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Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

PME 2022

Um retrato de criatividade e resiliência

Apesar das dificuldades históricas que enfrentam a nível estrutural, as pequenas e médias empresas estão mais bem organizadas para dar resposta aos vários desafios e alcançar o crescimento, nomeadamente depois da tempestade pandémica.

04 de Maio de 2022 às 14:38

O tecido empresarial português apresenta-se cada vez mais bem preparado e com mais recursos para enfrentar os vários desafios que diariamente se impõem nos diferentes quadrantes. Este é o retrato geral que, na voz do seu country manager, Rui Simões, a Lyreco Portugal faz da atual atividade económica no território nacional. Centrando a sua reflexão ao nível, sobretudo, das pequenas e médias empresas (PME) portuguesas, este responsável da empresa especializada em revolucionar os espaços de trabalho, e, consequentemente, os negócios, realça aquele que tem sido o “percurso ascendente” das mesmas, sendo a Lyreco um exemplo paradigmático disso mesmo. “Queremos e estamos em condições de acelerar o nosso crescimento no contexto do mercado português, orgânica e inorganicamente, duplicando o volume de negócios nos próximos anos.”

Empresas estão a recuperar

Ao falar de desafios que marcam a atualidade, é incontornável, para Rui Simões, abordar a questão da pandemia mundial de covid-19. Neste ponto, apesar dos seus efeitos nefastos, que se revelaram “transversais a praticamente todas as empresas”, o country manager da Lyreco Portugal defende que “o tecido empresarial português está a aproximar-se cada vez mais dos níveis atingidos em 2019”. Um sinal notório, acrescenta, da “capacidade de recuperação e resiliência” por parte das empresas portuguesas, a qual demonstra a sua atual “excelente preparação para lidar com uma crise com a proporção que esta gerou”, e, portanto, “com as adversidades” em geral.

Atualmente, tal como acontece um pouco por todo o país, a Lyreco Portugal e a sua equipa comercial encontram-se gradualmente a regressar aos escritórios e às visitas às empresas. Nesta primeira observação no terreno, verifica-se a existência de “cada vez maiores necessidades junto das empresas portuguesas ao nível de produtos e serviços para ambientes de trabalho”, destaca Rui Simões.

Setores tradicionais a inovar

A necessidade de dar resposta a um mercado internacional cada vez mais exigente na seleção de fornecedores tem impulsionado as empresas portuguesas para um ritmo de crescimento nas áreas da inovação, investigação e desenvolvimento (I+ID). Um crescimento que, na visão de Bernardo Maciel, CEO da Yunit Consulting, tem sido “sustentado” e é “ainda mais relevante” quando se verifica que se tem refletido em diferentes setores com elevada tradição em Portugal, nomeadamente na “metalomecânica, moldes, têxtil e calçado”, mas também na “saúde, na indústria farmacêutica e nas tecnologias de informação e comunicação (TIC)”.

Por outro lado, “genericamente, mantêm-se as fragilidades conhecidas das PME” ao nível da sustentabilidade financeira, com “balanços frágeis, um nível elevado de endividamento e capitais próprios insuficientes”. Visto pelo prisma das dificuldades, “a pandemia e recentes desenvolvimentos, como o conflito na Ucrânia ou as questões logísticas e energéticas”, trazem desafios acrescidos ao tecido empresarial português. A pressão na gestão financeira das empresas é, por isso, “grande”.

Timing certo para tomar decisões

Há dois grandes desafios que as PME portuguesas têm adiado indefinidamente, mas que, na ótica de Bernardo Maciel, são “críticos” para a sua competitividade e sobrevivência no mercado: “A capacidade de inovar e a descapitalização estrutural generalizada.”

Ao lado das PME nacionais, no travar destes desafios, estará a atual “conjuntura altamente favorável” à sua transformação e ao investimento, seja pelos imperativos que os últimos tempos trouxeram ao mundo e à economia, seja pelo conjunto de medidas e estímulos que a União Europeia e o Governo português têm vindo a disponibilizar. Por outro lado, acrescenta o CEO da Yunit Consulting, as PME têm “uma capacidade de adaptação à mudança maior e mais rápida do que as restantes empresas, muito por força da sua agilidade”, o que torna possível projetar o futuro do tecido empresarial português com otimismo. “Se formos capazes de olhar de forma desinibida para diferentes formas de atuação, pode estar aí o segredo do crescimento: ponderar alianças estratégicas, equacionar fusões e aquisições ou estar disponível para avaliar outros instrumentos tendo em vista o financiar do investimento (venture capital ou outros).”

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