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Twitter: o efeito placebo de Elon Musk

O dono da Tesla, Elon Musk, está a comprar o Twitter e pretende privatizar a empresa pública, de modo a salvaguardar a liberdade de expressão. Mas o que vai realmente mudar?

05 de Maio de 2022 às 12:11

O que vai realmente mudar na plataforma social continua a ser um grande mistério e as pistas, divulgadas até agora, não sugerem que o Twitter esteja prestes a tornar-se uma plataforma livre para todos. Talvez Elon Musk reintegre Donald Trump na plataforma. Talvez acrescente uma funcionalidade de edição para tweets, embora isso não esteja diretamente relacionado com a moderação do conteúdo e já estivesse previsto. Talvez cumpra a sua promessa de se livrar do spam, algo que o Twitter já se esforça há bastante para fazer. Também prometeu "autenticar todos os humanos" no site – seja o que for que isso signifique.


Mesmo sem quaisquer alterações às regras atuais do Twitter, as pessoas na aplicação parecem bastante seguras de que a aquisição marca um ponto de viragem histórico. Os utilizadores que apreciaram a evolução das políticas de moderação de conteúdo do Twitter veem a chegada do dono da Tesla com bons olhos e consideram mesmo Elon Musk como um herói.


Independentemente do que Musk faça às políticas do Twitter no futuro, a rede sentir-se-á mais livre apenas porque Musk é o dono. O efeito placebo de Musk já está a dar sinal.


Perceção e realidade
Durante uma entrevista recente numa conferência do TED em Vancouver, Musk referiu que "é realmente importante que as pessoas tenham a perceção de que são capazes de falar livremente dentro dos limites da lei", o que é uma pista útil para os seus pensamentos e prioridades. "Penso que queremos que se tenha a perceção e a realidade de que o discurso é tão livre quanto razoavelmente possível", disse o próprio mais tarde na entrevista, referindo pela segunda vez o emparelhamento da perceção e da realidade.

Twitter nunca mais vai ser como o conhecemos até agora


Dependendo a quem perguntamos, o Twitter será, muito em breve, muito melhor ou muito pior do que agora. À esquerda, os utilizadores prometem deixar o Twitter e voltar para o Tumblr. Outros dizem que iriam para uma plataforma alternativa, de código aberto, parecida com o Twitter. O hashtag #leavingTwitter foi muito utilizado na semana passada nos Estados Unidos, mas não parece que o grande número de utilizadores saia efetivamente do Twitter.


À direita, os políticos e influencers que há muito são alvo da "censura" dos conservadores às mãos da Big Tech veem Musk como um salvador. Em janeiro de 2021, pouco depois de Donald Trump ter sido banido do Twitter por incitar à violência, o filho Donald Trump Jr. apelou publicamente a Musk para construir a sua própria rede social de "liberdade de expressão". Aliás, quando foi anunciada a oferta de Musk no Twitter, Tucker Carlson (apresentador conservador da Fox News) fez um discurso sobre como o futuro da plataforma será grandioso, sem ser visto. "Pela primeira vez em anos, seremos capazes de falar honestamente sobre os nossos líderes", disse ele. "Seremos capazes de ter o tipo de conversas que tornam a democracia possível".


No dia do anúncio a 25 de abril, as ações do Twitter subiram 5% antes da abertura do mercado, depois de a Reuters informar que o gigante das redes sociais poderia fechar um acordo de aquisição com Elon Musk por 54,20 dólares por ação (cerca de 50 euros), o preço que o CEO da Tesla chamou da sua melhor e final oferta.

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Fonte: xStation



O futuro do Twitter


E se, daqui a um ano, Musk não tiver feito grandes alterações às políticas do Twitter? Ainda assim, será possível imaginar os fãs de Musk a elogiá-lo por corrigir todos os problemas do site e por tornar o Twitter novamente espantoso. Isto porque a alternativa criada por Donald Trump é ainda mais restritiva do que a política do Twitter. Na Truth Social, os utilizadores podem ser banidos por quaisquer mensagens que a empresa determine serem caluniosas ou censuráveis.


Números da empresa


O Twitter esteve a perder dinheiro até 2018, altura em que apresentou um lucro líquido de 1,205 mil milhões de dólares. O lucro aumentou ainda mais em 2019, antes de a empresa ter registado de novo prejuízos em 2020. A queda nos resultados da empresa foi afetada pelo período da pandemia, que fez com que as empresas cortassem os gastos com anúncios – a principal fonte de receitas do Twitter – representando mais de 80% das receitas.


Além disso, o aperto em torno da política monetária e a elevada inflação criam um risco real de recessão americana ou, pelo menos, de um possível abrandamento. Em períodos de maior incerteza em termos económicos, a despesa com publicidade é normalmente a primeira vítima das medidas de controlo de custos tomadas pelas empresas, sendo que empresas como o Twitter acabam por estar vulneráveis às atuais circunstâncias.

Conheça mais sobre o Twitter na análise detalhada da XTB.


Será que a entrada de Musk poderá mostrar um futuro mais risonho para a empresa?


Texto escrito por XTB




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