Europa termina pintada de verde com Novo Nordisk a disparar mais de 5%
Juros aliviam na Zona Euro. "Gilts" destoam com pressão sobre Starmer
Tempestade política aproxima-se do Reino Unido e deixa libra no centro das atenções
Ouro mantém-se acima dos 5 mil dólares. Prata dispara mais de 6%
Petróleo avança apesar de tensões estarem a arrefecer no Médio Oriente
Wall Street divide-se entre ganhos e perdas com IA a voltar a centrar atenções
Taxas Euribor descem em todos os prazos e prazo mais curto recua para 1,982%
Europa soma ganhos com impulso de mais de 8% da Novo Nordisk
Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro
Iene ganha terreno após vitória de Takaichi. Libra recua com incerteza política
Ouro volta a negociar acima dos 5 mil dólares por onça. Prata ganha mais de 5%
Petróleo desvaloriza com alívio das tensões entre Washington e Teerão
Vitória expressiva de Takaichi leva bolsas japonesas a máximos. Ásia fecha em alta
Europa termina pintada de verde com Novo Nordisk a disparar mais de 5%
As principais praças europeias encerraram a sessão desta segunda-feira pintadas de verde, com vários índices a acelerarem mais de 1%, com o sentimento a ser impulsionado pela grande valorização da Novo Nordisk em bolsa.
O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, acelerou 0,70% para 621,41 pontos, ficando bastante próximo dos máximos históricos atingidos na semana passada, que levaram o índice aos 622,67 pontos. O mais seleto Euro Stoxx 50 conseguiu mesmo alcançar um novo recorde, impulsionado pelas cotadas do setor mineiro que estão a beneficiar de um aumento dos preços dos metais preciosos.
No entanto, o destaque do dia vai mesmo para a Novo Nordisk. A farmacêutica disparou 5,25% para 311 coroas dinamarquesas, depois de a Hims & Hers Health, uma rival norte-americana, ter anunciado que não iria avançar com a venda de uma versão "low-cost" do medicamento Wegovy da farmacêutica norueguesa, após um aviso da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA na sigla em inglês).
O principal índice europeu tem conseguido registar, desde o arranque do ano, um desempenho superior ao dos pares norte-americanos. A menor exposição das praças do Velho Continente ao setor tecnológico explicam esta diferença nas valorizações, numa altura em que o setor enfrenta grandes dúvidas devido aos valores exorbitantes que as grandes empresas pretendem gastar este ano em inteligência artificial.
"A recuperação continua a alargar-se à medida que mais setores cíclicos do mercado lideram o pelotão", explica Stephan Kemper, diretor de estratégia de investimento da BNP Paribas Wealth Management, à Bloomberg.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 1,19%, o espanhol IBEX 35 valorizou 1,40%, o italiano FTSEMIB saltou 2,06%, o francês CAC-40 somou 0,60%, enquanto o neerlandês AEX somou 0,37%. Já o britânico FTSE 100 registou uma subida mais modesta, de 0,16%, numa altura em que a liderança de Keir Starmer está em perigo, depois de o seu chefe de gabinete se ter demitido devido à nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos apesar de serem conhecidas as suas ligações a Jeffrey Epstein.
Juros aliviam na Zona Euro. "Gilts" destoam com pressão sobre Starmer
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro conseguiram reverter a tendência do arranque da sessão e encerraram com alívios, embora sem grandes movimentações. Isto acontece num dia em que as principais praças da região terminaram a negociação pintadas de verde e em que Alemanha e França dirigiram-se ao mercado obrigacionista para emitirem dívida a curto prazo.
A "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, caiu 0,1 pontos-base para 2,839%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade deslizaram 0,4 pontos para 3,441%. Por Itália, os juros das obrigações a dez anos aliviaram em 1,6 pontos para 3,448%.
Pela Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa na maturidade de referência caiu 1 ponto-base para 3,193%, enquanto os juros das obrigações espanholas cederam 0,9 pontos para 3,209%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos negociaram com a tendência inversa, acelerando 1,2 pontos-base 4,526%, numa altura em que a liderança de Keir Starmer está em perigo, depois de o seu chefe de gabinete se ter demitido devido à nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos apesar de serem conhecidas as suas ligações a Jeffrey Epstein.
Tempestade política aproxima-se do Reino Unido e deixa libra no centro das atenções
A libra está a desvalorizar face ao euro mas a recuperar terreno contra o dólar, numa altura em que uma tempestade política se aproxima do Reino Unido com a liderança de Keir Starmer a ser posta em causa. As pressões para o primeiro-ministro resignar têm vindo a crescer e somam-se demissões no número 10 de Downing Street, uma lista que inclui o chefe de gabinete, que abandonou o cargo devido à nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos, apesar de serem conhecidas as suas ligações a Jeffrey Epstein.
A esta hora, a divisa britânica acelera 0,44% para 1,3671 dólares, enquanto o euro ganha 0,29% para 0,8706 libras, com a moeda do Reino Unido a atingir mínimos de quase três semanas esta segunda-feira face à moeda comum europeia. A saga Epstein promete continuar a deixar Starmer sob pressão, principalmente numa altura em que se aproximam eleições locais e várias figuras do Partido Trabalhista pedem a demissão do primeiro-ministro.
"Se houver uma mudança no primeiro-ministro, o substituto provavelmente será do campo mais à esquerda esquerda [do partido], o que pesaria sobre a moeda e os juros das obrigações a longo prazo”, explica Mohit Kumar, economista-chefe e estrega para a Europa do Jefferies, à Bloomberg. Tanto Starmer, como a ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, têm cumprido as regras orçamentais e os investidores mostram-se receosos que um governo mais à esquerda possa desestabilizar ainda mais as contas públicas.
A libra está ainda a sofrer o impacto relativo ao posicionamento do Banco de Inglaterra face às taxas de juro. Após a reunião da semana passada, o presidente da autoridade monetária indicou um possível corte para a próxima reunião, que se realizará em março, numa altura em que a inflação se tem demonstrado mais difícil de conter do que era previsto inicialmente. Já o Banco Central Europeu deve manter as taxas de juro inalteradas.
O euro acelera 0,74% para 1,1903 dólares, num dia em que a Bloomberg noticiou que as autoridades chinesas pediram às instituições financeiras do país para reduzirem a exposição às "Treasuries", ou seja, dívida norte-americana, citando preocupações relativamente a riscos de concentração e de elevada volatilidade no mercado.
Ouro mantém-se acima dos 5 mil dólares. Prata dispara mais de 6%
O ouro está a conseguir manter-se acima do nível dos 5 mil dólares esta segunda-feira, impulsionado pelo retorno dos "dip buyers" - investidores que aproveitam desvalorizações recentes para reforçar posições - ao mercado, bem como por um reforço dos cofres do banco central chinês pelo 15.º mês consecutivo. A corrida ao ouro por parte dos países, principalmente numa altura em que se desfazem de ativos norte-americanos devido às políticas de Donald Trump, tem sido uma das principais responsáveis pelo "rally" do metal precioso nos últimos anos.
A esta hora, o ouro avança 1,51% para 5.039,45 dólares por onça, tendo já recuperado quase metade das perdas desde que afundou após atingir máximos históricos a 29 de janeiro. Para Ahmad Assiri, analista da Pepperstone Group, a estabilidade do metal amarelo acima do nível dos 5 mil dólares será "fundamental para determinar se o mercado pode passar de uma recuperação reativa para um avanço mais sustentável".
O metal precioso pode, para já, contar com a China para continuar a negociar acima desta marca. O banco central do país já anunciou que vai continuar a reforçar os seus cofres com ouro, embora em pequena escala, de forma a não provocar ainda mais volatilidade nos preços. Esta segunda-feira, os reguladores chineses pediram às instituições financeiras do país para reduzirem a exposição a dívida norte-americana, de forma a diversificarem o risco de mercado.
Na prata, as movimentações têm sido mais violentas. O metal precioso está a acelerar mais de 6% esta segunda-feira, tocando nos 82,76 dólares por onça, isto depois de ter vivido sessões de grande volatilidade que levaram a matéria-prima a registar o seu pior dia de sempre. Além dos fatores que pressionaram o ouro, onde se inclui uma recuperação do dólar após a nomeação de Kevin Warsh como presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, a falta de liquidez do mercado tem agravado as oscilações da prata.
Petróleo avança apesar de tensões estarem a arrefecer no Médio Oriente
O barril de petróleo conseguiu inverter a tendência com que arrancou a sessão desta segunda-feira e está agora a negociar em território positivo, recuperando ligeiramente da queda de quase 4% registada na semana passada. O movimento acontece apesar dos desenvolvimentos nas conversações entre EUA e Irão, que conseguiram afastar, para já, os receios de disrupções no abastecimento global de crude.
A esta hora, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 0,71%, para os 64,01 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,75% para os 68,53 dólares por barril. Tanto Teerão como Washington comprometeram-se a continuar negociações, com o regime iraniano a descrever as conversações como um "passo em frente".
Donald Trump, Presidente dos EUA, já indicou que uma nova ronda de negociações iria começar em breve, embora não tenha especificado quando poderá acontecer. A administração norte-americana acusa o Irão de estar a preparar-se para desenvolver armas nucleares - uma acusação que Teerão tem vindo a rejeitar veementemente. Apesar de o encontro da passada sexta-feira ter sido descrito como positivo, o líder da maior economia do mundo decidiu anunciar tarifas de 25% contra países que continuem a manter relações comerciais com o país do Médio Oriente.
"Uma menor atenção dedicada ao Irão acarreta o risco de o discurso voltar a centrar-se no excesso de oferta [de crude no mercado], o que poderia fazer com que os preços voltassem a cair para os 60 dólares", explica Ole Hansen, diretor de estratégia de "commodities" do Saxo Bank, à Bloomberg. "Os preços precisam de ventos favoráveis no plano geopolítico para atingirem os 70 dólares", acrescenta.
A dar alguma força aos preços do petróleo está a proposta da Comissão Europeia para alargar as sanções contra a Rússia. O novo pacote abrange os setores da energia, finanças e comércio e propõe a proibição total de serviços marítimos para o petróleo bruto russo e na inclusão de mais navios na lista da chamada "frota fantasma". No entanto, a proposta ainda tem de ter a aprovação dos Estados-membros.
Wall Street divide-se entre ganhos e perdas com IA a voltar a centrar atenções
Os principais índices norte-americanos arrancaram a semana divididos entre ganhos e perdas, após uma série de sessões marcadas por grande turbulência devido ao aumento de receios de que uma "bolha" nas ações ligadas à inteligência artificial (IA) possa estar a ficar cada vez maior. Com as grandes tecnológicas a planearem investimentos de 660 mil milhões de dólares na tecnologia só este ano, os investidores estão preocupados que esta quantia desembolsada não tenha retorno no curto prazo.
O S&P 500 arrancou a sessão a valorizar 0,06% para 6.936,26 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,17% para 23.070,90 pontos. Já o industrial Dow Jones cede 0,31% para 49.959,49 pontos. Estes movimentos surgem como correção do "rally" registado na sexta-feira, quando os três principais índices aceleraram mais de 2%, naquele que foi o melhor dia para Wall Street desde maio do ano passado e que levou o Dow Jones a ultrapassar pela primeira vez a marca de 50 mil pontos.
"Esperamos que as oscilações continuem até termos maior visibilidade sobre a monetização da IA, bem como sobre a trajetória das taxas da Reserva Federal", explica Desmond Tjiang, diretor de investimentos em ações da BEA Union Investment, à Bloomberg. No campo da política monetária, os investidores vão estar atentos às intervenções públicas de Christopher Waller, Stephen Miran e do presidente da Fed de Atlanta, Raphael Bostic, à procura de pistas sobre quando poderá acontecer o próximo corte nos juros diretores - com os mercados a apontarem para junho.
Olhando para as tecnológicas, o próximo grande teste à sustentabilidade das avaliações multimilionárias que as grandes empresas detêm virá com os resultados trimestrais da Nvidia. A cotada mais valiosa do mundo revela contas no final do mês - a última das "Sete Magníficas" - e, mais do que a evolução dos lucros, os investidores vão estar atentos ao crescimento no investimento em IA previsto para este ano.
Em foco esta semana estará o relatório da criação de emprego de janeiro na quarta-feira, que foi adiado depois de um "shutdown" parcial ter paralisado o governo norte-americano durante alguns dias, além de uma nova leitura de inflação na sexta-feira relativa ao mês passado. Estes dados são essenciais para os investidores e a própria Fed avaliarem o equilíbrio das taxas de juro com o mercado laboral e a evolução dos preços.
Entre as principais movimentações de mercado, a Eli Lilly acelera 2,89% após a rival Hims & Hers ter cancelado o lançamento de um medicamento para a obesidade que seria vendido a apenas 49 dólares - um valor bastante inferior aos preços do mercado -, depois de um aviso da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA. A Novo Nordisk, fabricante do medicamento Wegovy, já tinha processado a Hims & Hers por violação de patente.
Taxas Euribor descem em todos os prazos e prazo mais curto recua para 1,982%
A taxa Euribor desceu esta segunda-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira e no prazo mais curto manteve-se abaixo de 2% pela segunda vez desde 6 de novembro.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 1,982%, continuou abaixo das taxas a seis (2,132%) e a 12 meses (2,222%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu, ao ser fixada em 2,132%, menos 0,020 pontos do que na sexta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.
No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor baixou, para 2,222%, menos 0,005 pontos do que na sessão anterior.
A Euribor a três meses também recuou e, pela segunda vez desde 06 de novembro, situou-se em menos de 2%, ao ser fixada em 1,982%, menos 0,017 pontos do que na sexta-feira.
Na quinta-feira, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses. Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa soma ganhos com impulso de mais de 8% da Novo Nordisk
Os principais índices europeus estão a negociar com ganhos em praticamente toda a linha, seguindo a tendência já registada pela Ásia, à medida que os investidores mostram um maior apetite por ativos de risco, influenciados, também, pela recuperação das principais praças bolsistas dos EUA na sexta-feira após uma semana de forte volatilidade para os mercados.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,26%, para os 618,72 pontos, aproximando-se novamente do máximo histórico de 622,67 pontos atingido no passado dia 3 de fevereiro.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,36%, o espanhol IBEX 35 avança 0,74%, o italiano FTSEMIB valoriza 1,12%, o francês CAC-40 soma 0,03%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,26%. Já o neerlandês AEX cede 0,06%.
Entre os movimentos do mercado, a Novo Nordisk pula mais de 8% - e recupera terreno depois de fortes perdas na semana passada -, depois de a concorrente norte-americana Hims & Hers Health ter anunciado que não iria avançar com a venda de uma versão "low-cost" do medicamento Wegovy da farmacêutica norueguesa, após um aviso da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA na sigla em inglês). Já o UniCredit pula mais de 6%, com os mercados a reagirem ao anúncio da instituição financeira italiana, que divulgou que planeia devolver cerca de 50 mil milhões de euros aos investidores até 2030.
Entre os setores, o dos recursos naturais (+0,66%) lidera os ganhos, seguido pelos da saúde (+0,64%) e tecnologia (+0,63%). Por outro lado, o dos bens domésticos (-0,51%) e o setor do retalho (-0,47%) registam as perdas mais expressivas.
Nesta medida, “a recuperação [dos índices europeus] continua a alargar-se", disse à Bloomberg Stephan Kemper, do BNP Paribas Wealth Management. E isto depois de na semana passada as preocupações em torno dos investimentos de grandes tecnológicas em inteligência artificial terem levado a perdas expressivas entre os ativos de risco.
Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se em toda a linha na sessão desta segunda-feira, num dia em que as principais bolsas da região registam ganhos com os investidores a virarem apostas para os ativos de risco.
No dia após a vitória de António José Seguro nas eleições presidenciais, com o novo Presidente a prometer que não será contrapoder nem abrirá crises, os juros da dívida portuguesa com maturidade a dez anos agravam-se em 0,6 pontos-base para 3,209%.
Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e sobe 0,7 pontos, para 3,225%.
Já os juros da dívida soberana italiana avançam 0,1 pontos, para 3,466%.
Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa sobe 0,6 pontos, para 3,451%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, somam 1,5 pontos, para os 2,855%.
Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, agravam-se em 2,5 pontos-base, para 4,539%, depois de o chefe de gabinete de Keir Starmer ter apresentado demissão devido à nomeação de Mandelson apesar de ligações a Epstein.
Iene ganha terreno após vitória de Takaichi. Libra recua com incerteza política
O iene está a registar valorizações face ao dólar na sessão desta segunda-feira, após a vitória expressiva de Sanae Takaichi nas eleições legislativas do Japão ter invertido uma sequência de seis dias de perdas para a divisa nipónica, com os investidores a apostarem que os planos orçamentais de Takaichi - que implicam um forte aumento da despesa pública - vão impulsionar o mercado acionista do país.
Nesta linha, o dólar desvaloriza 0,42%, para os 156,560 ienes.
O Partido Liberal Democrático, de Takaichi, garantiu uma maioria de dois terços na Câmara dos Deputados, atingindo o maior número de representantes de um partido no Parlamento do país desde o pós-Segunda Guerra Mundial.
Já o índice do dólar da Bloomberg segue a ceder 0,25%, para os 97,385 pontos, à medida que os “traders” aguardam pela divulgação de importantes dados económicos do lado de lá do Atlântico durante esta semana, inclusive sobre o mercado laboral e a inflação.
Quanto ao Reino Unido, a libra desliza 0,01% em relação à “nota verde” e perde 0,45% face à moeda única, para os 1,146 euros, com a expectativa de novos cortes nas taxas de juro e a incerteza política a pesarem sobre a divisa, depois de Morgan McSweeney, chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, se ter demitido no domingo, afirmando que assumia a responsabilidade por ter aconselhado o líder do Governo a escolher Peter Mandelson como embaixador nos EUA, apesar das suas conhecidas ligações a Jeffrey Epstein.
Face à “nota verde”, o euro valoriza 0,45%, para os 1,187 dólares.
Ouro volta a negociar acima dos 5 mil dólares por onça. Prata ganha mais de 5%
O ouro e a prata estão a negociar com ganhos na sessão desta segunda-feira, dando continuação à valorização já registada na última sessão, com um dólar mais fraco a impulsionar a procura por metais preciosos, enquanto os investidores aguardam pela divulgação de novos dados económicos pelos EUA ao longo da semana.
A esta hora, o metal amarelo valoriza 1,18%, para os 5.023,100 dólares por onça. O ouro recuperou cerca de metade das perdas sofridas desde o "sell-off" que afundou os preços dos metais preciosos.
A capacidade dos preços do ouro estabilizarem acima do limiar de 5 mil dólares “será fundamental para determinar se o mercado pode passar de uma recuperação reativa para um avanço mais sustentável”, disse à Bloomberg Ahmad Assiri, analista do Pepperstone Group.
Já a prata ganha 5,37% neste momento, para os 82,015 dólares por onça, após uma subida de quase 10% na sessão de sexta-feira.
Os mercados esperam pelo menos mais dois cortes de 25 pontos-base nas taxas diretoras do lado de lá do Atlântico ao longo de 2026, com o primeiro corte previsto para junho. Nesta linha, a presidente da Reserva Federal de São Francisco, Mary Daly, disse na sexta-feira que acha que mais um ou dois cortes nas taxas de juro podem ser necessários para contrariar a fraqueza do mercado laboral.
Os investidores aguardam agora pela divulgação dos relatórios mensais sobre o emprego e a inflação, conhecidos ao longo desta semana.
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