Mota-Engil mais do que duplica oferta de dívida para 110 milhões de euros
A Mota-Engil mais do que duplicou a emissão de dívida para investidores de retalho que está a decorrer até à próxima terça-feira. A construtora anunciou em comunicado à Comissão do Mercado do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que o total passa de 50 para 110 milhões de euros. Trata-se de obrigações ligadas a sustentabilidade a cinco anos, com uma taxa de juro bruto de 4,6% ao ano.
"A Mota-Engil decidiu, em 13 de maio de 2026, aumentar o número máximo de obrigações representativas do empréstimo obrigacionista denominado Obrigações Ligadas a Sustentabilidade Mota-Engil 2026-2031 para até 440.000 obrigações, com o consequente aumento do respetivo valor nominal global para até 110.000.000 euros", anunciou em comunicado.
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A oferta tornou-se assim a maior de sempre junto de investidores individuais para a construtora. Esta arrancou a 6 de maio, sendo habitual a revisão em alta do montante, por parte do emitente, quando a procura o justifica. Os investidores ainda podem comprar até às 15:00 horas de 19 de maio de 2026, sendo que o montante mínimo de investimento é de 2.500 euros.
As obrigações são remuneradas à taxa fixa bruta de 4,6% ao ano (sujeita ao regime fiscal em vigor). Os obrigacionistas terão ainda direito a receber uma remuneração adicional de 0,75 euros por cada título, a pagar na data de reembolso, caso ocorra alguma situação de não verificação da meta de desempenho de sustentabilidade (SPT).
A operação é realizada através de uma oferta de subscrição e outra de troca, esta última tendo por base obrigações que atingem a maturidade este ano. Esta parcela dirige-se a titulares de Obrigações Mota-Engil 2026 e podem ser entregues todos os 161.657 títulos que estão vivos, com o valor nominal unitário de 250 euros e um total de 40.414.250 euros.
Caso a emissão seja totalmente subscrita, já com o novo limite máximo, a construtora estima uma receita líquida de 106.440.600 euros que servirão para dar continuidade à sua expansão internacional, bem como prosseguir a estratégia de alongamento de maturidade da sua dívida, “de modo a alinhá-la melhor com a geração de ‘cash flow’, não estando prevista a utilização para determinada finalidade específica dos proveitos”, como indica o prospeto da operação.
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