Stoxx 600 atinge novo recorde à boleia da banca. HSBC salta 7%
Juros da dívida da Zona Euro sem rumo definido
Dólar perde terreno com instabilidade comercial dos EUA. Iene em mínimos de duas semanas
Ouro ganha terreno com tarifas e conflito geopolítico
Brent avança e WTI estabiliza na véspera de negociações EUA-Irão
Wall Street arranca sessão em alta antes de contas da Nvidia
Taxa Euribor desce a três e a seis meses e sobe a 12 meses
Europa atinge novos máximos históricos com impulso da banca. HSBC dispara quase 5%
Juros agravam-se na Zona Euro com investidores atraídos pelo risco
Discurso de Trump deixa dólar fragilizado. Iene em queda após nomeações para o Banco do Japão
Política comercial dos EUA e tensões no Irão dão força ao ouro
Estado da União de Trump leva petróleo a aproximar-se de máximos de sete semanas
Recuperação na IA leva Japão e Coreia do Sul a novos máximos. Europa aponta para o verde
Stoxx 600 atinge novo recorde à boleia da banca. HSBC salta 7%
As bolsas europeias terminaram a sessão pintadas de verde, num dia em que alguns dos maiores bancos cotados do bloco anunciaram resultados e perspetivas positivas, o que impulsionou o sentimento.
O Stoxx 600, de referência para o bloco, subiu 0,69% para 633,47 pontos, um novo máximo histórico. Dos 20 setores que compõem o "benchmark", o da banca e de media deram o maior contributo, com uma valorização de 2,7% cada. As tecnológicas e as "utilities" também puxaram pelos ganhos de Stoxx 600, ao ganharem 1,7% cada.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 0,76%, o espanhol IBEX 35 saltou 1,5%, o italiano FTSEMIB valorizou 1,11%, o francês CAC-40 avançou 0,47%, o neerlandês AEX subiu 1%, ao passo que o britânico FTSE 100 somou 1,18%.
Daniel Murray, vice-diretor de investimentos da EFG Asset Management, afirmou que continua otimista em relação às ações europeias, já que a região continua a atrair investidores que procuram alternativas além das gigantes de tecnologia norte-americanas. “O pânico em torno da disrupção causada pela inteligência artificial criou uma espécie de jogo do empurra, em que alguns setores estão em risco, mas a Europa está menos exposta e, portanto, protegida contra quedas”, disse.
Entre os principais movimentos desta quarta-feira, o destaque vai para o banco britânico HSBC, que somou 7,12%, depois de divulgar resultados melhores do que o esperado. Apesar de uma queda nos lucros, a instituição financeira registou um aumento na receita em mais de 3%.
Também o Santander valorizou 4,8%, já em que no ano passado atingiu um recorde nos lucros, de 14.101 milhões de euros, mais 12% do que em 2024. Para este ano prometeu ainda aumentar o resultado líquido para mais de 20 mil milhões.
No setor alimentar, o que mais tombou esta quarta-feira (-2,13%), destaque para a britânica Diageo que afundou quase 15% após reduzir as projeções pela segunda vez este ano fiscal, devido à procura mais fraca nos EUA e na China.
Segundo os dados compilados pela Bloomberg Intelligence, os resultados do quarto trimestre das cotadas do bloco superaram as expectativas. As empresas que compõem o MSCI Europe registaram uma subida de 4,5% nos lucros, em comparação com os 1,3% esperados.
Juros da dívida da Zona Euro sem rumo definido
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro terminaram a sessão sem uma tendência definida.
Os juros das obrigações alemãs a dez anos, referência para o contexto europeu, subiram ligeiramente, em 0,1 pontos-base para 2,705%, enquanto a rendibilidade da dívida francesa com a mesma maturidade caiu 1,2 pontos-base para 3,253%. Em Itália, a descida foi de 0,6 pontos-base para 3,306%.
Pela Península Ibérica, a "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos cedeu 0,4 pontos para 3,045% e, em Espanha, os juros da dívida com a mesma maturidade aliviaram 0,9 pontos-base para 3,108%.
Fora da Zona Euro, no Reino Unido a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,316% após um agravamento de 1,2 pontos-base.
Dólar perde terreno com instabilidade comercial dos EUA. Iene em mínimos de duas semanas
O dólar norte-americano está a cair esta quarta-feira, pressionado pelo discurso de Donald Trump no Estado da União. O Presidente dos EUA garantiu que vai impor as tarifas - que o Supremo Tribunal considerou como "ilegais" - por outros meios, atirando até que a receita que o país pode fazer com as tarifas poderá a vir substituir o atual regime de impostos sobre o rendimento.
A ameaça de uma nova política comercial está a pressionar a "nota verde". Ainda assim, há analistas que consideram que a moeda americana pode vir a mostrar resiliência perante a incerteza e instabilidade das políticas de Trump, podendo mesmo terminar o ano de forma estável.
Esta tarde, o euro sobe 0,29% para 1,1806 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" soma 0,34% para 156,4 ienes. Já o índice do dólar DXY cede 0,11% para 97,737 pontos.
O mercado não antecipa que a Reserva Federal mexa nas taxas de juros até junho, visto que os responsáveis ainda mostraram preocupação com a inflação elevada nos EUA.
Noutras divisas, o iene do Japão tocou em mínimos de duas semanas face ao dólar esta quarta-feira, depois de o Governo ter nomeado dois académicos para o conselho do banco central, vistos como fortes defensores de estímulos económicos no país. As escolhas aumentam os receios de que os juros possam subir de forma mais agressiva do que o que se antecipava até agora.
Ouro ganha terreno com tarifas e conflito geopolítico
O preço do ouro está a valorizar esta tarde, com os investidores a procurarem o ativo-refúgio enquanto as tensões geopolíticas aumentam entre os EUA e o Irão e as novas tarifas da Casa Branca ainda impactam o mercado.
A onça do metal amarelo salta 1% para 5.196,68 dólares.
O mercado receia que as tarifas norte-americanas, neste momento nos 10% a nível mundial (apesar de Trump já ter ameaçado com 15%), possam fazer a inflação nos EUA disparar. No entanto, a política comercial dos EUA continua a ser vista pelo mercado com bastante incerteza e falta de clareza, o que também sustenta a subida do metal.
Há empresas que reclamam já o reembolso do valor pago pelas tarifas, o que, na visão dos analistas do BNP Paribas, poderá ter "implicações dramáticas para o défice orçamental" dos EUA, para o dólar e para as "Treasuries".
Esta quarta-feira, o JPMorgan reviu em alta as suas projeções para o preço do ouro. A longo prazo aponta para os 4.500 dólares por onça, mas espera que toque nos 6.300 dólares por onça no final deste ano. Já o Bank of America vê o metal amarelo a chegar aos 6.000 dólares por onça nos próximos 12 meses.
Noutros metais, a prata escala 3,77% para 90,41 dólares por onça.
Brent avança e WTI estabiliza na véspera de negociações EUA-Irão
Os preços do petróleo estão a seguir rumos distintos, numa altura em que os investidores pesam a possibilidade de um acordo nuclear entre os EUA e o Irão, um dia antes dos dois países se reunirem para mais uma ronda de negociações, em Genebra, enquanto há uma grande presença militar norte-americana no Médio Oriente, que deixa os mercados receosos.
Neste contexto, o West Texas Intermediate (WTI), que serve de referência para os EUA, oscila entre pequenos ganhos e perdas, rondando os 65,5 dólares por barril. Já o Brent, de referência para a Europa, ganha 0,17% para 70,91 dólares por barril.
O mercado reage ainda ao discurso do Presidente dos EUA, Donald Trump, no Estado da União desta madrugada. O republicano acusou o Irão de estar a reconstruir um programa nuclear, aumentando as apostas especulativas de que os EUA estejam a preparar uma ação militar. Ainda assim, Trump disse que preferia resolver o conflito pela via diplomática, mas que não iria permitir que o país tivesse uma arma nuclear. Por outro lado, o Irão tem afirmado, por várias vezes, de que o seu programa nuclear tem fins pacíficos.
“Enquanto continuamos neste ambiente de incerteza, os preços do petróleo estarão mais propensos a riscos de subida com quaisquer notícias provenientes das negociações entre EUA e Irão”, disse Samantha Hartke, da Vortexa, à Bloomberg. “A nossa visão é de que uma interrupção prolongada é improvável, dado o efeito oneroso que terá sobre os fluxos comerciais e as receitas iranianas”, acrescentou, referindo-se ao Estreito de Ormuz.
Os preços do "ouro negro" afundaram depois de o Hezbollah ter assegurado de que não iria intervir nos ataques norte-americanos no Teerão.
Além disso, a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) reúne este fim de semana, e espera-se que o cartel concorde em aumentar de forma modesta a produção.
Wall Street arranca sessão em alta antes de contas da Nvidia
Os principais índices norte-americanos negoceiam com ganhos impulsionados pelas tecnológicas, num dia em que os resultados da Nvidia apresentados após o fecho da sessão irão centrar as atenções dos investidores.
O “benchmark” S&P 500 sobe 0,55%, para os 6.927,90 pontos. Já o Nasdaq Composite pula 0,70%, para os 23.024,76 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valoriza 0,42% para os 49.381,05 pontos.
Os ativos de risco norte-americanos estão a prolongar a série de subidas registada na terça-feira, depois de preocupações com a disrupção que a inteligência artificial poderá vir a causar em certos setores ter afundado os principais índices dos EUA na sessão de segunda-feira.
O grande destaque de hoje vai para a Nvidia, que vai divulgar nesta quarta-feira os resultados do seu quarto trimestre de 2026 – terminado no passado dia 25 de janeiro, sendo por isso que o atual ano fiscal já é o de 2027 –, ficando assim concluído o reporte de contas das chamadas “sete magníficas” das tecnologias dos EUA.
As estimativas da própria Nvidia apontam para que as receitas entre outubro e dezembro ascendam a 65 mil milhões de dólares, fazendo sobressair a ampla robustez da adoção da IA. A empresa com a maior capitalização bolsista do mundo tem apresentado um desempenho inferior ao de outras empresas do setor de semicondutores nos últimos meses, uma tendência que coincidiu com o fracasso do Nasdaq 100 em atingir novos máximos desde o final de outubro. A esta hora, a empresa liderada por Jensen Huang segue a ganhar 0,88%.
“Os resultados da Nvidia devem ser bons, dados os enormes investimentos anunciados pelos seus clientes, mas tudo depende de como o mercado reagirá”, disse à Bloomberg Arnaud Girod, da Kepler Cheuvreux.
Outro evento importante nesta quarta-feira será a apresentação de contas da Salesforce, cujas ações caíram 30% este ano após ser afetada pela onda de vendas de empresas de software devido ao receio de que a IA pudesse tornar os seus serviços obsoletos. Em média, os analistas projetam que a empresa apresentará a sua melhor taxa de crescimento de receita trimestral em três anos, cita a agência de notícias financeiras.
Já no que toca ao plano da política monetária, os analistas reduziram as suas expectativas quanto a futuros cortes nas taxas por parte da Reserva Federal (Fed), apostando agora na possibilidade de 50% de o banco central vir a flexibilizar as taxas diretoras em um quarto de ponto-base até junho. Já a possibilidade de uma terceira redução até o final do ano praticamente desapareceu. Laura Cooper, da Nuveen, diz que “é improvável que vejamos a retomada dos cortes nas taxas até que haja sinais mais evidentes de pressões desinflacionárias, o que, na nossa opinião, é mais provável que ocorra no segundo semestre de 2026”.
Os “traders” seguiram de perto o discurso do Estado da União do Presidente norte-americano, que enumerou o que entende terem sido os seus muitos sucessos neste primeiro ano do segundo mandato, apesar de uma recente derrota na sua grande política económica e de uma taxa de aprovação de cerca de 40%. Trump voltou a defender as tarifas, sublinhando os muitos acordos com que chegou com diferentes países e garantiu que a receita obtida com estas taxas alfandegárias poderá vir a substituir o atual imposto sobre o rendimento.
No que toca aos movimentos do mercado, a Workday afunda mais de 7% a esta hora, depois de a empresa de serviços de software ter apresentado vendas de assinaturas que ficaram aquém das estimativas.
Entre as restantes "big tech”, a Apple cede 0,17%, a Alphabet desvaloriza 0,029%, a Amazon sobe 0,80%, a Meta avança 0,86% e a Microsoft ganha 1,01%.
Taxa Euribor desce a três e a seis meses e sobe a 12 meses
A taxa Euribor desceu esta quarta-feira a três e a seis meses e subiu a 12 meses face a terça-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,011%, continuou abaixo das taxas a seis (2,139%) e a 12 meses (2,208%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou, ao ser fixada em 2,139%, menos 0,010 pontos do que na terça-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.
A Euribor a três meses também baixou, ao ser fixada em 2,011%, numa queda de 0,030 pontos face à véspera.
Em sentido inverso, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu para 2,208%, mais 0,002 pontos do que na sessão anterior.
Em 5 de fevereiro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 18 e 19 de março em Frankfurt, Alemanha.
Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses.
Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa atinge novos máximos históricos com impulso da banca. HSBC dispara quase 5%
É dia de recordes na Europa. As principais praças da região estão a negociar em território positivo esta quarta-feira, impulsionadas por uma recuperação no setor tecnológico, com os investidores a afastarem os receios relacionados com a inteligência artificial (IA), e por resultados na banca que acabaram por ficar bem acima das expectativas dos analistas.
A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação do Velho Continente - avança 0,44% para 631,92 pontos, tendo chegado a tocar nos 632,40 pontos - um novo máximo histórico para o índice. A banca lidera os ganhos setoriais, avançando 1,85%, seguida da indústria mineira - que beneficia de um aumento dos preços das matérias-primas -, do setor do "oil & gas" e das ações tecnológicas.
A contar com os ganhos desta quarta-feira, o principal índice europeu já acumula um ganho anual de 6,7% - um valor bastante superior aos pares norte-americanos, que têm ficado para trás no rescaldo de uma série de políticas erráticas por parte de Donald Trump, Presidente dos EUA. O tecnológico Nasdaq regista, mesmo, um saldo anual negativo, com as preocupações em relação a uma possível bolha na IA e o impacto da tecnologia em modelos de negócio mais tradicionais a pesarem.
"O pânico em torno da disrupção da IA criou uma situação semelhante a um jogo de acerte no alvo, em que se tenta identificar quais os setores em risco. No entanto, a Europa está menos exposta e, por isso, tem estado protegida contra as consequências negativas", explica Daniel Murray, vice-diretor de investimentos da EFG Asset Management, à Bloomberg.
Entre as principais movimentações de mercado, o britânico HSBC avança 4,83%, depois de o banco ter registado um resultado antes de impostos de 29,9 mil milhões de dólares no ano passado - um valor que fica acima até das próprias previsões da instituição financeira -, isto apesar de ter observado um encargo pontual de quase 5 mil milhões. O banco reviu ainda em alta uma série de indicadores para 2026.
Por sua vez, o Santander acelera 2,12%, após o banco espanhol ter registado lucros de 14,1 mil milhões de dólares no ano passado. Olhando para o futuro, a instituição financeira antecipa alcançar os 20 mil milhões em resultado líquido num só ano em 2028, apoiado no crescimento no mercado britânico e norte-americano.
Estes resultados vêm ajudar à narrativa de que esta época de resultados tem sido mais forte do que o antecipado. As cotadas presentes no MSCI Europe apresentaram um crescimento nos lucros de 3,8% no quarto trimestre, acima das expectativas dos analistas de apenas 1,3%, de acordo com dados recolhidos pela Bloomberg Intelligence.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,28%, o espanhol IBEX 35 ganha 0,41%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,87%, o francês CAC-40 salta 0,31%, o neerlandês AEX sobe 0,77%, ao passo que o britânico FTSE 100 acelera 0,92%.
Juros agravam-se na Zona Euro com investidores atraídos pelo risco
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar com agravamentos esta quarta-feira, num dia em que os investidores mostram mais apetite pelo risco, após várias sessões com as bolsas a registarem alguma turbulência. O movimento acompanha ainda um agravamento de 4 pontos da "yield" japonesa, em reação à pressão feita por Sanae Takaichi ao Banco do Japão para não subir as taxas de juro e à nomeação de dois nomes "dovish" para a autoridade monetária.
Os juros das obrigações alemãs a dez anos, referência para o contexto europeu, avançam 1,2 pontos-base para 2,717%, enquanto a "yield" da dívida francesa com a mesma maturidade acelera 0,3 pontos-base para 3,268%. Em Itália, a subida é de 0,5 pontos-base para 3,317%.
Pela Península Ibérica, a "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos cresce 0,5 pontos para 3,054% e, em Espanha, os juros da dívida com a mesma maturidade agravam-se na mesma medida para 3,121%.
Fora da Zona Euro, a tendência mantém-se, com os juros das "Gilts" britâncias a saltarem 1,6 pontos-base para 4,320%. Dirigindo-se aos deputados no Parlamento britânico, o governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey, afirmou que um corte nas taxas de juro em março é uma possibilidade, embora reconheça que a inflação nos serviços não caiu tanto como antecipava.
Discurso de Trump deixa dólar fragilizado. Iene em queda após nomeações para o Banco do Japão
A insistência de Donald Trump, Presidente dos EUA, numa política comercial protecionista continua a não dar espaço ao dólar para recuperar terreno. A "nota verde" está a negociar no vermelho esta quarta-feira, após o líder da maior economia do mundo ter referido, no discurso do Estado da União, que vai impor novas tarifas através de outros meios legais, antecipando tanta receita com este regime que pode vir a "substituir o atual sistema de impostos sobre rendimentos".
A esta hora, o euro avança 0,18% para 1,1793 dólares, enquanto a libra acelera 0,18% para 1,3513 dólares, depois de quase ter tocado mínimos de um mês na sessão anterior. Dirigindo-se aos deputados no Parlamento britânico, o governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey, afirmou que um corte nas taxas de juro em março é uma possibilidade, embora reconheça que a inflação nos serviços não caiu tanto como antecipava.
Por sua vez, o dólar continua a avançar face ao iene, acelerando 0,17% para 156,14 ienes, isto depois de já na sessão anterior a "nota verde" ter chegado a crescer mais de 1%. O movimento desta quarta-feira procede a nomeação para o Banco do Japão de dois nomes considerados "dovish" (adeptos de uma política monetária mais flexível) por parte do Governo de Sanae Takaichi.
"Tanto [Toichiro] Asada como [Ayano] Sato são conhecidos pela sua política monetária acomodatícia contínua e pela sua postura positiva em relação a uma política orçamental ativa", afirmou Ryutaro Kimura, estratega sénior da AXA Investment Managers, à Bloomberg. "Esta escolha contradiz a avaliação prévia dos investidores de que a nomeação de pelo menos uma pessoa que priorizasse a solidez orçamental iria travar a depreciação do iene", acrescenta.
Política comercial dos EUA e tensões no Irão dão força ao ouro
O ouro está a negociar em alta esta quarta-feira, impulsionado por um dólar mais fraco e por um aumento da incerteza em torno da política comercial dos EUA e das negociações com o Irão para alcançar um acordo nuclear. Estes dois últimos temas foram abordados por Donald Trump no discurso do Estado da União, que acabou por nublar ainda mais o caminho a adotar pelos investidores.
A esta hora, o metal amarelo avança 0,84% para 5.187,08 dólares por onça, tendo chegado a acelerar 1,3% esta quarta-feira - revertendo quase por completo as perdas da sessão anterior. Apesar de o Presidente norte-americano ter ameaçado com a imposição de tarifas globais de 15%, até agora os EUA só impuseram taxas aduaneiras de 10%, não tendo sido ainda assinada qualquer ordem executiva para aumentar esse valor.
No mais longo discurso do Estado da Nação da história, Trump até moderou a sua retórica contra o Supremo Tribunal - que decidiu declarar ilegais as tarifas do Presidente -, mas voltou à carga em relação à introdução de mais taxas aduaneiras por outros vias. Garantiu ainda que "não será necessária qualquer ação do Congresso" norte-americano, reforçando a crença que a sua política comercial vai "substituir o sistema atual de impostos sobre os rendimentos".
Todos estes avanços e recuos têm dado força ao ouro para permanecer acima dos cinco mil dólares por onça, depois de sessões com bastante volatilidade no início de fevereiro. Para Yuxuan Tang, diretora de estratégia macroeconómica para a Ásia do JPMorgan Private Bank, "parece que se está a preparar um grande movimento em alta", com a incerteza tarifária e o risco no Médio Oriente a "revelaram-se suficientes para catalisar uma mudança mais sustentada", cita a Bloomberg.
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