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Francisco Lufinha: da travessia do Atlântico à liderança nas empresas

Após concretizar uma travessia inédita do Atlântico em solitário e circum-navegar o planeta à vela com a família, Francisco Lufinha reforça a carreira como orador internacional, trabalhando com empresas em temas como gestão de risco e adaptação à mudança.

24 de Abril de 2026 às 09:00
Francisco Lufinha detém o recorde da maior viagem de kitesurf, de Lisboa à Madeira
Francisco Lufinha detém o recorde da maior viagem de kitesurf, de Lisboa à Madeira DR.

Pensa como engenheiro, executa como atleta de alta competição: Francisco Lufinha tornou-se recordista da travessia do Atlântico em kiteboat, em solitário e sem barco de apoio. Uma experiência extrema de prova, resiliência e superação que que hoje utiliza nas palestras inspiradas que dá como orador em empresas, em Portugal e no estrangeiro. A travessia do Atlântico entre Lisboa e a Martinica, nas Caraíbas, foi, para Francisco Lufinha, um ponto de viragem, mas também o culminar de um longo processo de desenvolvimento técnico e emocional. Lufinha iniciou a travessia a 3 de Novembro de 2021, partindo de Cascais, e chegou a Martinica a 20 de Dezembro de 2021, após 47 dias de desafio.

Esse foi o meu quinto e mais longo desafio extremo em alto mar. O facto de imaginar e desenvolver um barco para o realizar multiplicou o nível de complexidade, incerteza e frustração”, explica. Fê-lo depois de ter ligado todo o território nacional em quatro desafios extremos de kitesurf, entre 2013 e 2017. O momento em que percebeu que o desafio Lisboa-Martinica era possível surgiu ainda em fase de testes: “Percebi que era possível quando consegui concluir um treino até à Madeira, ainda que com falhas.” A partir daí, a sua abordagem mudou: “Decidimos mudar a estratégia e focar em chegar, mais do que navegar rápido, para mitigar o risco envolvido.”

Apesar do ajuste, o risco manteve-se elevado e a preparação foi olímpica. “Toda a preparação foi extremamente dura e exigente, cheia de momentos de dúvida e vontade de abandono do projeto, numa luta contra o tempo até à largada”, admite Francisco Lufinha.

Francisco Lufinha detém o recorde da maior viagem de kitesurf, de Lisboa à Madeira
Francisco Lufinha pratica kitesurf com a bandeira de Portugal DR.

Gestão de risco

Num desafio desta natureza, a decisão é permanente e o erro pode ter consequências extremas. “A gestão do risco é muito trabalhada nesta fase (dois a três anos, no meu caso), através de um levantamento exaustivo dos vários cenários possíveis e imaginários, de forma a simular as crises e pensar em soluções com mais tempo, através de tentativa e erro.”

No mar, como nas empresas, é preciso contar com a imprevisibilidade e tomar decisões ao segundo. “No meio do oceano, não posso adiar uma decisão por medo de errar.” Como explica, “ficar parado sem decidir, face à incerteza de uma tempestade, torna o barco mais vulnerável a virar com uma onda grande, enquanto decidir avançar com uma asa mais pequena — ainda que sem certezas de não se rasgar — permite navegar com a velocidade e o controlo suficientes para adaptar o rumo e evitar ondas a rebentar em cima do barco.” E acrescenta: “Com as simulações e o treino, aprendi a avaliar rapidamente os prós e contras de cada decisão e a optar pela que tem melhor relação benefício/risco.”

Dinâmica de equipa

A experiência em ambiente extremo tem paralelos diretos com o mundo empresarial, o que lhe permitiu estruturar um projeto coerente entre desporto e negócio. “Este percurso permitiu-me desenvolver projetos únicos, em que consegui aliar à vertente desportiva um lado empresarial e, assim, criar um negócio muito desafiante e rentável”, afirma.

Francisco Lufinha decidiu partilhar as aprendizagens dessa experiência através de intervenções inspiradoras em contexto empresarial. “Definir e clarificar bem as responsabilidades de cada um, para excluir ambiguidade e conflitos, é o meu ponto de partida para criar a equipa”, explica. Para Lufinha, a dinâmica de equipa continua a ser crucial, mesmo em desafios em solitário no mar. “Para combater a solidão, recorro à partilha de emoções — tanto alegrias como receios — e à superação de obstáculos em conjunto, mesmo que à distância.” Essa ligação, refere, “traz um sentido de pertença e cumplicidade que alimenta a motivação de cada um, incluindo a minha.” E deixa um enquadramento claro sobre a perceção do risco: “Ou seja, arrojar com pés e cabeça não é uma aposta, mas sim a única forma de inovar e de liderar, seja em que contexto for.”

Entre desporto e negócio

O percurso profissional de Francisco Lufinha ajudou a consolidar essa visão. “Aprendi muito a trabalhar o raciocínio no mestrado em Engenharia e Gestão Industrial, o marketing estratégico e o planeamento no ambiente mais formal da banca e a adaptação para criar empresas, no ecossistema do empreendedorismo.”

Hoje, enquanto orador motivacional, trabalha com empresas de diferentes dimensões. “Sou abordado por todo o tipo de empresas, portuguesas e estrangeiras, com equipas pequenas de 10 pessoas até grandes eventos de 2000 pessoas”, afirma.

A preparação das palestras é sempre ajustada ao contexto, mas com um fio condutor constante. “O fio condutor é sempre a minha história desde o primeiro desafio até à volta ao mundo em 2026, pois é esta história real que prende a audiência, sem frases feitas.” Os temas mais recorrentes incluem adaptação à mudança, liderança em incerteza e resiliência.

“Muitas vezes pedem-me um momento fora da caixa, inspirado e divertido para desligar um pouco do trabalho, mas que acaba sempre por passar mensagens fortes, de uma forma subtil e autêntica.” Quanto ao futuro, o foco está na consolidação. “Estar sempre a arrojar requer muita imaginação e vontade de chegar a novos patamares. Também é preciso respirar entre desafios para tirar partido deles, assim como ter tempo para sonhar e preparar o próximo.”

Depois de uma circum-navegação em família, o objetivo passa agora por estruturar novas fases do projeto: “O meu foco é implementar novos negócios que não dependam diretamente de mim no longo prazo e que sejam alavancados por futuros desafios arrojados.”

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