Casos exemplares de inovação

O Generali Vitality, lançado na Alemanha e em França, com foco em saúde, é uma inovação centrada no cliente.
Casos exemplares de inovação
Rogério Dias, general manager da Generali.
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Filipe S. Fernandes 05 de abril de 2018 às 11:35
O Generali Vitality, lançado na Alemanha e na França, com foco em saúde, é uma inovação centrada no cliente. Contribui e recompensa um estilo de vida mais saudável e oferece novas possibilidades para várias partes interessadas, mudando a maneira como as pessoas vêem e se envolvem com o seguro.

"A cobertura do risco sísmico em Portugal é uma cobertura adicional, em regime facultativo, geralmente associada a seguros de incêndio ou multirriscos" refere António Carvalho. Mas José Almaça, presidente da ASF, salientou recentemente que apenas 15% das casas compradas com recurso a empréstimos bancários tem cobertura de riscos sísmicos.

Estes projectos como por exemplo o Mobile Hub, o Agente Digital, o NPS - Net Promoter System, modelo de análise da satisfação de clientes que Generali desenvolve desde 2015, ou a MyDrive Solutions, empresa líder em tecnologias de seguro automóvel "demonstram como a inovação nos seguros é constante" explica Rogério Dias.

Por sua vez Marcos Perestrelo, invoca o caso da Lemonade uma seguradora disruptora no mercado Não Vida, "que liga o desenho dos produtos pensados para o mundo digital e o interface com cliente baseado em mobile, bem como a utilização de inteligência artificial no processo de gestão de sinistros". Lançou produtos sem franquias, está disponível 24x7 e faz a subscrição e gestão de sinistros através de chatbots e inteligência artificial. Introduziu incentivos e mesmo alguma forma de "peer pressure" aos segurados, por forma a reduzir comportamentos de risco.

Luís Cardoso refere seguradoras com novas formas de segurar, como a Trov, que segura objectos e não recheio da casa, e durante períodos escolhidos pelos clientes. Um exemplo na área do peer-to-peer é o da Friendsurance, uma seguradora alemã que devolve uma verba pré-combinada entre um grupo de segurados, caso não haja sinistros participados durante um certo período. Salienta um exemplo de aplicação de big data que é a Shine API, uma plataforma digital de serviços desenvolvida pela Solaria Labs da Liberty Seguros aberta a terceiros, o que permite que estes criem soluções utilizando o repositório de dados anonimizados.

A elevada sinistralidade no ramo automóvel e a burocracia associada à gestão deste tipo de sinistros, levam Nuno Luís Sapateiro a destacar a aplicação e-SEGURNET desenvolvida pela Associação Portuguesa de Seguradores em conjunto com as seguradoras.

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As tecnologias do futuro dos seguros

"Quanto às tecnologias mais adoptadas, de forma genérica podemos referir as plataformas mobile, de micro-serviços, de omni-canal, componentes opensource e ainda o conjunto de tecnologias associadas aos DevOps, que afectam a forma de criar e instalar software" refere Marcos Perestrelo. Por sua vez, Rogério Dias e Luís Cardoso elencam algumas das principais tendências de futuro no universo dos seguros.

Smart devices
a sua crescente utilização e massificação permite ao consumidor final obter informação de produtos, adquirir uma apólice, participar um sinistro, efectuar um pagamento, ou outras operações simples e rápidas.

Inteligência artificial
um Bot, por exemplo, que combina tecnologias de voice recognition, com machine learning e outros recursos de inteligência artificial, poderá facilitar alguns processos, como seja um pedido de assistência em viagem, a informação de um produto, o pagamento de despesas de saúde, a regularização de processos de sinistros sem grande complexidade. Contribuem para o controlo de custos e a melhoria da experiência do cliente final.

Cloud computing
permite a gestão e armazenamento de dados, estando a informação acessível em qualquer lugar e a qualquer hora, suportando todos os desenvolvimentos tenológicos sucessivos através da internet.

Telemática/Internet das Coisas
abre caminho a novas soluções. Por exemplo no seguro automóvel torna possível avaliar os hábitos dos condutores e definir condições ajustadas ao risco, o veículo pode chamar a assistência em caso de acidente. A domótica (IoT) pode contribuir para o controlo e prevenção do risco de uma habitação com detectores inteligentes de fugas de gás ou água em casa, fechadura detecta intrusões, ou, num seguro de transporte, ainda detectores que seguem as mercadorias.

Big Data, analytics
o processamento de enormes quantidades de dados e o seu relacionamento, muitas vezes em real time, são poderosos. Mesmo cm as barreiras cada vez mais estritas à manipulação dos dados pessoais, hoje em dia pode-se combinar dados estruturados (no core systems) e não estruturados (por exemplo, retirados da net) para ampliar o conhecimento sobre os clientes e individualizar a sua protecção.

Blockchain
é uma tecnologia baseada na confiança e na troca de informação baseada em smart contracts que permite conexões fiáveis e quase indestrutíveis (pela forma como estão atomizadas na rede). Há aplicações como a troca de informações com autoridades públicas, a integração plena de sistemas com fornecedores.

Impressão 3D
já se faz a impressão de casas low cost em 48 horas, para acorrer em necessidades de habitação. Nos seguros pense-se por exemplo na possibilidade de imprimir um farolim danificado num acidente, com um modelo enviado pela seguradora, em vez da deslocação a uma oficina. 






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