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Tabaqueira: Exportações são um "factor essencial" para o sucesso

Arpad Konye, administrador-delegado da Tabaqueira, desde 2014, fala ao Negócios sobre a unidade portuguesa da Philip Morris, que exporta 87% da produção.

Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 22 de Setembro de 2015 às 00:01
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Arpad Konye, de nacionalidade húngara, iniciou a sua carreira na Philip Morris Internacional em 1991, na Suíça. Mais tarde, esteve destacado no Paquistão até ser nomeado presidente e administrador-delegado da Tabaqueira em Março de 2014. Falou da empresa ao Negócios em respostas enviadas por escrito.

Que marcas de tabaco são produzidas na unidade da Tabaqueira?

No mercado de cigarros, cada vez mais dinâmico, a Tabaqueira procura manter as suas famílias de produtos actuais e continuar a responder às expectativas dos fumadores adultos, comercializando marcas de cigarros de referência em Portugal, como é o caso da Marlboro, Chesterfield, L&M, Philip Morris, SG e Português.

Investiram em 2014 mais de 27 milhões de euros na Tabaqueira. A que se destinaram esses investimentos?

A aquisição de novas linhas de produção de tecnologia completamente nova representou um investimento considerável e o maior contributo no ano transacto para a estratégia de maior competitividade e exportação, que a Tabaqueira tem vindo a seguir nos últimos anos. Actualmente a Tabaqueira dispõe de uma série de linhas completas de produção e embalagem de cigarros que permite uma maior flexibilidade e rapidez para responder às necessidades de produção da PMI.

A maior parte da produção desta fábrica destina-se à exportação, correcto?

As exportações mantiveram-se, em 2014, como um factor essencial - um dos principais factores - de sucesso, verificando-se um aumento relativamente ao ano anterior, representando cerca de 87% do volume total da produção anual. A Tabaqueira é assim, hoje, um dos principais exportadores nacionais, enviando a sua produção para mais de 35 países, tais como Espanha, Reino Unido, Irlanda, Itália e Finlândia, entre outros.

Qual é a quota de mercado da PMI?

Os produtos da PMI são vendidos em mais de 180 países. Em 2014, a empresa detinha uma quota estimada em 15,6% do mercado mundial de cigarros fora dos EUA, ou 28,6% excluindo a República Popular da China e os EUA.

Que avaliação faz do mercado português?

Os últimos anos revelaram uma tendência de consumo de produtos em categorias de preço mais baixas, quer no que concerne a cigarros, quer em relação a outros produtos de tabaco, como o tabaco de enrolar, de cachimbo, cigarrilhas e folhas de tabaco natural, menos tributados por comparação com os cigarros. Esta tendência, associada à actual conjuntura económica e à redução do poder de compra dos consumidores, contribui para a tendência de quebra no mercado legal de cigarros em Portugal.

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