Telecomunicações “SIRESP correspondeu e esteve à altura da complexidade” dos incêndios

“SIRESP correspondeu e esteve à altura da complexidade” dos incêndios

O SIRESP não registou interrupções no funcionamento da rede nos dias do incêndio de Pedrógão Grande que vitimou 64 pessoas. Esta é uma das conclusões do relatório de avaliação do desempenho da rede que a SIRESP elaborou.
“SIRESP correspondeu e esteve à altura da complexidade” dos incêndios
Reuters
Sara Antunes 27 de junho de 2017 às 16:32

Depois de analisados os dados dos dias do incêndio de Pedrógão Grande, o SIRESP conclui que "não houve interrupção no funcionamento da rede SIRESP, nem houve nenhuma Estação Base que tenha ficado fora de serviço em consequência do incêndio", revela o relatório publicado esta terça-feira, 27 de Junho, através do site do Governo.

O SIRESP salienta no relatório que "mesmo em situações extremas como a que se verificou em Pedrógão Grande, fica demonstrado que a Rede SIRESP funcionou de acordo com a arquitectura que foi desenhada para esta rede."

 

O relatório detalha que foram processadas "mais de 100 mil chamadas" durante o período crítico, que decorreu entre as 19:00 de sábado, 17 de Junho, até às 9:00 do dia seguinte. No conjunto dos cinco dias em que decorreram as operações de combate aos incêndios naquela região foram processadas mais de um milhão e cem mil chamadas.

 

"Estes números demonstram que o desempenho da rede SIRESP correspondeu e esteve à altura da complexidade do teatro das operações, assegurando as comunicações e a interoperabilidade das forças de emergência e segurança", salienta o mesmo relatório.

 

O documento reitera que a rede "funcionou de acordo com a arquitectura que foi desenhada para esta rede". Houve, de facto, cinco estações que estiveram a trabalhar de forma local, tendo sido assegurado o funcionamento da rede até à reposição da infra-estrutura de telecomunicações, acrescenta a mesma fonte.

 

O relatório rejeita que tenha havido qualquer falha da rede. Houve, isso sim, "situações de saturação da rede" não por falha da mesma, mas devido a uma "procura de tráfego superior à capacidade disponível."

 

Tendo a análise dos factos apontado para estas conclusões, a SIRESP realça a necessidade de se implementarem as recomendações já feitas no relatório que se seguiu ao período de incêndios do ano passado. Entre as quais está a recomendação para que se avalie a possibilidade de ampliação da capacidade de algumas estações base; comprar mais estações móveis.

Este relatório tinha sido pedido pelo Governo para apurar se houve falhas na rede. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) tinha assumido falhas no SIRESP, entre sábado e terça-feira, no local do incêndio de Pedrógão Grande. O impacto da interrupção da rede "fez-se sentir, sobretudo, ao nível do comando e controlo das operações, por não permitir, em tempo, o fluxo de informação entre os operacionais e o posto de comando", mas nas comunicações redundantes "não foram registadas, até à presente data (22 de Junho), quaisquer avarias nas estações que lhes dão suporte", disseram na altura.


(Notícia actualizada às 16:53 com mais informação)




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mais votado Anónimo 27.06.2017

Dasse!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Felizmente que não morreu ninguém!

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Anónimo 29.06.2017

Toda a gente minimamente séria, Independente da Partidarite, Reprova a insensibilidade com as mortes e sentimentos das Famílias, com que o PSD e Passos Coelho CDS tem explorado Politicamente a situação sem nenhum Pudor e ética, deplorável, sem respeito por indefesos ,Inadmissível para um Presidente.

Anónimo 28.06.2017

Nao concebo os Boatos Criminosos de Passos Coelho,PSD, e o representante da Santa Casa Misericórdia,Nada interessa. N concordo que o dinheiro vá para as Misericórdias, o que percebi, naquela terra, com aquele representante da Santa Casa se não for PSD fica a ver a Banda Passar, N confio na Stª Casa.

Anónimo 28.06.2017

aldrabões!!

Anónimo 28.06.2017

Depois dos Boatos Criminosos de Passos Coelho,PSD, e o representante da Santa Casa Misericórdia, já nada interessa. N concordo que o dinheiro vá para as Misericórdias, o que percebi, naquela terra, com aquele representante da Santa Casa se não for PSD fica a ver a Banda Passar, N confio na Stª Casa.

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