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Imobiliário vai ter de apostar mais na conectividade e na sustentabilidade

O imobiliário conheceu uma evolução extraordinária nos últimos dez anos em Portugal. Mesmo num cenário de estagflação, a continuada aposta na inovação, na construção e na valorização tecnológica dos imóveis é inevitável, sublinharam os intervenientes na primeira edição das “Cellnex Morning Sessions.

20 de Dezembro de 2022 às 10:40

A manhã de temporal e cheias na região de Lisboa não impediu dezenas de intervenientes e protagonistas do setor imobiliário de estar no The One – Palácio da Anunciada, no centro de Lisboa, para a primeira "Cellnex Morning Sessions", dedicada ao tema "Setor Imobiliário – da Recuperação Económica à Estagflação". Na sua intervenção de abertura, Nuno Carvalhosa, Administrador-Delegado da Cellnex Portugal, sublinhou o posicionamento privilegiado da empresa, como operador grossista, neutro e independente, para promover este debate.

Para Nuno Carvalhosa, "as nossas soluções, projetadas e implementadas sempre com a perspetiva da maximização da partilha por todos os operadores, viabilizam as soluções economicamente mais eficientes e permitem dotar os ativos imobiliários das melhores soluções de conectividade digital com o mais baixo custo possível".  Segundo o responsável, "esta primeira sessão é dirigida ao setor imobiliário justamente por se tratar de um setor em que já temos várias centenas de soluções implementadas".

Necessidade de conectividade vai continuar a crescer
A importância da conectividade foi o foco da intervenção de Adolfo Mesquita Nunes, ex-secretário de Estado do Turismo e sócio da Gama Glória. Depois de sublinhar as fracas perspetivas económicas para os próximos tempos – "apesar de os indicadores não serem ainda negativos, a ponderação e a prudência começam a ser a atitude geral" –, o ex-responsável governamental alinhou dados e factos para argumentar que a procura por mais e melhor conectividade não vai abrandar, o que tem impacto no imobiliário. Neste momento, afirmou, "a conectividade é um fator de valorização do imobiliário só ultrapassado pela localização".

Para Adolfo Mesquita Nunes, "ninguém quer ser excluído por falta de conectividade, sejam particulares ou empresas, sejam estas pequenas ou grandes". "Permanecer conectado é uma característica intrínseca à nossa vida". A aposta em maior e melhor conectividade é igualmente uma pré-condição para aumentar a sustentabilidade dos imóveis, muito assente em soluções tecnológicas. "Pensar a sustentabilidade dos edifícios sem garantir um elevado grau de conectividade é como fazer omeletas sem ovos", garantiu.


Para José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties, e responsável por alguns dos mais sofisticados empreendimentos em curso na área de Lisboa e na Comporta, "a conectividade faz parte do serviço que prestamos". Este responsável chamou a atenção para a importância do investimento estrangeiro na evolução e modernização do setor imobiliário em Portugal nos últimos dez anos. Um setor cujo contributo para a economia, afirmou, "é constantemente desvalorizado". A qualidade dos edifícios melhorou muito e "ao contrário do que se diz", os compradores continuam a ser na sua esmagadora maioria nacionais, em Lisboa e no Porto, embora a quota de compradores internacionais esteja em claro crescimento e, dentro deste segmento, estejam a aumentar os compradores em idade ativa.

Valorização tecnológica dos edifícios é tendência clara
"A valorização tecnológica dos edifícios é uma tendência muito clara em Portugal, não só por questões de disponibilização de serviços, mas também por questões de sustentabilidade", referiu José Cardoso Botelho. A conectividade é uma questão fundamental, dentro dos edifícios e em zonas mais isoladas, mas quando se pensa em tecnologia, afirmou o CEO, estamos a pensar em eficiência e transição energética, na qualidade do ar, na utilização da água, na racionalização da iluminação, e mesmo na sustentabilidade geral dos métodos, processos, e materiais de construção.

O debate final deste evento, que contou com a presença de João Cardosa, diretor de Marketing Comercial da Cellnex Portugal, e que foi moderado por Sofia Neves, diretora Comercial da Cellnex Portugal, contou com a participação de Marco Correia, CTO da Mercan Properties, e de Carlos Almeida Victorino, consultor do conselho de administração da Vanguard Properties. No centro da discussão esteve a necessidade de diferenciar os ativos imobiliários com recurso a tecnologia, e não só. Carlos Victorino refletiu sobre a necessidade de diferenciar em todas as dimensões: na estética, na arquitetura, nos serviços, e claro, na tecnologia disponibilizada.

"Pensar a sustentabilidade dos edifícios sem garantir um elevado grau de conectividade é como fazer omeletas em ovos" Adolfo Mesquita Nunes, ex-secretário de Estado do Turismo e sócio da Gama Glória

Internet of things como opção de raiz
Neste contexto, o consultor referiu a importância futura da internet of things em toda a gestão, conservação e sustentabilidade dos edifícios. Para Marco Correia, como responsável tecnológico no desenvolvimento de unidades hoteleiras para diversas marcas, a questão da conectividade, em todo o lado, é um dos grandes desafios, nomeadamente na renovação e equipamento de imóveis mais antigos, que colocam desafios específicos. Sobre a internet of things, este tem de ser um investimento estratégico, uma decisão tomada no início do projeto, referiu. De outra forma estamos a falar de soluções caras e pouco eficientes.

Na conclusão, Sofia Neves referiu como a Cellnex, com estas ações, procura discutir os principais desafios e oportunidades do setor e dar a conhecer as soluções de infraestruturas e serviços que disponibiliza, também numa lógica setorial. Para o primeiro trimestre de 2023 está já prometida uma segunda edição das Cellnex Morning Sessions, a qual será dedicada a um setor de atividade distinto que será dado a conhecer em breve.

"A valorização tecnológica dos edifícios é uma tendência muito clara em Portugal, não só por questões de disponibilização de serviços, mas também por questões de sustentabilidade" José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties


"5G traz novos desafios ao setor imobiliário"

A Cellnex opera em Portugal cerca de seis mil infraestruturas de diversos tipos. Posiciona-se como um operador grossista, neutro e independente, que procura maximizar a partilha das infraestruturas que detém e opera (caso das redes da MEO e da NOS). Nos 12 países europeus em que está presente, a Cellnex detém e gere praticamente todos os tipos de infraestruturas de telecomunicações.  Em Portugal, a empresa prossegue uma estratégia de promoção e crescimento em áreas de diversificação do negócio. Falámos com Nuno Carvalhosa, Administrador-Delegado da Cellnex Portugal, à margem da primeira "Cellnex Morning Sessions", dedicada ao setor imobiliário.

 

Como é que o mercado imobiliário português se compara com os outros mercados europeus no que diz respeito à conectividade e à utilização de infraestruturas de comunicações nos edifícios?

Em geral, os principais ativos imobiliários em Portugal com grande concentração de utilizadores e com elevados níveis de simultaneidade de utilização de comunicações são já dotados de soluções de cobertura dedicada a um nível que compara de forma positiva com vários outros países europeus.  No entanto, esta disponibilidade, em termos relativos elevada, não significa que a vasta maioria desses ativos imobiliários esteja já dotada de soluções que suportem de forma eficaz a universalização do acesso em 5G, por exemplo.

 

Posto isto, a tendência que vemos em todos os 12 países europeus onde a Cellnex está presente é a cada vez maior necessidade de existir, sempre e em qualquer lugar, uma ótima conectividade móvel. Em todos estes países, os agentes do setor imobiliário reconhecem cada vez mais a importância das melhores condições de conectividade digital, enquanto fator de valorização e de diferenciação dos ativos sua propriedade ou sob sua gestão. No setor imobiliário português, vários investidores e promotores de referência são já nossos clientes. As nossas soluções proporcionam aos seus clientes, sejam eles turistas, empresas num edifício de escritórios ou residentes num condomínio, experiências de cobertura e de conectividade que valorizam claramente esses ativos imobiliários.

 

Referiu que a chegada do 5G traz novos desafios para o imobiliário. A que desafios se refere?
A chegada do 5G é considerada, transversalmente, como uma oportunidade significativa. No entanto, o 5G traz também desafios, seja no muito elevado nível de investimento na adaptação das infraestruturas existentes, seja na construção de novas infraestruturas. Em Portugal, já gerimos algumas centenas de soluções dedicadas de cobertura indoor. Tipicamente, são soluções para imóveis em que a cobertura de comunicações móveis é insuficiente. Este é um problema que pode vir a intensificar-se com o 5G.

 

Esta tecnologia traz várias vantagens, como a instantaneidade das comunicações e, recorrendo a frequências mais elevadas, maiores velocidades de navegação. No entanto, se a introdução do 5G não for acompanhada pela densificação das infraestruturas existentes, a propagação do sinal nessas frequências mais elevadas será mais limitada do que nas frequências mais baixas, impedindo, assim, o aproveitamento dessas maiores larguras de banda em várias zonas de ativos imobiliários que hoje até usufruem de um bom nível de cobertura nas tecnologias anteriores ao 5G.

"Em Portugal, já gerimos algumas centenas de soluções dedicadas de cobertura indoor. Tipicamente, são soluções para imóveis em que a cobertura de comunicações móveis é insuficiente"  Nuno Carvalhosa, Administrador-Delegado da Cellnex Portugal

Portanto, advoga a necessidade de reforçar o investimento na conectividade no imobiliário?
Exatamente. É nesse contexto de necessidade de investimento e de eficiência que a Cellnex se posiciona, proporcionando soluções partilhadas que permitam aos agentes do setor imobiliário colmatar problemas de falta de conectividade digital em ambiente indoor. Esta conectividade ubíqua é essencial para a satisfação de necessidades cada vez mais fundamentais como, por exemplo, a não interrupção em qualquer local de chamadas de voz ou de vídeo, pessoais ou profissionais, para o usufruto de aplicações e de soluções de valor acrescentado e até para a emergência de serviços inovadores como, por exemplo, serviços baseados em realidade aumentada ou virtual.

 

Quando falamos de 5G, falamos também de uma nova geração de tecnologias, como a internet of things, que está a criar novas oportunidades de negócio. Como é que veem o potencial destas novas tecnologias no setor imobiliário?
O desenvolvimento de redes e soluções de internet of things, ou IoT, é também uma das áreas de diversificação de negócio da Cellnex, justamente pelo potencial que têm a nível global e necessariamente, também em Portugal. Demos, aliás, já passos concretos neste sentido. Por um lado, detendo as infraestruturas de suporte ideais para o desenvolvimento dessas redes de IoT de cobertura nacional e, por outro, tendo a capacidade e o know-how para instalar, manter e as operar.  Na realidade, já operamos duas redes de cobertura nacional de IoT. Uma em tecnologia SigFox e outra em tecnologia LoRaWan. Além da operação e gestão destas redes, a Cellnex oferece também soluções integradas concretas para diversos setores de atividade, algumas das quais daremos a conhecer já na próxima edição das nossas "Cellnex Morning Sessions", que irão ter lugar no primeiro trimestre de 2023. 

"Os agentes do setor imobiliário reconhecem cada vez mais a importância das melhores condições de conectividade digital, enquanto fator de valorização e de diferenciação do ativos" Nuno Carvalhosa, Administrador-Delegado da Cellnex Portugal

 

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