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Europa soma ganhos com impulso de mais de 8% da Novo Nordisk

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
Europa soma ganhos com impulso de mais de 8% da Novo Nordisk
AP / Eduardo Parra
Negócios 10:05
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09h57

Europa soma ganhos com impulso de mais de 8% da Novo Nordisk

Os principais índices europeus estão a negociar com ganhos em praticamente toda a linha, seguindo a tendência já registada pela Ásia, à medida que os investidores mostram um maior apetite por ativos de risco, influenciados, também, pela recuperação das principais praças bolsistas dos EUA na sexta-feira após uma semana de forte volatilidade para os mercados.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,26%, para os 618,72 pontos, aproximando-se novamente do máximo histórico de 622,67 pontos atingido no passado dia 3 de fevereiro.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,36%, o espanhol IBEX 35 avança 0,74%, o italiano FTSEMIB valoriza 1,12%, o francês CAC-40 soma 0,03%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,26%. Já o neerlandês AEX cede 0,06%.

Entre os movimentos do mercado, a Novo Nordisk pula mais de 8% - -, depois de a concorrente norte-americana Hims & Hers Health ter anunciado que não iria avançar com a venda de uma versão "low-cost" do medicamento Wegovy da farmacêutica norueguesa, após um aviso da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA na sigla em inglês). Já o UniCredit pula mais de 6%, com os mercados a reagirem ao anúncio da instituição financeira italiana, que divulgou que planeia devolver cerca de 50 mil milhões de euros aos investidores até 2030.

Entre os setores, o dos recursos naturais (+0,66%) lidera os ganhos, seguido pelos da saúde (+0,64%) e tecnologia (+0,63%). Por outro lado, o dos bens domésticos (-0,51%) e o setor do retalho (-0,47%) registam as perdas mais expressivas.

Nesta medida, “a recuperação [dos índices europeus] continua a alargar-se", disse à Bloomberg Stephan Kemper, do BNP Paribas Wealth Management. E isto depois de na semana passada as preocupações em torno dos terem levado a perdas expressivas entre os ativos de risco.

09h54

Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se em toda a linha na sessão desta segunda-feira, num dia em que as principais bolsas da região registam ganhos com os investidores a virarem apostas para os ativos de risco.

No dia após a vitória de António José Seguro nas eleições presidenciais, com o , os juros da dívida portuguesa com maturidade a dez anos agravam-se em 0,6 pontos-base para 3,209%.

Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e sobe 0,7 pontos, para 3,225%.

Já os juros da dívida soberana italiana avançam 0,1 pontos, para 3,466%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa sobe 0,6 pontos, para 3,451%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, somam 1,5 pontos, para os 2,855%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, agravam-se em 2,5 pontos-base, para 4,539%, .

09h25

Iene ganha terreno após vitória de Takaichi. Libra recua com incerteza política

Ayaka McGill / Associated Press

O iene está a registar valorizações face ao dólar na sessão desta segunda-feira, após a ter invertido uma sequência de seis dias de perdas para a divisa nipónica, com os investidores a apostarem que os planos orçamentais de Takaichi - que implicam um forte aumento da despesa pública - vão impulsionar o mercado acionista do país.

Nesta linha, o dólar desvaloriza 0,42%, para os 156,560 ienes.

O Partido Liberal Democrático, de Takaichi, garantiu uma maioria de dois terços na Câmara dos Deputados, atingindo o maior número de representantes de um partido no Parlamento do país desde o pós-Segunda Guerra Mundial.

Já o índice do dólar da Bloomberg segue a ceder 0,25%, para os 97,385 pontos, à medida que os “traders” aguardam pela divulgação de importantes dados económicos do lado de lá do Atlântico durante esta semana, inclusive sobre o mercado laboral e a inflação.

Quanto ao Reino Unido, a libra desliza 0,01% em relação à “nota verde” e perde 0,45% face à moeda única, para os 1,146 euros, com a expectativa de novos cortes nas taxas de juro e a incerteza política a pesarem sobre a divisa, depois de Morgan McSweeney, chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, se ter demitido no domingo, afirmando que assumia a responsabilidade por ter aconselhado o líder do Governo a escolher Peter Mandelson como embaixador nos EUA, apesar das suas conhecidas ligações a Jeffrey Epstein.

Face à “nota verde”, o euro valoriza 0,45%, para os 1,187 dólares.

08h55

Ouro volta a negociar acima dos 5 mil dólares por onça. Prata ganha mais de 5%

Mark Baker / Associated Press

O ouro e a prata estão a negociar com ganhos na sessão desta segunda-feira, dando continuação à valorização já registada na última sessão, com um dólar mais fraco a impulsionar a procura por metais preciosos, enquanto os investidores aguardam pela divulgação de novos dados económicos pelos EUA ao longo da semana.

A esta hora, o metal amarelo valoriza 1,18%, para os 5.023,100 dólares por onça. O ouro recuperou cerca de metade das perdas sofridas desde o "sell-off" que afundou os preços dos metais preciosos.

A capacidade dos preços do ouro estabilizarem acima do limiar de 5 mil dólares “será fundamental para determinar se o mercado pode passar de uma recuperação reativa para um avanço mais sustentável”, disse à Bloomberg Ahmad Assiri, analista do Pepperstone Group.

Já a prata ganha 5,37% neste momento, para os 82,015 dólares por onça, após uma subida de quase 10% na sessão de sexta-feira.

Os mercados esperam pelo menos mais dois cortes de 25 pontos-base nas taxas diretoras do lado de lá do Atlântico ao longo de 2026, com o primeiro corte previsto para junho. Nesta linha, a presidente da Reserva Federal de São Francisco, Mary Daly, disse na sexta-feira que acha que mais um ou dois cortes nas taxas de juro podem ser necessários para contrariar a fraqueza do mercado laboral.

Os investidores aguardam agora pela divulgação dos relatórios mensais sobre o emprego e a inflação, conhecidos ao longo desta semana.

08h30

Petróleo desvaloriza com alívio das tensões entre Washington e Teerão

AP / Jeff McIntosh

Os preços do petróleo estão a negociar com desvalorizações de mais de 1% esta manhã, depois de os EUA e o Irão se terem comprometido, durante o fim de semana, a continuar as conversações em torno do programa nuclear de Teerão.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cede 1,26%, para os 62,75 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a recuar 1,22% para os 67,23 dólares por barril. Ambos os índices de referência caíram mais de 2% na semana passada com o abrandamento das tensões entre Washington e Teerão, marcando a primeira queda semanal para os preços do crude em mais de um mês e meio.

Ainda assim, apesar de uma diminuição das tensões entre Washington e Teerão, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão disse no sábado que o país irá responder militarmente caso seja atacado por forças norte-americanas.

Os investidores continuam ainda atentos aos desenvolvimentos nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, sendo que , uma proibição de quaisquer serviços que apoiem as exportações marítimas de petróleo bruto da Rússia, num esforço para tentar reduzir a principal fonte de receita de Moscovo, que ajuda a sustentar a guerra na Ucrânia.

07h54

Vitória expressiva de Takaichi leva bolsas japonesas a máximos. Ásia fecha em alta

Os principais índices asiáticos encerraram a sessão desta segunda-feira em alta, acompanhando o “rally” do final da semana dos Estados Unidos (EUA), com o índice regional MSCI Ásia-Pacífico a fixar um novo máximo histórico, num dia em que valorizou mais de 2%. levou as principais praças do país a atingirem novos recordes e, pela Europa, pinta-se um cenário semelhante, com os futuros do Euro Stoxx 50 a avançarem cerca de 0,3%.

Pelo Japão, o Nikkei pulou 3,89% e atingiu um novo máximo histórico de 57.337,07 pontos, enquanto o Topix ganhou 2,29% e fixou um novo recorde nos 3.825,67 pontos. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – disparou 4,10%, ao passo que o índice de referência de Taiwan (TWSE) valorizou 1,96%. Já pela China, o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 1,72% e o Shanghai Composite somou 1,41%.

A coligação de Takaichi garantiu uma maioria esmagadora nas eleições deste domingo, abrindo caminho para que a primeira-ministra nipónica prossiga com os seus planos orçamentais que implicam um forte aumento da despesa pública. Os setores que deverão beneficiar do plano de gastos “estratégicos” de Takaichi, incluindo o da inteligência artificial, dos semicondutores, computação quântica e defesa, impulsionaram os ganhos dos índices do país asiático na sessão desta segunda-feira.

A vitória de Takaichi “superou em muito” as expectativas iniciais, escreveu à Bloomberg Andrew Jackson, da Ortus Advisors. Nesta linha, cotadas do setor da defesa como a Mitsubishi Heavy Industries (+3,15%), a IHI (+8,67%) e a Kawasaki Heavy Industries (+15,37%) tiveram um forte desempenho nesta segunda-feira, com a última a ser ainda impulsionada por lucros melhores do que o esperado. Noutros movimentos do mercado, o SoftBank Group pulou mais de 6%.

As expectativas de estabilidade política no Japão levaram analistas do JP Morgan a elevar a sua meta para o Nikkei no final do ano de 60 mil pontos para 61 mil.

No que toca à China, Pequim pediu que os bancos do país reduzissem a sua exposição aos títulos do Tesouro dos EUA, citando preocupações como riscos de concentração e a volatilidade do mercado.

E, para já, a recuperação dos ativos de risco parece manter-se, com Mohit Mirpuri, da SGMC Capital, a explicar à agência de notícias financeiras que “vimos [fortes valorizações] nos EUA na sexta-feira, e resultados políticos mais claros no Japão ajudaram a estabilizar o sentimento" dos investidores.

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