Os «opinion makers»... esses malandros
José Sócrates diz que o Governo não vai permitir que os arautos da desgraça matem a recuperação à nascença. Ou seja, Sócrates acredita que a recuperação depende da opinião (negativa) de meia dúzia de opinion makers.
É escusado dizer que se trata de um disparate. Portugal não tem opinion makers que cheguem para influenciar a economia (se é que algum país os tem...). E mesmo que os tivesse, não tem leitores suficientes para que textos «perigosamente anti-governo» rebentem com as expectativas de consumidores e empresários. O que diria Belmiro se Sousa Tavares, Sérgio Figueiredo, Martim Figueiredo e Nicolau Santos (perdoem-me os que não são aqui citados) lhe dissessem que este não é o melhor momento para comprar a PT?
Teixeira dos Santos devia explicar-lhe duas coisas: que a economia e os negócios têm um devir próprio, mais influenciado pelos actos dos Governos (v.g. o notável exemplo da Segurança Social), do que pelas palavras (v.g. a conversa fiada do Simplex); que os jornais não comandam recessões ou recuperações.
P.S. – Manuel Pinho acreditou mesmo que podia evitar o fecho da Azambuja? Não. Então para quê o vaivém para Munique e as chamadas para Detroit? Não aprendeu nada com Freitas do Amaral?
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