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Negócios com América Latina têm margem para crescer

Exportações e investimento têm aumentado “mas o copo está ainda meio cheio”, na visão do ministro da Economia.

21 de Julho de 2015 às 09:00

Pires de Lima promete "apoiar o esforço que as empresas portuguesas estão a fazer nos países da América Latina", onde "têm uma excelente imagem, tornando-se embaixadoras para outras oportunidades de negócio".

 

Frente aos cerca de 300 participantes, muitos dos quais empresários, no fórum "Internacionalizar para a América Latina" realizado a 10 de Julho, na Culturgest, em Lisboa, o ministro considerou que "Portugal está a viver um período de esperança e de recuperação económica, em parte devido à evolução do comércio internacional e à internacionalização das nossas empresas, que tiveram de sair da sua zona de conforto e fazer do mundo a sua casa".

 

Na presença de uma dezena de diplomatas de países latino-americanos, Pires de Lima desafiou também os agentes desses países a investir em Portugal, "uma porta privilegiada de entrada na Europa, com segurança, competitividade e a melhor relação qualidade/custo em muitas áreas de investimento".

 

Os países latino-americanos representam hoje "entre 4 a 5 por cento das exportações portuguesas e cerca de 3 por cento das nossas importações". Paulo Neves, presidente do IPDAL - Instituto para a Promoção e Desenvolvimento da América Latina, que organizou o fórum em parceria com a Caixa Geral de Depósitos - mostrou assim haver margem para o crescimento dos negócios. Mesmo quando "nos últimos quatro anos, vendemos o dobro do que exportávamos antes" para aqueles mercados.

 

Fruto do conhecimento adquirido com várias missões empresariais, Paulo Neves assegura que "Portugal tem bom nome na América Latina, onde nos olham como um país sério, objetivo, que não quer só vender mas também encontrar parceiros locais de negócio".

 

Diversas oportunidades para as empresas portuguesas foram apresentadas neste fórum pelos embaixadores do Uruguai, Colômbia, República Dominicana, Argentina, Perú, Paraguai, México e por diplomatas de Cuba, Chile e Brasil.

 

Desde as inúmeras necessidades de Cuba - com uma nova lei de investimento estrangeiro, em tempo de maior desanuviamento nas suas relações com os Estados Unidos - às reformas político-administrativas que vivem hoje 120 milhões mexicanos, passando pelo anunciado acordo Mercosul-União Europeia - que poderá potenciar ainda mais, por exemplo, os negócios entre Portugal e o Brasil - o fórum fez por identificar as áreas mais interessantes para exportar e investir.

 

Infraestruturas, tecnologias de informação, sectores agroalimentar, do turismo e das energias renováveis foram áreas reconhecidas para o investimento direto português pelos diplomatas presentes e sintetizadas por Pedro Ortigão Correia, da AICEP.

 

O administrador da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal realçou também a importância das instituições bancárias nos negócios com a América Latina, até por se tratar de países "onde por vezes há instabilidade cambial".

 

Maria João Carioca, administradora do Grupo Caixa, afiançou, por seu lado, ser "o core da atividade da Caixa Geral dos Depósitos estar com as empresas portuguesas", e destaca que o Banco está particularmente "atento e habilitado para apoiar os que se lançam nesta aventura empresarial - e da internacionalização".

 

 

A gestora lembrou também que "num mundo muito global e com muitas incertezas, a América Latina é quase um porto de abrigo face à instabilidade que se vive noutros mercados".

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