As empresas vivem hoje um dos períodos mais exigentes das últimas décadas. A instabilidade geopolítica, a volatilidade das matérias-primas, a pressão regulatória e a velocidade da mudança obrigam a tomar decisões todos os dias com muito menos certezas do que no passado. Neste contexto, a verdadeira vantagem competitiva deixou de estar apenas no produto ou na dimensão. Está na capacidade de adaptação. Está na rapidez de execução. E está na capacidade de inovar sem perder o foco.
“É precisamente por isso que acredito que sustentabilidade e competitividade não são temas separados”, afirma Rui Miguel Nabeiro, CEO Grupo Nabeiro – Delta Cafés, prosseguindo: “Uma empresa que desperdiça energia, recursos ou talento dificilmente será competitiva. Da mesma forma, uma empresa que não investe nas comunidades onde opera ou na resiliência da sua cadeia de abastecimento está simplesmente a aumentar o risco do seu próprio negócio.”
Negócio sólido e com futuro
Segundo Rui Miguel Nabeiro, na Delta Cafés, nunca olham para este tema como uma obrigação regulatória ou um exercício de comunicação. “Sempre o vimos como uma forma de construir um negócio mais sólido e preparado para o futuro”, conta. O café é um bom exemplo: “Dependemos de milhares de produtores espalhados pelo mundo e de uma cultura agrícola particularmente exposta às alterações climáticas. Se queremos continuar a crescer, temos de garantir que também eles conseguem crescer connosco. Não por altruísmo, mas porque o futuro da nossa atividade depende disso.”
Foi esta lógica que levou o Grupo Nabeiro – Delta Cafés a desenvolver projetos como os Impossible Coffees, valorizando origens que normalmente ficariam fora dos grandes circuitos internacionais. Não se trata apenas de criar impacto social. Trata-se de descobrir cafés únicos, preservar biodiversidade, desenvolver economias locais e criar valor para todos os intervenientes da cadeia. Porém, nenhuma empresa consegue responder sozinha aos desafios que enfrenta. Os grandes temas da próxima década, competitividade, inovação, digitalização, descarbonização ou desenvolvimento agrícola, exigem colaboração entre empresas, universidades, associações e poder público.
É precisamente aí que organizações como o BCSD Portugal desempenham um papel importante: criar espaços nos quais as empresas partilham conhecimento, aceleram soluções e aprendem umas com as outras. Num mundo cada vez mais complexo, colaborar deixou de ser uma opção para passar a ser uma vantagem competitiva.
“Na Delta Cafés, temos uma ambição clara: estar entre as dez maiores empresas de café do mundo. Sabemos que esse objetivo não será alcançado apenas com bons produtos ou crescimento comercial. Será alcançado se conseguirmos construir uma empresa mais inovadora, mais eficiente, mais preparada para responder aos desafios globais e capaz de executar melhor do que os outros”, assegura Rui Miguel Nabeiro.
No final do dia, é isso que distingue as empresas que perduram: não as que falam mais sobre o futuro, mas as que o constroem todos os dias.
Refira-se que a Conferência Anual do BCSD Portugal realiza-se na NOVA SBE, no Auditório Jerónimo Martins, a 20 de outubro. A Delta Cafés patrocina este evento.