Europa fecha sem rumo. Banca pressiona índices após comentários de Dimon
Juros aliviam de forma moderada na Zona Euro
Iene perde terreno com comentários da primeira-ministra japonesa
Preços do petróleo recuam depois de atingirem máximos de sete meses
Wall Street negoceia dividida após fortes quedas de ontem. AMD dispara 7%
Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses
Europa de volta ao vermelho com tarifas a pressionar. Novo Nordisk sob pressão
Juros aliviam na Zona Euro. Itália e Espanha preparam-se para emitir nova dívida
Iene cai mais de 1% após Takaichi mostrar reserva com subida de juros
Ouro perde mais de 1% com retirada de mais-valias e dólar mais forte
Ouro interrompe série de quatro sessões consecutivas em alta
Petróleo avança com cautela à espera das negociações entre EUA e Irão
Tarifas e IA deixam Ásia dividida entre ganhos e perdas. Sul-coreano Kospi atinge novos máximos
Europa fecha sem rumo. Banca pressiona índices após comentários de Dimon
Os principais índices europeus encerraram a sessão desta terça-feira sem rumo definido, com fortes perdas no setor da banca a pesarem contra resultados positivos apresentados por várias cotadas na região.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – somou 0,23%, para os 629,14 pontos. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recuou 0,02%, o espanhol IBEX 35 caiu 0,54%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,10%, o francês CAC-40 avançou 0,26%, o neerlandês AEX subiu 0,34%, ao passo que o britânico FTSE 100 deslizou 0,04%.
O CEO do JP Morgan disse hoje que está a começar a ver paralelos entre o momento atual e a fase que antecedeu a crise financeira de 2008. Jamie Dimon deixou o alerta em relação às semelhanças com a corrida à concessão de crédito que terminou de forma desastrosa num encontro com investidores, onde foi questionado sobre a forte concorrência no setor financeiro.
"Infelizmente, vimos em 2005, 2006 e 2007, quase a mesma coisa — a maré alta estava a elevar todos os barcos, todos estavam a ganhar muito dinheiro", disse Dimon aos investidores, de acordo com a Bloomberg.
Nesta linha, o setor da banca (-1,29%) acabou por ser o mais pressionado na sessão de hoje, seguido pelo dos media (-0,37%) e dos serviços financeiros (-0,25%). Alguns dos maiores bancos cotados do Velho Continente, como o BNP Paribas, o Santander, Crédit Agricole, UBS e Deutsche Bank cederam todos mais de 1%.
Por outro lado, o setor automóvel (+1,99%) liderou os ganhos, com destaque ainda para o dos recursos naturais (+1,47%) e dos químicos (+1,41%).
A par das quedas entre as instituições financeiras, a incerteza comercial continuou a marcar a agenda. A nova tarifa global de 10% anunciada pelo Presidente Donald Trump entrou em vigor nesta terça-feira. Ontem, o Parlamento Europeu suspendeu o processo de ratificação do acordo comercial com os EUA alcançado no verão do ano passado, citando falta de clareza nas políticas comerciais da Casa Branca.
Já sobre a época de resultados, a espanhola Endesa pulou mais de 7% depois de ter apresentado lucros acima do esperado. Noutros movimentos do mercado, a Novo Nordisk caiu 3,08% - tendo já desvalorizado mais de 16% durante a sessão de ontem -, após uma série de analistas ter revisto em baixa o desempenho da farmacêutica dinamarquesa em bolsa. A afetar a decisão dos analistas esteve o facto de o novo medicamento para o tratamento da obesidade e diabates da Novo, o CagriSema, ter registado piores resultados do que o da sua rival norte-americana Eli Lilly num ensaio clínico. Isto apesar de a farmacêutica ter anunciado o corte dos seus medicamentos para a obesidade em cerca de 50% nos EUA.
Juros aliviam de forma moderada na Zona Euro
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro aliviaram esta terça-feira, com o foco dos investidores a ir para os desenvolvimentos na Ucrânia e nos EUA, em antecipação ao discurso de Donald Trump no Estado da Nação.
Os juros das obrigações alemãs a dez anos, referência para o contexto europeu, cedeu 0,4 pontos-base para 2,705%, enquanto a rendibilidade da dívida francesa com a mesma maturidade caiu 0,8 pontos-base para 3,265%. Em Itália, a descida foi de 0,5 pontos-base para 3,312%.
Pela Península Ibérica, a "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos cedeu 0,5 pontos para 3,049% e, em Espanha, os juros da dívida com a mesma maturidade aliviaram 0,6 pontos-base para 3,116%.
Fora da Zona Euro, no Reino Unido a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,304% após uma descida de 0,9 pontos-base.
Iene perde terreno com comentários da primeira-ministra japonesa
O dólar dos EUA está a valorizar estar tarde, ainda que de forma moderada, numa altura em que os investidores reagem aos dados da confianaça do consumidor. O índice subiu ligeramente em fevereiro para 91,2 pontos, contra os 89 de janeiro, à boleia das perspetivas mais otimistas para a economia, do mercado de trabalho e dos salários.
Ao mesmo tempo, os ganhos são limitados pela imposição das tarifas dos EUA de 10% aos parceiros comerciais, em resposta do Presidente Donald Trump à decisão do Supremo Tribunal de considerar que as "tarifas recíprocas", aplicadas em abril do ano passado, são ilegais.
O euro avança 0,01% para 1,1784 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" soma 0,68% para 155,72 ienes. O índice do dólar DXY ganha 0,06% para 97,77 pontos.
Noutras moedas, o iene é quem mais perde esta tarde face às restantes moedas, isto porque a primeira-ministra Sanae Takaichi mostrou reservas sobre um aumento das taxas de juro do Banco do Japão, perante do presidente da entidade monetária, Kazuo Ueda. Takaichi colocou o mercado em dúvida quanto ao próximo passo na política monetária, sinalizando ainda um potencial atrito com o banco central, que poderia complicar-lhe o plano de subir os juros.
"A recente vitória de Takaichi nas eleições legislativas reforçou a sua margem para implementar políticas pró-crescimento, mas também intensificou as preocupações dos investidores com o aumento da dívida pública e com as pressões inflacionistas", disse Henrique Valente, analista da ActivTrades, numa nota a que o Negócios teve acesso.
Ouro perde mais de 1% com retirada de mais-valias e dólar mais forte
O ouro e a prata estão a negociar com perdas esta terça-feira, à medida que a retirada de mais-valias por parte de investidores pressiona os preços, assim como um dólar mais forte. A par disso, os ”traders” continuam a navegar na incerteza gerada pelas novas tarifas aplicadas pela Administração norte-americana aos seus parceiros comerciais.
A esta hora, o metal amarelo, desvaloriza 1,27%, para os 5.161,22 dólares por onça.
A prata, por sua vez, recua 0,24%, para os 87,97 dólares por onça.
Os preços do ouro atingiram o seu valor mais alto em três semanas no início da sessão de hoje, impulsionados pela incerteza comercial e geopolítica dias antes de se realizar mais uma reunião entre Washington e Teerão por causa do programa nuclear iraniano.
Nesta medida, a política comercial errática da Administração norte-americana e a crescente incerteza geopolítica têm vindo a impulsionar a procura por ouro enquanto ativo-refúgio.
Preços do petróleo recuam depois de atingirem máximos de sete meses
O petróleo negoceia com perdas nesta tarde, depois de terem atingido máximos de cerca de sete meses, com os “traders” a continuarem avaliarem os riscos no abastecimento de crude no Médio Oriente devido ao aumento das tensões entre os EUA e o Irão, à medida que se aproxima mais uma ronda de negociações entre Washington e Teerão.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – recua 0,21%, para os 66,17 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – desvaloriza 0,23% para os 71,32 dólares por barril.
O Irão e os EUA realizarão uma terceira ronda de negociações em torno do programa nuclear de Teerão na quinta-feira, em Genebra, enquanto a Administração norte-americana segue a fortalecer o seu contingente militar na região do Médio Oriente.
O Departamento de Estado dos EUA está a retirar funcionários governamentais não essenciais e as suas famílias da embaixada dos EUA em Beirute, no Líbano, à medida que crescem preocupações sobre o risco de um possível conflito militar entre os EUA e o Irão, que, por sua vez, está perto de fechar um acordo com a China para comprar mísseis cruzeiro antinavios. O Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu numa publicação nas redes sociais na segunda-feira que será um “dia muito mau” para o Irão se não se chegar a um acordo.
Já do lado da oferta, empresas comerciais e compradores de petróleo venezuelano carregaram os primeiros petroleiros de grande dimensão para exportar crude do país sul-americano desde o início do acordo de abastecimento entre Caracas e Washington.
Wall Street negoceia dividida após fortes quedas de ontem. AMD dispara 7%
Os principais índices norte-americanos negoceiam com uma maioria de ganhos e recuperam parte das perdas registadas no final da sessão de segunda-feira, à medida que os investidores aproveitam para reforçar posições depois das fortes quedas de ontem. Ainda assim, mantêm-se os receios sobre a disrupção que a inteligência artificial (IA) poderá causar em vários setores.
O “benchmark” S&P 500 recua 0,18%, para os 6.825,42 pontos. Já o Nasdaq Composite avança 0,67%, para os 22.778,13 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valoriza 0,90% para os 49.242,49 pontos.
O chamado “AI scare trade” (comércio motivado pelo medo da IA) tornou-se um tema dominante nos mercados acionistas desde o arranque deste ano, com as vendas a espalharem-se agora além do setor do software e a atingir, também, seguradoras e até cotadas ligadas aos serviços imobiliários. A “fuga à IA” é uma das várias mudanças subjacentes que se têm vindo a registar no mercado norte-americano.
“As preocupações contínuas com a disrupção da IA e a possível exposição ao crédito privado e ao capital privado tornaram o sentimento dos investidores frágil. Se houver uma escalada nos riscos geopolíticos, os mercados podem enfrentar algumas oscilações”, disse à Bloomberg Mohit Kumar, da Jefferies International.
Nesta linha, os investidores também estão a lidar com uma série de outros fatores que estão a pressionar o apetite pelo risco, como a incerteza comercial e as tensões crescentes entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão. Nesta terça-feira, o foco do mercado vira-se para o discurso do Presidente Donald Trump do Estado da União. Também dados do consumo nos EUA – que na leitura anterior caíram para o nível mais baixo desde 2014 - serão divulgados durante o dia de hoje.
Depois de a nova tarifa global de 10% aplicada pelos EUA aos seus parceiros comerciais ter entrado em vigor nesta terça-feira, enquanto uma taxa mais alta proposta por Trump de 15% ainda está em cima da mesa e a ser avaliada, os investidores ficarão atentos a quaisquer comentários do republicano sobre a política comercial da sua Administração no discurso de hoje (madrugada em Lisboa). “O foco dos investidores estará em três questões: tarifas, Irão e a Fed”, referiu à agência de notícias financeiras Joachim Klement, da Panmure Liberum. “Qualquer indício de que um ataque militar contra o Irão é iminente deverá desencadear outra subida nos preços do petróleo e do ouro. Se Trump usar a sua plataforma para intimidar o Supremo Tribunal ou a Reserva Federal, o mercado de obrigações não vai encarar isso de ânimo leve”, sublinhou.
Quanto aos movimentos do mercado, a Advanced Micro Devices (AMD) soma quase 7% a esta hora, depois de a Meta ter fechado um acordo multimilionário com a fabricante de chips que poderá ainda levar a dona do Facebook a adquirir uma participação de 10% na AMD. Já a International Business Machines (IBM) sobe mais de 4% esta tarde, depois de ontem ter afundado mais de 13% - a maior queda intradiária desde 2000 -, após a Anthropic ter dito que o chatbot Claude pode ajudar a modernizar a linguagem de programação COBOL, causando receios em torno das empresas de software.
Entre as "big tech”, a Nvidia perde 1,04% na véspera de apresentar resultados, a Apple pula 2,85%, a Alphabet desvaloriza 1,01, a Amazon sobe 0,36%, a Meta avança ligeiros 0,049% e a Microsoft ganha 1,17%.
Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a segunda-feira.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,041%, continuou abaixo das taxas a seis (2,149%) e a 12 meses (2,206%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 2,149%, mais 0,004 pontos do que na segunda-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu hoje para 2,206%, mais 0,001 pontos do que na sessão anterior.
A Euribor a três meses também subiu hoje ao ser fixada em 2,041%, mais 0,007 pontos.
Em 05 de fevereiro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 18 e 19 de março em Frankfurt, Alemanha.
Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses.
Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.
Europa de volta ao vermelho com tarifas a pressionar. Novo Nordisk sob pressão
As principais praças europeias estão a negociar maioritariamente no vermelho, com Lisboa e Amesterdão a escapar as perdas, num dia em que os investidores encontram-se a reagir à entrada em vigor das tarifas globais de 10% de Donald Trump e a uma série de resultados trimestrais que ficaram aquém das expectativas. O apetite pelo risco ainda deu sinais de recuperação na sessão asiática, mas rapidamente inverteu na abertura das praças do Velho Continente.
A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - cai de forma residual, com perdas de 0,09% para 627,14 pontos. Apesar desta movimentação, causada principalmente pelo setor bancário, o principal índice do continente está a cerca de 5 pontos do máximo histórico atingido na passada sexta-feira, quando conseguiu tocar pela primeira vez nos 632,31 pontos.
O impulso foi dado pela decisão do Supremo Tribunal dos EUA de declarar ilegais as tarifas introduzidas pelo Presidente norte-americano em abril do ano passado. No entanto, a decisão de Trump de prosseguir com uma política comercial protecionista e a incerteza em relação ao acordo alcançado entre a maior economia do mundo e a União Europeia (UE) está a deixar os investidores apreensivos, principalmente depois de o Parlamento Europeu ter decidido suspender a ratificação do mesmo.
"É difícil estar confiante na trajetória das ações europeias, uma vez que algumas das questões relacionadas com a incerteza comercial com os EUA permanecem", explica Emma Moriarty, gestora de carteiras da CG Asset Management, à Bloomberg. Moriarty acrescenta ainda que a confiança dos investidores continua frágil e "poderia facilmente voltar a cair no território do risco".
Entre as principais movimentações de mercado, a Novo Nordisk cai 2,55% para 245 coroas dinamarquesas, depois de ter desvalorizado mais de 16% na sessão anterior, à medida em que os analistas cortam as perspetivas de crescimento em bolsa da farmacêutica, depois de o seu medicamento para a perda de peso CagriSema ter registado menor eficácia do que o da sua rival norte-americana Eli Lilly.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recua 0,19%, o espanhol IBEX 35 subtrai 0,59%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,16%, o francês CAC-40 cai 0,13%, ao passo que o britânico FTSE 100 desliza 0,19%. Já o neerlandês AEX avança 0,09% e o português PSI lidera os ganhos regionais ao acelerar 0,43%.
Juros aliviam na Zona Euro. Itália e Espanha preparam-se para emitir nova dívida
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar com pequenos alívios nesta terça-feira, numa altura em que o sentimento voltou a inverter-se e os investidores mostram agora menos apetite pelo risco. Estes movimentos acontecem antes de tanto Espanha como Itália se dirigirem ao mercado da dívida com emissões de várias maturidades e em antecipação a um novo discurso de Christine Lagarde, já depois do fecho da sessão.
Os juros das obrigações alemãs a dez anos, referência para o contexto europeu, cedem 0,7 pontos-base para 2,701%, enquanto a "yield" da dívida francesa com a mesma maturidade cai 0,9 pontos-base para 3,264%. Em Itália, a descida é de 0,5 pontos-base para 3,312%, num dia em que o país pretende emitir 4,5 mil milhões de euros em obrigações de dois a dez anos.
Pela Península Ibérica, a "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a dez anos deslizam 0,5 pontos para 3,049% e, em Espanha, os juros da dívida com a mesma maturidade aliviam 0,6 pontos-base para 3,116%.
Fora da Zona Euro, no Reino Unido, a tendência mantém-se, com os juros das "Gilts" britânicas a recuarem 0,5 pontos-base para 4,308%, com os investidores atentos às intervenções públicas de uma série de membros do Banco de Inglaterra - incluíndo o seu governador, Andrew Bailey.
Iene cai mais de 1% após Takaichi mostrar reserva com subida de juros
O iene chegou a desvalorizar mais de 1% esta terça-feira, após vários órgãos de comunicação locais terem noticiado que a primeira-ministra nipónica, Sanae Takaichi, manifestou alguma apreensão em relação a uma possível subida nas taxas de juro numa reunião com o governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda. O encontro terá sido realizado na semana passada e, de acordo com o jornal Mainichi Shimbun, Takaichi adotou uma "postura mais agressiva" do que em reuniões anteriores.
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Ouro interrompe série de quatro sessões consecutivas em alta
Após quatro sessões consecutivas em alta, o ouro está a perder algum do terreno conquistado nos últimos dias, numa altura em que os investidores mostram-se mais atraídos pelo risco e aproveitam para proceder à retirada de mais-valias no mercado dos metais preciosos. Só nas últimas quatro sessões, o ouro valorizou mais de 7%, impulsionado pela incerteza em torno da política comercial dos EUA e ainda uma escalada nas tensões entre Washington e Teerão.
A esta hora, o metal amarelo recua 0,93% para 5.178,95 dólares por onça, tendo chegado a desvalorizar 1,6%. Esta sessão marca o retorno dos investidores chineses, um dos mercados mais importantes para a negociação do ouro, depois de terem estado mais de uma semana fora devido às celebrações do Novo Ano Lunar no país.
"Oscilações até 2% estão dentro da faixa normal da volatilidade do mercado neste momento", explica Song Jiangzhen, investigador da Guangdong Southern Gold Market Academy, à Bloomberg. "O sentimento a longo prazo continua positivo, com a incerteza contínua no Irão e os EUA a correrem o risco de isolamento com as suas políticas tarifárias", explica ainda o investigador.
Apesar de o ouro estar a recuar esta terça-feira, o clima de incerteza não desapareceu dos mercados. Donald Trump, Presidente norte-americana, tinha indicado no fim de semana que ira impor taxas aduaneiras de 15% a todos os produtos que chegassem aos EUA, depois de o Supremo ter decidido "chumbar" as suas tarifas apresentadas em abril do ano passado, mas, para já, o que entrou em vigor foi uma taxa aduaneira global de apenas 10%.
O clima de incerteza está ainda a deixar os parceiros comerciais dos EUA confusos com a possibilidade de coexistência destas tarifas com os acordos comerciais alcançados no ano passado. Assim, o Parlamento Europeu decidiu suspender o processo de ratificação do compromisso alcançado entre o bloco e a maior economia do mundo, com várias figuras a apontarem o dedo à falta de esclarecimentos sobre a situação.
Olhando para o longo prazo, vários bancos, incluindo o BNP Paribas, o Deutsche Bank e o Goldman Sachs, antecipam que os preços do ouro recuperem para o nível em que se encontravam quando atingiram máximos históricos no arranque do ano. Isto porque os catalisadores do metal amarelo, como as ameaças à independência da Reserva Federal (Fed) e aumento dos riscos geopolíticos, continuam intactos.
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