Como a mentira ganhou um lugar à beira da estrada
Um ensaio de Luís Paixão Martins sobre as “perceções”, as manipulações e as mentiras na política e porque conseguem hoje sobreviver tão bem face aos factos e à verdade.
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Quem vem da Segunda Circular, em Lisboa, vê numa berma um grande cartaz do partido ADN com a fotografia do seu líder, Bruno Fialho, e o slogan “50 anos a roubar (até o nosso nome)”. É uma referência à confusão de ADN com AD, uma polémica nas últimas Legislativas. Diz-se que muitos dos votos do ADN vieram da confusão com AD, mas o ADN contrapõe que foi a AD que lhe roubou o nome. Como qualquer cidadão com memória e conhecimento sabe, esta AD vem de uma outra AD, de 1979 (tinha Bruno Fialho quatro anos de idade), com os mesmos PSD e CDS-PP de agora coligados. Como é que se põe numa das vias mais movimentadas do país, dando a cara e assinando, uma mentira destas?