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Ao minuto06.01.2026

Mais um dia, mais um recorde para o Stoxx 600. Novo Nordisk salta 5%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.

Stoxx 600 registou novos recordes
Stoxx 600 registou novos recordes Peter Dejong/AP
06 de Janeiro de 2026 às 17:36
06.01.2026

Mais um dia, mais um recorde para o Stoxx 600. Novo Nordisk salta 5%

bolsa europa euronext traders operadores

As ações europeias registaram mais uma sessão de ganhos, com o índice de referência para o bloco a atingir um novo recorde acima dos 600 pontos, numa altura em que os investidores continuam a apostar as fichas no setor da defesa e da mineração, depois do ataque dos EUA à Venezuela. 

O Stoxx 600 subiu 0,58% para 605,28 pontos, um novo máximo histórico, impulsionado pelos setores das matérias primas (+2,23%) e da saúde (+2,96%). O setor das "utilities" também puxou pelos ganhos, ao valorizar 1,17%. 

Quanto aos resultados por praça, o espanhol IBEX 35 somou 0,19%, o francês CAC-40 subiu 0,32%, o britânico FTSE 100 disparou 1,18% e o neerlandês AEX pulou 0,66%. Apenas o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,2%. 

Em destaque estiveram as ações da Novo Nordisk, que saltaram 5% numa altura em que a empresa e os investidores estão otimistas em relação à versão em comprimido da sua vacina contra a obesidade, que começou a ser vendida nos EUA esta semana. As ações da farmacêutica acumulam já uma subida de 12% neste ano, após uma queda de 48% em 2025.

As ações das empresas de mineração também valorizaram, à boleia dos recordes do cobre, enquanto as ações da banca e dos serviços financeiros tiveram um desempenho inferior.

Os estrategas do Goldman Sachs antecipam que as ações europeias recebam um impulso este ano de investidores que procurem diversificar a sua carteira de investimentos em relação ao mercado norte-americano. O banco norte-americano reviu em alta a meta para o índice pan-europeu Stoxx 600 para 625 pontos, um salto de cerca de 3% em relação ao fecho desta terça-feira. Ainda assim, há receio de que a subida do "benchmark" possa ser de curta duração, até porque já está no nível de sobrecompra mais alto desde fevereiro.

E os analistas deixam um alerta: "Quando os mercados e as ações de tecnologia sobem com esta notícia, geralmente é um mau sinal para o mês seguinte”, disse Joachim Klement, estratega da Panmure Liberum.

Noutros movimentos empresariais, a InPost disparou mais de 28% depois de a empresa polaca de cacifos para encomendas ter recebido uma proposta de aquisição por parte de uma empresa, que não foi identificada.

A EssilorLuxottica valorizou 5,24%, após a parceira Meta sinalizar uma procura elevada pelos óculos inteligentes.

As ações da Adidas caíram 3,86% depois de os analistas do Bank of America reverem em baixa a recomendação da retalhista, prevendo uma desaceleração significativa no crescimento.

06.01.2026

Inflação em queda dá alívio aos juros da Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão desta terça-feira com alívios, num dia em que foram divulgadas leituras provisórias da inflação na Alemanha e em França, que apontam para uma desaceleração de preços com uma maior magnitude do que era antecipado. 

Enquanto, na Alemanha, a inflação caiu de 2,2% para 1,8% em dezembro contra as expectativas dos analistas de 2%, em França o movimento foi idêntico, com os preços a desacelerarem de 0,9% para 0,8% em termos homólogos. Os dados referentes à Zona Euro, no mês passado ainda composta por apenas 20 países antes da entrada da Bulgária, vão ser publicados na quarta-feira e a queda da inflação nas duas maiores economias do bloco aponta para uma queda superior ao previsto. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a referência para a Zona Euro, recuaram 2,8 pontos base para 2,840%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cederam 1,9 pontos para 3,552% e a das obrigações italianas caíram 3,5 pontos para 3,531%. 

Pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa também a dez anos deslizaram 2,5 pontos base para 3,133%, enquanto a "yield" das obrigações espanholas perdeu 2,9 pontos para 3,269%. 

Fora da Zona Euro, a tendência manteve-se no Reino Unido, com os juros das "Gilts" a cederem 2,5 pontos base para 4,479%. Já nos EUA, assiste-se à movimentação oposta, com a "yield" das "Treasuries" a acelerarem 2,2 pontos para 4,183%. 

06.01.2026

Inflação pressiona euro. Dólar avança com Fed a dar sinais mistos

O euro está a negociar em território negativo face ao dólar esta terça-feira, pressionado por uma inflação mais baixa do que era antecipado nas duas maiores economias da Zona Euro, que solidifica as expectativas dos investidores de que o Banco Central Europeu não vai mexer nas taxas de juro este ano. 

A esta hora, a moeda única europeia recua 0,23% para 1,1695 dólares, enquanto a libra cede 0,27% para 1,3505 dólares - com os mercados à anteciparem que a inflação britânica poderá seguir o mesmo caminho. Já a "nota verde" avança 0,23% para 156,71 ienes, deixando a divisa nipónica abaixo do habitual nível de intervenção do Banco do Japão. 

A inflação na Alemanha, o motor económico da Zona Euro, caiu para 1,8% em dezembro em termos homólogos, um valor que compara com os 2,3% registados no mês anterior. A desaceleração nos preços foi superior à antecipada pelos analistas, que apontavam para os 2% - e o mesmo acabou por acontecer em França, onde a inflação caiu para os 0,8%. 

Do outro lado do Atlântico, o presidente da Reserva Federal (Fed) de Richmond, Tom Barkin, afirmou que as taxas de juro norte-americanas vão ter de ser "ajustadas com precisão" aos próximos dados económicos, considerando os riscos para as metas de inflação e desemprego definidas pelo banco central. Já o governador Stephen Miran, cujo mandato termina este mês, defende um corte agressivo nos juros diretores este ano para dar espaço para a economia continuar a crescer. 

O mercado de "swaps" vê uma probabilidade de 80% da Fed deixar as taxas de juro inalteradas na próxima reunião, que se realiza entre 27 e 28 de janeiro. O primeiro corte de 25 pontos base deve vir apenas em abrll ou junho e, neste momento, os investidores não preveem mais do que dois alívios dessa magnitude este ano. 

06.01.2026

Incerteza na Venezuela e dados económicos dão força ao ouro

ouro

O ouro continua a ganhar terreno a beneficiar do seu papel como ativo-refúgio, com os investidores a acompanharem de perto os desenvolvimentos da detenção de Nicolás Maduro pelos EUA, ao mesmo tempo que esperam uma enchente de dados económicos que vão medir o pulso ao mercado de trabalho norte-americano. 

O metal amarelo sobe 0,98% para 4.489,93  dólares por onça, após uma valorização de quase 3% na sessão anterior, aproximando os preços do recorde de 26 de dezembro, de 4.549,92 dólares.

A incerteza paira sobre o futuro da governação do país sul-americano, isto depois de os EUA terem reiterado que pretendem liderar a Venezuela. Para já, Delcy Rodríguez assume a posição de presidente interina. 

Mas o foco do mercado está nos dados sobre a criação de emprego e taxa de desemprego nos EUA em dezembro, divulgados esta sexta-feira. Os analistas antecipam mais 60.000 novos empregos em dezembro, uma ligeira queda em relação aos 64.000 do mês anterior. Caso estes números se confirmem, o relatório deverá cimentar as apostas dos investidores num corte das taxas de juro pela Reserva Federal (Fed), que reúne a 28 de janeiro. 

Esta segunda-feira, o presidente da Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que as taxas podem estar a aproximar-se do "nível neutro" para a economia dos EUA. 

Os grandes bancos norte-americanos continuam a rever em alta as suas perspetivas para os preços do metal amarelo. O Morgan Stanley apontou para os 4.800 dólares por onça até ao quarto trimestre deste ano, citando a queda das taxas de juros, as mudanças na presidência da Fed e as compras robustas por parte do banco central e de fundos de investimento. No mês passado, o Goldman Sachs já tinha subido a parada e apontou para 4.900 dólares, "com riscos de valorização".

Noutros metais, a prata é levada na onda de otimismo e dispara 5,41% para 80,719 dólares por onça, a platina soma 7,73% para 2.420 dólares e o paládio soma 7,87% para 1.858 dólares. Já o cobre, que atingiu hoje um novo recorde nos 13.387,50 dólares, está agora a negociar nos 12.991,5 dólares.

 

06.01.2026

Petróleo desliza com investidores a avaliarem futuro da Venezuela

Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer

O barril de petróleo está a negociar em território negativo, numa sessão marcada por grande instabilidade, após a subida de quase 2% na sessão anterior, na sequência de uma intervenção militar dos EUA na Venezuela, que culminou com a captura do Presidente Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores. 

"É prematuro avaliar o impacto da captura de Nicolás Maduro no equilíbrio [do mercado] petrolífero. O que parece óbvio, no entanto, é que o abastecimento de crude será suficiente em 2026, com ou sem um aumento na produção do membro da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP)", explica Tamas Varga, o analista da PVM Oil, à Reuters, referindo-se à Venezuela. 

A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – recua 0,82%, para os 57,84 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,70% para os 61,33 dólares por barril. Os dois "benchmarks" arrancaram o dia em baixa, chegaram a subir quase 1% e estão agora a negociar novamente no vermelho. 

De acordo com as agências internacionais, a administração Trump está a planear encontrar-se com uma série de executivos de petrolíferas norte-americanas esta semana, de forma a discutir o futuro do petróleo venezuelano. O país tem as maiores reservas de crude do mundo - cerca de 303 mil milhões de barris -, mas a infraestrutura para a sua extração está bastante debilitada e reerguer o setor obrigaria a grandes investimentos. 

Neste momento, o país produz cerca de 1,1 milhões de barris por dia e a consultora norueguesa Rystad Energy prevê que, nos próximos dois a três anos, a Venezuela só consiga produzir mais 300 mil barris por dia, caso o investimento norte-americano no setor seja limitado. 

Noutro ponto de foco geopolítico, e depois de, no ano passado, Donald Trump ter tentado convencer a Índia a parar de importar crude russo, a Reliance Industries - uma das maiores empresas do país - revelou que não espera receber qualquer petróleo da nação liderada por Vladimir Putin em janeiro. Caso aconteça, as importações indianas de crude russo podem cair para mínimos de vários anos. 

06.01.2026

Wall Street sem rumo à espera de dados do trabalho dos EUA

wall street bolsa mercados traders

As bolsas norte-americanas arrancaram a sessão divididas entre ganhos e perdas, enquanto os investidores seguem atentos ao conflito que opõe Venezuela e os EUA, bem como esperam por novos dados sobre o mercado de trabalho da maior economia do mundo para obter mais pistas sobre qual será a próxima decisão de política monetária da Reserva Federal. 

“Estamos a aguardar pelos dados”, disse Emilie Tetard, estratega da Natixis, à Bloomberg. “Antes desses dados, como a incerteza macroeconómica é maior nos EUA do que no resto do mundo, é um bom momento para implementar a diversificação", acrescentou.

O S&P 500 abriu a avançar 0,14% para 6.911,81 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite sobe 0,3% para 23.465,81 pontos e o industrial Dow Jones, que na sessão anterior bateu um novo recorde, recuava 0,05% na abertura para 48.954,47 pontos. Este índice está a apenas 2% de ultrapassar os 50 mil pontos. 

Até agora, os investidores em ações têm mostrado indiferença em relação às tensões na Venezuela. Ainda assim, com a detenção de Nicolás Maduro, que levou a que os EUA tomassem conta das reservas petrolíferas do país, os investidores acreditam que as empresas americanas possam ter acesso a estas reservas de "ouro negro", as maiores do mundo e a maior fonte de receita de Caracas. A Administração Trump disse que já está a planear reunir-se com os executivos de empresas petrolíferas ainda esta semana para discutir o aumento da produção na Venezuela.

"Seria necessário um grande reequipamento para preparar estes produtores de refinação e distribuição para este tipo de petróleo bruto. Isto poderia ser feito e provavelmente será. Quanto tempo levará, quanto investimento será necessário e quem fará esse investimento ainda são as grandes questões", disse Mark Malek, diretor de investimentos da Siebert Financial, à Reuters.

Esta terça-feira, as ações da Schlumberger, a maior empresa prestadora de serviços de petróleo do mundo, sobem 0,5%. Já as da Exxon Mobile cedem 0,55% e as da Chevron caem 0,76%. A ConocoPhillips ganha 0,4%.

O foco continua a estar nas ações ligadas à inteligência artificial: a Nvidia, por exemplo, soma 1,32% após se ter mostrado otimista em relação ao lançamento do seu mais recente processador, o Rubin. Já a Advanced Micro Devices anunciou um novo semicondutor para aplicar em centros de dados corporativos, de forma a abalar o domínio da Nvidia, mas as ações cedem 1,5%.

O mercado aguarda pelos dados económicos dos EUA. Esta sexta-feira será divulgado o relatório da criação de emprego, que ajudarão a moldar as expectativas em relação às taxas de juros. 

Noutros movimentos de mercado, a Vistra salta quase 5% após o anúncio de um acordo para comprar a Cogentrix Energy, da Quantum Capital Group, por cerca de 4,7 mil milhões de dólares.

A Microchip Technology dispara 7,7% depois de ter revisto em alta as expectativas para as vendas do terceiro trimestre. 

06.01.2026

Cobre atinge novo recorde e fixa-se perto dos 13.400 dólares por tonelada

cobre

O cobre voltou a fixar novos máximos históricos nesta terça-feira, com os futuros para entrega a três meses no mercado londrino a subirem mais de 3% e a atingirem os 13.387,50 dólares por tonelada, prolongando a forte recuperação do metal que se tem registado nos últimos tempos.

O metal industrial, com grande procura por parte da construção, engenharia elétrica e mecânica, urbanização e bens de consumo – e cada vez mais usado também na infraestrutura de inteligência artificial (IA) e na defesa – está a beneficiar de vários fatores e o receio de escassez da oferta é um deles, acumulando já uma valorização de mais de 20% desde o final de novembro. .

As expectativas de que a Administração Trump possa vir a introduzir uma tarifa sobre o “metal vermelho” tem levado a um forte aumento dos inventários de cobre nos EUA, levando a preocupações com a oferta no resto do mundo.

Nesta linha, a Bloomberg avança que Trump terá pedido ao Departamento do Comércio norte-americano que apresente uma atualização sobre os mercados de cobre dos EUA até o final de junho deste ano, altura em que se espera uma decisão sobre a possível imposição de tarifas para o metal. Isto depois de o Presidente norte-americano ter no ano passado isentado o cobre de taxas alfandegárias.

06.01.2026

Taxa Euribor desce a três meses, mantém-se a seis e sobe a 12 meses

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A taxa Euribor desceu esta terça-feira a três meses, manteve-se a seis e subiu a 12 meses em relação a segunda-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,026%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,104%) e a 12 meses (2,226%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, manteve-se, ao ser fixada de novo em 2,104%.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a outubro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,5% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,75% e 25,25%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu, para 2,261%, mais 0,006 pontos do que na sessão anterior.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses baixou, para 2,026%, menos 0,008 pontos do que na segunda-feira.

Em relação à média mensal da Euribor de dezembro, esta voltou a subir a três, a seis e a 12 meses, mas de forma mais acentuada no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em dezembro subiu 0,006 pontos para 2,048% a três meses e 0,008 pontos para 2,139% a seis meses. A 12 meses, a média mensal da Euribor avançou 0,050 pontos para 2,267%.

Na reunião de 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 04 e 05 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

06.01.2026

Inflação em França desce uma décima em dezembro e situa-se em 0,8%

Macron encontra-se com Attal para discutir políticas

A inflação em França diminuiu uma décima em dezembro e situou-se em 0,8%, de acordo com a estimativa provisória divulgada esta terça-feira pelo Instituto de Estatística francês (INSEE).

O INSEE explicou esta desaceleração com a diminuição dos preços da energia (-6,8%), em particular dos produtos petrolíferos.

Segundo as estimativas, os preços dos alimentos deverão acelerar (+1,7%), sobretudo os dos produtos frescos, enquanto a inflação homóloga dos produtos manufaturados deverá diminuir a um ritmo menos sustentado face a novembro (-0,4%), enquanto a dos serviços (2,2%) e a do tabaco (4,1%) evoluirá ao mesmo ritmo que no mês anterior.

Quanto ao índice de preços no consumidor harmonizado, utilizado para comparações entre os membros da União Europeia (UE), na inflação homóloga prevê-se um aumento de 0,7% em dezembro de 2025 em França, após os 0,8% registados em novembro.

06.01.2026

Europa negoceia dividida e Stoxx 600 ultrapassa os 600 pontos pela primeira vez. Adidas afunda 7%

Os principais índices europeus negoceiam sem tendência definida esta manhã, com o início da sessão a ser marcado por novos recordes do “benchmark” do Velho Continente e do índice de referência britânico, à medida que as empresas do setor mineiro centram atenções já que o cobre voltou a fixar novos máximos históricos.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – avança neste momento 0,15%, para os 602,64 pontos, depois de ter fixado esta manhã um novo máximo histórico nos 604,12 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,04%, o espanhol IBEX 35 cai 0,10%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,20%, o francês CAC-40 cede 0,64%, o britânico FTSE 100 ganha 0,54% e fixa um novo recorde nos 10.066,68 pontos, ao passo que o neerlandês AEX perde 0,21%.

As ações europeias ultrapassaram os 600 pontos pela primeira vez na segunda-feira, com os investidores a virarem as suas apostas para as ações do setor da defesa e mineração após o ataque dos EUA à Venezuela. O otimismo em relação ao crescimento económico da região e os ganhos das tecnológicas também estão a contribuir contribuíram para os ganhos. “O início do mercado no novo ano está a mostrar sinais de exuberância, particularmente no setor tecnológico”, disse á Bloomberg Joachim Klement, da Panmure Liberum.

Nesta linha, cotadas do setor da defesa continuam a beneficiar do apetite dos investidores depois de ontem já terem registado fortes ganhos. A Rheinmetall, por exemplo, já soma mais de 1%, seguida de perto pela Thales (+0,65%) e Leonardo (+0,26%), que também valorizam, ainda que de forma menos expressiva.

Entre os setores, o da saúde (+1,55%) lidera os ganhos, seguido pelo do petróleo e gás (+0,97%). Por outro lado, o dos bens domésticos (-0,80%) regista as maiores perdas.

Entre os movimentos do mercado, a Adidas afunda quase 7% neste momento, após analistas do Bank of America terem revisto em baixa a classificação das ações da fabricante de vestuário desportivo, citando um menor crescimento da empresa.

06.01.2026

Juros da dívida soberana da Zona Euro sobem em dia de bateria de indicadores económicos

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro estão a agravar-se em toda a linha, num dia em que são esperados dados sobre a inflação nas duas maiores economias da Zona Euro e a escalada geopolítica na Venezuela continua a marcar a atualidade. 

Os juros das "Bunds" alemãs, com maturidade a dez anos e que servem de referência para a Zona Euro, estão a subir 1,4 pontos-base para 2,882%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade está a avançar 2,3 pontos para 3,593%. Os analistas antecipam que a inflação na Alemanha tenha abrandado de 2,3% para 2% em dezembro, enquanto em França é esperado que a subida da inflação se tenha mantido nos 0,9% em dezembro.

Pela Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas está a registar um agravamento de 1,5 pontos base para 3,174%, enquanto as obrigações espanholas a dez anos estão a subir 1,4 pontos para 3,312%.

Esta terça-feira, vão ser ainda conhecidos os índices dos gestores de compras (PMI) da Zona Euro, que vão permitir "medir o pulso" à atividade económica do bloco. 

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, sobem 2,6 pontos-base, para 4,530%.


06.01.2026

Dólar perde terreno pressionado por dados económicos

dólar

O dólar segue a perder terreno nesta terça-feira, à medida que o nervosismo do mercado em relação à ação militar dos EUA na Venezuela diminui, com comentários “dovish” de membros da Fed a estimularem apostas num novo corte de juros por parte do banco central.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – recua 0,06%, para os 98,211 pontos.

O dólar recua após ter atingido na sessão de segunda-feira o seu nível mais alto em cerca de um mês, já que a atividade industrial dos EUA contraiu mais do que o esperado em dezembro e caiu para o nível mais baixo em 14 meses.

Além disso, comentários do governador da Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, que disse à CNBC que vê um risco de que a taxa de desemprego possa “disparar”, pressionaram ainda mais a “nota verde”.

A esta hora, o dólar segue a perder 0,09%, para os 156,240 ienes, depois de um leilão de títulos do Governo japonês com maturidade a 10 anos ter atraído uma procura em linha com a média do ano passado.

Por cá, a moeda única valoriza 0,14%, para os 1,174 dólares, enquanto a libra segue a mesma tendência e avança 0,09%, para os 1,355 dólares.

06.01.2026

Incerteza na Venezuela continua a dar força ao ouro. Prata sobe pelo terceiro dia consecutivo

O ouro continua a subir esta terça-feira, depois de ter disparado mais de 2% com a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Os investidores estão agora a aguardar por uma série de dados económicos importantes nos Estados Unidos, com destaque para o relatório do emprego relativo a dezembro, divulgado no final da semana.

Por volta das 08:15 horas, o ouro estava a subir 0,27%, para 4.461,06 dólares por onça. O metal precioso tem estado a negociar muito perto dos 4.460 dólares por onça, beneficiando da incerteza geopolítica provocada pela situação na Venezuela. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos planeiam “governar” o país, mas Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina e exige a libertação de Maduro.

Por ser um ativo de refúgio, o ouro beneficiou dessa escalada de tensão na Venezuela, mas os analistas antecipam que esse impacto positivo será “limitado”, a menos que as tensões na Venezuela aumentem ainda mais.

Já a prata está a subir pelo terceiro dia consecutivo. Às 08:15 horas, estava a valorizar 1,63% para 77,91 dólares por onça.

06.01.2026

Galp puxa pela bolsa de Lisboa após revisão em alta do Morgan Stanley

Euronext Lisbon, bolsa de Lisboa

bolsa de Lisboa começa a sessão desta terça-feira em alta, contrariando, às 08:14 horas, a tendência das congéneres europeias, que negociavam com perdas. O PSI avança 0,30% para os 8.494,76 pontos, depois de já ter . O destaque vai para a Galp, que avança 1,66% para os 14,965 euros por título. Leia a notícia completa .

06.01.2026

Petróleo recua com "traders" a prever excesso de oferta para este ano

Petróleo.

Os preços do petróleo seguem a negociar com perdas nesta terça-feira, com os “traders” a pesarem as perspetivas de uma oferta global que supera a procura, à medida que avaliam um possível aumento na produção de petróleo venezuelano após a captura de Nicolás Maduro.

O WTI - de referência para os EUA – recua 0,62%, para os 57,96 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,63% para os 61,38 dólares por barril.

A resposta dos preços do petróleo a recentes eventos geopolíticos, como a ação militar dos EUA na Venezuela e os ataques contínuos à infraestrutura energética russa, tem sido moderada, sugerindo que as preocupações relacionadas com a oferta e procura continuam a centrar a atenção dos investidores.

Nesta linha, "traders" esperam que os preços do crude se mantenham sob pressão em 2026 devido ao aumento da oferta e à fraca procura.

Ainda assim, a pressão sobre os preços pode ser exacerbada pela captura de Maduro, fator que aumenta a possibilidade de os EUA porem um ponto final ao embargo sobre o petróleo venezuelano, o que se poderá traduzir num aumento da produção a médio e longo prazo.

Analistas do setor referem que a produção venezuelana poderá aumentar até meio milhão de barris por dia nos próximos dois anos, com estabilidade política no país e investimento dos EUA. Ainda assim, a incerteza mantém-se, sendo que há quem considere mais provável um aumento da instabilidade política no país da América Latina e que seria necessária uma injeção significativa de fundos para aumentar a produção para além da capacidade efetiva atual da Venezuela.

06.01.2026

Índices asiáticos renovam máximos com impulso da banca e tecnológicas

Bolsas Ásia

Os principais índices asiáticos fecharam com fortes ganhos em toda a linha, com vários recordes a serem renovados na sessão desta terça-feira, com os investidores a continuarem a mostrar um forte apetite pelas ações da região, num dia em que a banca, as tecnológicas e empresas do setor petrolífero estiveram entre as principais apostas. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem a valorizar cerca de 0,20%, apontando para uma abertura no verde.

Pelo Japão, o Nikkei ganhou 1,32% e o Topix pulou 1,38% fixando um novo recorde nos 3.539,98 pontos. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial - avançou 1,52% e registou igualmente um novo máximo histórico nos 4.525,48 pontos, ao passo que o índice de referência de Taiwan pulou 1,57% e também atingiu um novo recorde durante a sessão nos 30.576,30 pontos. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 1,39% e o Shanghai Composite somou 1,50% tendo atingido máximos de sempre nos 4.083,67 pontos.

Os investidores continuaram a mostrar um forte apetite por ativos de risco, mantendo as tensões na Venezuela à margem. Pelo Japão, a Hitachi – conglomerado multinacional com sede no país asiático - subiu mais de 7%, num dia em que os bancos Mitsubishi UFJ (+3,14%) e Mizuho (+5,07%) estiveram entre os maiores contribuintes para a valorização dos índices.

“O clima festivo de Ano Novo parece continuar”, disse à Bloomberg Kazuhiro Sasaki, da Phillip Securities. “Os investidores continuam a comprar ações financeiras em antecipação a novos aumentos das taxas de juro, mencionados ontem pelo governador do Banco do Japão [BoJ], Ueda”, acrescentou o especialista.

Nesta linha, o líder do BoJ disse que pretende continuar a aumentar as taxas em linha com a inflação. O subíndice da banca do Topix subiu mais de 3% na terça-feira, atingindo o seu nível mais alto desde novembro de 1999.

Já as ações chinesas subiram para máximos de vários anos, impulsionadas pelo otimismo sustentado em relação aos avanços do país no que toca ao desenvolvimento da inteligência artificial e por sinais de uma recuperação económica. Pela segunda maior economia mundial, os índices foram impulsionados por ações de mineiras como a Zijin Mining (+6,21%), num dia em que a fabricante de carros elétricos BYD avançou quase 2%.

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