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Não temos de ser infelizes só porque temos menos dinheiro

Toda a gente diz que quer ser feliz, mas não pensa a sério sobre isso, diz David Machado, um homem que, talvez por ser feliz, sempre pensou na felicidade. "Mas qual será o meu limite? E será que há um limite?

27 de Setembro de 2013 às 14:09
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Será que vou deixar de ser feliz no momento em que estiver mesmo mal? Mas quão mal precisarei de estar? Interessa-me perceber isso, até para saber como reagir quando, e se, chegar esse momento. E interessa-me perceber como é que isso acontece nas outras pessoas, que, certamente, têm limites muito diferentes entre si." David foi construindo personagens, foi modelando o seu Daniel, um homem que tinha o futuro escrito num caderno. Um vendedor de viagens que deixa de o ser. Que volta a reescrever o seu plano. Desemprego, aspiradores, hipoteca, separação. "Índice Médio de Felicidade" é um romance sobre um homem em crise, num Portugal em crise. Num país cujo índice médio de felicidade é de 5,7, numa escala de zero a 10. Daniel diz ser mais feliz. "Oito", atira. "Daniel, és um idiota. A tua esperança anda a lixar-te a vida há anos e tu ainda não te apercebeste", diz-lhe uma voz, a do amigo Almodôvar. Daniel é um optimista numa época em que os absurdos se tornaram normais. É um optimista num Portugal que foi salvo da ditadura, mas que não estava preparado para o que veio depois. "Eles disseram-nos que o futuro seria uma extensão daquele momento da nossa história. (…). Não sabiam o que estavam a dizer, mas nós não sabíamos que eles não sabiam", diz Daniel. Fomos ingénuos? "Acho que não estávamos preparados para lidar com essa riqueza, sobretudo, em termos culturais", responde o escritor. "Índice Médio de Felicidade" é o último romance de David Machado, autor do livro de contos "Histórias Possíveis" e dos romances "O Fabuloso Teatro do Gigante" e "Deixem falar as Pedras".

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