Cibersegurança é mais um serviço do que apenas uma apólice

Neste tipo de produto não se trata apenas um seguro, porque tem normalmente associado um serviço permanente. Como referiu Gastão Taveira "o cibercrime e a segurança são impostos sobre as tecnologias de informação".
Cibersegurança é mais um serviço do que apenas uma apólice
Rogério Bicho, da Liberty, diz que o cibercrime é uma oportunidade de negócio.
David Martins
Filipe S. Fernandes 22 de maio de 2019 às 15:30

"Há cinco ou dez anos, era fácil falar de cibercrime, hoje é um ecossistema complexo e não é apenas uma apólice. É um campo para as seguradoras atuarem mas muito mais numa ótica preventiva e de serviços", analisou Gastão Taveira, CEO da 2iS.

Sugeriu que "a cibersegurança é mais um serviço do que um seguro, em que a prevenção é o aspeto principal. É um risco segurável dentro de certas condições. Mas o que as seguradoras, fazem, quando têm este seguro, é tentar prevenir. É um risco que acontece e é feito por particulares, empresas e governos. Provavelmente a próxima guerra será cibernética ou talvez até já se esteja a travar".

José Galamba de Oliveira comunga da ideia de que "este tipo de produto não se trata apenas um seguro, porque tem normalmente associado um serviço permanente, feito com parceiros, que são especialistas na área ciber".

O presidente da Associação Portuguesa de Seguradoras acentuou que o ciberrisco não é um risco futuro, existe e tem vindo a aumentar e implica uma proteção de todos. Acrescentou que "a proteção não é apenas para hoje com investimentos e formação das pessoas, mas tem de ser um processo contínuo, porque os hackers estão sempre a evoluir. É um risco em evolução permanente".

Oportunidade de negócio

A análise deste risco não é fácil, 85% do mercado de ciber-seguro está nos EUA onde já desenvolveram modelos e existe track-record, enquanto na Europa o mercado é incipiente. No entanto, como afirmou Rogério Bicho, diretor de distribuição tradicional da Liberty Seguros, que já comercializa um seguro de cibersegurança em Portugal, "nos seguros temos a componente histórica para calcular os preços e cibercrime é uma coisa muito recente mas as seguradoras não deixaram de ver aqui uma oportunidade de negócio e dar cobertura a isso". Acrescentou que é "uma oportunidade de negócio, onde temos feito fortes investimentos".

Para o gestor da Liberty a grande preocupação é que os dados da seguradora "não são violados e que não são utilizados para outros fins por terceiros".

Referiu que o cibercrime não poupa ninguém. "Há uma ideia sobretudo nas pequenas empresas que eles não são o alvo, mas ainda há pouco tempo bloquearam o acesso informático às bases de dados e aplicações a três empresas de mediação, que pagaram um resgate aos hackers", contou Rogério Bicho.

Como concluiu Gastão Taveira "o cibercrime e a segurança são impostos sobre as tecnologias de informação".





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