Bloomberg. "Acho que haverá alguma tentação de comprar em quedas", acrescenta.
Um novo corte nas taxas de juro seria um catalisador para os mercados, mas os investidores só antecipam um alívio em junho - e não é garantido. O mercado de "swaps" vê uma probabilidade de cerca de 63% da Fed avançar com uma flexibilização monetária de 25 pontos base na reunião desse mês, numa altura em que a inflação está em desaceleração mas o mercado de trabalho mostra-se mais resiliente do que antecipado.
Entre as principais movimentações de mercado, a Nvidia avança 1,80% para 188,23 dólares, depois de a fabricante de semicondutores ter assinado um acordo com a Meta para o fornecimento de "chips" nos próximos anos. Por sua vez, a dona do Instagram cai 0,53% para 635,89 dólares.
Já a Analog Devices acelera 3,45%, após a empresa ter estimado vendas para o seu segundo trimestre que ficaram acima das expectativas dos analistas. A tecnológica espera obter 3,5 mil milhões de dólares em receitas, comparado com os 3,23 mil milhões que Wall Street antecipava, isto depois de ter conseguido registar vendas de 3,16 mil milhões no seu primeiro trimestre fiscal.
Por sua vez, a Moderna - que afundou em sessões passadas devido a uma decisão do regulador - dispara 5,32%, depois de a farmacêutica ter conseguido que a Food and Drug Administration (FDA) analisasse um pedido de aprovação para a sua vacina contra a gripe.
Taxa de inflação homóloga em França desacelera para 0,3% em janeiro
A taxa de inflação homóloga em França desacelerou para 0,3% em janeiro, menos cinco décimas do que em dezembro, principalmente devido ao abrandamento do aumento dos serviços, situando-se no nível mais baixo desde dezembro de 2020.
O Instituto Nacional de Estatística francês (INSEE), que publicou esta quarta-feira os números definitivos de janeiro, destacou num comunicado que o aumento homólogo dos serviços passou para 1,7%, menos quatro décimas do que em dezembro.
Os preços da energia entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026 caíram 7,8%, em comparação com uma redução de 6,8% em dezembro.
Quanto aos produtos industriais, a queda homóloga em janeiro foi de 1,2%, contra 0,4% em dezembro.
Ao contrário, os alimentos encareceram 1,9% em termos homólogos no primeiro mês do ano, mais duas décimas do que em dezembro, devido aos produtos frescos.
A inflação harmonizada de França, que se utiliza para as comparações com outros países europeus, reduziu-se para 0,4% em janeiro, contra 0,7% em dezembro.
Taxa Euribor desce a três, a seis e a 12 meses
A taxa Euribor desceu esta quarta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a terça-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,006%, continuou abaixo das taxas a seis (2,141%) e a 12 meses (2,198%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou, ao ser fixada em 2,141%, menos 0,018 pontos do que na terça-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor caiu, para 2,198%, menos 0,018 pontos do que na sessão anterior.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses cedeu ao ser fixada em 2,006%, menos 0,005 pontos.
Europa aproxima-se de novo recorde com impulso das mineradoras
Os principais índices europeus estão a negociar em alta com ganhos em toda a linha, à medida que uma recuperação do setor das mineradoras segue a impulsionar as praças bolsistas do Velho Continente esta manhã, enquanto os investidores continuam a seguir de perto a época de resultados das cotadas.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,69%, para os 625,56 pontos, aproximando-se do máximo histórico de 625,90 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,64%, o espanhol IBEX 35 pula 1,02%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,81%, o francês CAC-40 sobe 0,47%, o neerlandês AEX soma 0,62%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista uma subida de 0,70%, depois de ter fixado um novo máximo histórico nos 10.651,99 pontos no arranque da sessão.
Uma série de resultados positivos apresentados por cotadas segue a impulsionar o sentimento dos investidores, incluindo da BAE Systems (+3,30%), depois de a empresa de defesa ter previsto um crescimento sólido e contínuo das vendas e dos lucros para o ano, após um recorde em 2025. Já a Puig Brands (+5,75%) também avança, após as contas apresentadas terem superado as estimativas dos analistas.
O índice de referência da região tem vindo a ganhar terreno esta semana e o sentimento geral em relação às cotadas do Velho Continente continua otimista, com o último inquérito do Bank of America a mostrar que 78% dos gestores de fundos esperam ganhos de curto prazo para as ações europeias, apoiados pelo estímulo económico na Alemanha. “O medo da IA é uma destruição criativa em formação e, quando não se sabe como ela se desenrolará, diversifica-se, e é exatamente isso que o mercado está a fazer”, disse à Bloomberg Nicolas Domont, da Optigestion em Paris, referindo-se à rotação de ativos dos EUA para a Europa, influenciada por crescentes preocupações em relação à área da inteligência artificial.
Entre os setores, o dos recursos naturais (+1,92%) acompanha a valorização dos metais preciosos, numa altura em que a mineradora Glencore sobe mais de 3%, depois de ter divulgado resultados robustos, valorização acompanhada também pelas ações da britânica Anglo American e da ArcelorMittal, que sobem mais de 2% neste momento. O setor dos químicos, por sua vez, lidera as perdas com uma queda de 1,19%.
Dólar avança, euro vacila face à possível saída de Lagarde
Christine Lagarde deverá deixar a liderança do Banco Central Europeu (BCE) antes do final do mandato, que termina em outubro de 2027. A potencial saída antes do esperado está a marcar o dia e, neste contexto, o euro recua no mercado cambial.
Em reação, o BCE disse que "a presidente Lagarde está totalmente concentrada na sua missão e não tomou qualquer decisão relativamente ao termo do seu mandato".
Neste contexto, pelas 09:10 horas, o índice do dólar da Bloomberg (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, avança 0,13% para os 97.2860 pontos.
O euro segue a desvalorizar 0,14% para 1,1838 dólares e a libra segue a avançar 0,05% para 1,3575 dólares. O dólar também avança 0,12% para 0,7710 francos suíços. O dólar ganha ainda 0,23% face à divisa japonesa, para 153,66 ienes.
No caso da nota verde, o JPMorgan antecipa que depois de ter registado em 2025 a maior queda em oito anos, a nota verde deverá continuar no vermelho face às principais moedas mundiais.
Já noutros pares de câmbio, o euro cede 0,19% para 0,8720 libras e avança 0,10% para 181,90 ienes.
Ouro e prata recuperam terreno antes de divulgação de atas da Fed
O ouro e a prata estão a negociar com ganhos na manhã desta quarta-feira, com os “traders” a aguardarem pela divulgação da ata da reunião de janeiro da Reserva Federal norte-americana, num dia em que o volume de negociação de metais preciosos está a ser mais baixo, devido ao fecho dos mercados na China e noutros países asiáticos.
A esta hora, o metal amarelo, valoriza 0,98%, para os 4.925,500 dólares por onça, à medida que recupera de mínimos de uma semana atingidos na sessão de ontem.
A prata, por sua vez, avança 3,11%, para os 75,811 dólares por onça.
As minutas da última reunião da Fed poderão ajudar a perceber qual poderá ser o rumo da política monetária na maior economia mundial. A próxima reunião da Fed decorre a 17 e 18 de março e nesse encontro serão também apresentadas as projeções económicas trimestrais, bem como o “dot plot” – mapa trimestral que mostra como cada representante do banco central estima as mexidas nos juros diretores. No “dot plot” de dezembro, a Fed sinalizou uma única descida, de 25 pontos-base, da taxa diretora em 2026. Agora, com os bons dados recentes, já há quem aponte para duas ou três flexibilizações ao longo deste ano.
Atualmente, os mercados esperam que a Fed reduza as taxas pela primeira vez este ano em junho, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME. O ouro, que não rende juros, tende a ter um bom desempenho em ambientes de taxas diretoras mais baixas.
No plano geopolítico, o Irão e os EUA chegaram a um entendimento na terça-feira sobre “princípios orientadores” para as negociações nucleares, mas isso não significa que um acordo entre Washington e Teerão esteja em vias de ser assinado, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.
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