No contexto empresarial, agir apenas depois de um problema surgir pode ter custos elevados e comprometer a competitividade. A prevenção, seja na gestão de riscos, na proteção de pessoas, ativos ou do ambiente, é hoje um fator crítico para a sustentabilidade e crescimento das empresas. Antecipar riscos, investir em inovação preventiva e integrar estas práticas na estratégia de negócio deixou de ser uma opção e passou a ser uma vantagem competitiva clara, especialmente num mercado marcado pela incerteza e pela pressão constante sobre resultados. A prevenção surge, assim, como um investimento com retorno a diversos níveis.
É precisamente esse o princípio que sustenta o Prémio Inovação em Prevenção, uma iniciativa promovida pela Ageas Seguros, em parceria com entidades relevantes ligadas ao mundo empresarial: ISQ - Instituto de Soldadura e Qualidade, CIP – Confederação Empresarial de Portugal, IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, COTEC Portugal, Compete 2030, Ordem dos Economistas, A Cor do Dinheiro, ANI – Agência Nacional de Inovação e CCIP – Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.
Nesta 6.ª edição, a seguradora volta a distinguir empresas que integram a gestão de risco e a prevenção no centro da sua estratégia de crescimento. Mais do que reconhecer boas práticas, este prémio procura demonstrar, com dados e exemplos concretos, que investir em prevenção é também investir em resultados. “Este Prémio de Inovação em Prevenção pretende, no fundo, distinguir e reconhecer as melhores práticas na gestão de risco e prevenção das empresas”, sublinha Gustavo Barreto, membro da Comissão Executiva do Grupo Ageas Portugal, acrescentando que esta é também uma forma de dar visibilidade ao que de melhor se faz no tecido empresarial português.
O prémio divide-se em três categorias: Pessoas, Ambiente e Ativos. Além destas categorias, é ainda distinguido o Melhor Projeto de Inovação em Prevenção. Na categoria “Pessoas” pretende-se distinguir “projetos que impactem na prevenção e promoção das condições de segurança, saúde e bem-estar dos stakeholders (colaboradores, clientes, fornecedores e comunidade)”. Por exemplo, intensificação de ações que promovam a igualdade de género, diversidade e inclusão; estratégia para a atração e retenção de talentos; benefícios ou condições sociais, conciliação de vida profissional, familiar e pessoal e promoção do equilíbrio psicológico e saúde; organização dos serviços de segurança e saúde no trabalho (interno/externo); programa de investigação de incidentes/acidentes; promoção da formação contínua, informação e consulta aos colaboradores sobre a segurança e saúde no trabalho; proteção dos dados; riscos da cadeia de valor; desenvolvimento de projetos envolvendo a comunidade, entre outros.
Na categoria “Ambiente”, o objetivo é premiar “projetos que promovam a criação de políticas ambientais, alinhadas com indicadores de sustentabilidade que visem a diminuição do impacto ambiental e a gestão eficiente de recursos” em áreas tão diversas como: prevenção e controlo da poluição para redução das emissões para o ar, água e solo e a gestão de resíduos; promoção da eficiência energética e uso de energias renováveis; implementação de medidas para redução das emissões de CO2 ou incorporação de critérios de aquisição ambientais na cadeia de valor.
Já na categoria “Ativos” o foco passa por dar destaque a “projetos que potenciem a promoção da continuidade de negócio e prevenção e proteção dos ativos e das infraestruturas, a prevenção e proteção de danos materiais e de segurança da informação”, nomeadamente na “definição e implementação de estratégias e planos de ação que permitam a identificação e preservação da continuidade do negócio após a ocorrência de incidentes”, através de “medidas e políticas de proteção da empresa contra os principais cibercrimes”, da “construção sustentável” ou da “gestão do risco”, entre vários outros.
As empresas elegíveis ao Prémio Inovação em Prevenção são “empresas privadas ou com participação pública, desde que atuem em mercados concorrenciais ou evidenciem práticas de gestão orientadas para objetivos económico-financeiros”, com “número de colaboradores igual ou superior a 10” e “volume de negócios superior ou igual a 5 milhões de euros e inferior a 50 milhões de euros”.
Fase de análise de candidaturas: março e abril de 2026
Seleção dos vencedores: maio de 2026
Entrega dos prémios: maio de 2026 no evento de entrega do Prémio Inovação em Prevenção Ageas Seguro
Seis edições a provar que a prevenção compensa
O Prémio Inovação em Prevenção tem registado uma adesão crescente por parte das empresas portuguesas, de diferentes dimensões e setores. “É uma iniciativa que já vai na 6.ª edição, tem tido uma adesão fantástica por parte das empresas e acreditamos que este ano vamos continuar nesse mesmo trajeto”, afirma José Gomes, consultor sénior do Grupo Ageas Portugal.
Os resultados falam por si. De acordo com Gustavo Barreto, membro da Comissão Executiva do Grupo Ageas Portugal, “as empresas que se candidataram registaram um crescimento médio de 10%, enquanto as empresas vencedoras apresentaram um aumento de faturação de 13%”, o que comprova a ligação direta entre inovação em prevenção e desempenho económico.
Para o júri, a inovação em prevenção não é apenas uma questão técnica, mas uma abordagem estratégica que atravessa toda a organização. Cristina Siza Vieira, da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), considera que o nome do prémio traduz bem o seu propósito: “O nome é feliz porque diz tudo. O que nós estamos a premiar são as empresas que melhor inovam. Têm uma performance económica que revela que isto são oportunidades de negócio e que têm, de facto, marcado o tecido económico português de uma maneira muitíssimo positiva.”
Esta visão é partilhada pela Ordem dos Economistas, que enquadra a prevenção numa lógica mais ampla de competitividade nacional. “Estamos a falar de uma competitividade sistémica. É importante que as empresas, as instituições [em geral] e as próprias instituições públicas tenham comportamentos que levem a uma redução das possibilidades de ocorrência do risco”, defende António Mendonça, bastonário da Ordem dos Economistas.
Já Camilo Lourenço de “A Cor do Dinheiro”, lembra que o seguro, por si só, não resolve tudo: “Quando acontece um sinistro, a reparação que é feita não resolve todos os problemas. A preocupação aqui é: como é que nós inovamos a prevenir esse risco?” Também Paulo Mauritti, do IAPMEI, reforça essa ideia: “Queremos prevenir os problemas, queremos andar bem, saudáveis, seguros e evoluindo naturalmente.”
Num período em que as empresas enfrentam múltiplos riscos – financeiros, operacionais, ambientais e humanos –, a prevenção surge como uma ferramenta essencial para garantir sustentabilidade e crescimento. O investimento em prevenção tem vantagens financeiras e não financeiras, como a redução dos custos com sinistros, a melhoria do sentimento de segurança e satisfação dos colaboradores e parceiros das empresas, entre outros. “Nos tempos de incerteza que vivemos, não tratar este tema de forma profunda, consciente e responsável pode comprometer a vida das empresas”, alerta Henrique Figueiredo, do COMPETE 2030.
Além do reconhecimento público, o Prémio Inovação em Prevenção assume-se como uma plataforma de valorização das empresas que investem de forma consistente na gestão do risco. “É o melhor cartão de visita que podemos dizer às empresas para mostrarem aquilo que tão bem fazem nestas áreas e poderem candidatar-se ao Prémio Inovação em Prevenção”, conclui Gustavo Barreto, membro da Comissão Executiva do Grupo Ageas Portugal.
Numa economia que exige visão, responsabilidade e capacidade de antecipação, a 6.ª edição do Prémio Inovação em Prevenção volta a provar que é na prevenção que está, efetivamente, o ganho. As candidaturas podem ser efetuadas até ao dia 28 de fevereiro através do site da Ageas Seguros, em ageas.pt/premio-prevencao.