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A SPIC consegue medir a energia de quem está a dançar

Tem uma ideia, mas não sabe como a concretizar? A SPIC dedica-se a adaptar tecnologia inovadora para concretizar os desejos dos clientes. Na calha estão várias ideias para colaborar com museus.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 27 de Outubro de 2016 às 00:01
Pedro Elias
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Tem uma ideia extravagante e não sabe como pode torná-la realidade? Isso é música para os ouvidos da SPIC, a empresa de "new media" de Paulo Bica que desenvolve aplicações informáticas que permitem depois produzir ecrãs interactivos que tiram "selfies" e as imprimem na hora, ou que podem identificar pessoas à entrada de uma festa sem ela mostrar qualquer documento.

Mais exemplos? A EDP queria medir a energia dos visitantes dos seus stands nos festivais de Verão. O desafio foi apresentado à SPIC pela agência com quem a empresa trabalha. "Isto nunca tinha sido feito e foi um desafio engraçado. Tivemos de andar algum tempo a pesquisar, a investigar e a fazer alguns testes e acabámos por criar algumas pulseiras onde colocámos alguns sensores, que faziam a análise de movimento, e de batimentos cardíacos" e que os transformavam numa métrica, "que era a energia gasta". Os resultados eram depois apresentados num ecrã em formato de barras. "Correu muito bem", descreve Paulo Bica.
 
Em suma, a empresa, que está instalada no centro de Loulé, faz acontecer. "Há uma ideia, e nós fazemos acontecer, encontramos as ferramentas para aquilo acontecer", resume. Pelo caminho, a empresa ganha "competências em determinadas tecnologias" – actualmente domina "ecrãs tácteis, realidade aumentada, que pode ser aplicada em museus, RFID, de longa e curta distância, que é muito interessante para eventos". É ainda possível reproduzir, em holograma, um humano em tamanho real.

A empresa facturou 300 mil euros no ano passado e prevê ultrapassar essa meta este ano, precisamente porque o Verão foi "muito bom", por causa dos festivais. Apesar de a empresa apresentar todo o produto ao cliente, incluindo os componentes físicos, o que a distingue são as soluções informáticas que os fazem funcionar como pretendido. "O nosso foco é o desenvolvimento da aplicação em si. É aí que ganhamos dinheiro."

A SPIC (acrónimo de Sonha, Pensa, Imagina, Comunica) surgiu em 2007, quando Paulo Bica decidiu mudar de vida depois de uma década a trabalhar no sector da hotelaria, e prestes a entrar na classe dos trintões. Formado em Design de Comunicação, a empresa começou por se dedicar ao design e web-design em plataformas tradicionais, "como flyers, mupis ou a desenvolver sites na internet".
Em 2010, a empresa percebeu "que existia um grande potencial na componente de ‘new media’" e apostou nessa área, uma aposta que se mantém. Paulo Bica, de 40 anos, diz que um dos objectivos para o futuro é colaborar com museus e tirar partido de tecnologias como o RFID (identificação rádio-frequência) e BLE (bluetooth de baixo consumo de energia), que funcionam como guias interactivos para os visitantes. 


UMA EMPRESA QUE FAZ ACONTECER

Paulo Bica fundou a SPIC em 2007, quando, prestes a fazer 30 anos, resolveu mudar de vida abandonar a hotelaria, onde trabalhara nos 10 anos anteriores. 

Começou por fazer sites e flyers


Quando surgiu, em 2007, a SPIC começou por se dedicar exclusivamente às áreas mais tradicionais do design de publicidade – em flyers e mupis – e ao desenvolvimento de páginas na internet e aplicações.

"New media" chega em 2010

A viragem da empresa dá-se em 2010, altura em que os responsáveis percebem o "enorme potencial" da área "new media" e na "componente digital offline", que se caracteriza por tecnologias "mais direccionadas para activações, experiências de marca e eventos". Actualmente, a empresa tem seis funcionários e o foco é o desenvolvimento de aplicações informáticas.

Primeiro foram os ecrãs tácteis

A SPIC começou por ganhar competências nos ecrãs tácteis. Depois veio "a realidade aumentada, depois o RFID", e pelo caminho algumas mais surpreendentes, como hologramas de tamanho real ao nível do chão.

Fundos comunitários

A empresa não teve necessidade de recorrer a financiamento bancário. O dinheiro necessário chegou através dos fundos comunitários. "Tivemos financiamento para adquirir tecnologia que teve muito impacto na nossa vida", conta Paulo Bica. A SPIC recebeu 190 mil euros e 200 mil euros nos dois projectos aprovados.

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