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João Duque: Ter um programa cautelar “é uma bênção do céu”

Presidente do ISEG acredita que, quanto mais cedo se começar a negociar um programa cautelar com os parceiros internacionais, melhor para o País.

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Rita Faria afaria@negocios.pt 24 de Outubro de 2013 às 13:28
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João Duque defendeu, esta quinta-feira, que Portugal vai necessitar de um programa cautelar quando concluir o programa de assistência financeira, até porque sem esse apoio, o regresso aos mercados poderá ser “um desastre”.

 

“É de agradecer o facto de termos um programa de cautelar, porque se não seria um desastre”, afirmou o economista, num seminário sobre o Orçamento do Estado para 2014. “Se nos deixarem sem apoio as taxas de juro deverão subir, e aumentando a taxa de juro, ter um programa cautelar é uma bênção dos céus”.

 

Neste sentido, o presidente do ISEG, defende que quanto mais cedo o tivermos e “quanto mais cedo se começar a negociar melhor”. No entanto, ressalta, é preciso estabilidade política para garantir o sucesso desse apoio. “Temo que a instabilidade política, a acontecer, venha tornar demasiado penalizador um programa cautelar”.

 

Sobre o Orçamento do Estado para 2014, João Duque sublinha que “é o mínimo que se pode pedir”, ainda que subsistam dúvidas sobre se Portugal vai conseguir cumprir os objectivos. O economista acredita que “poderia haver alternativas”, mas que “dentro das restrições é talvez o melhor conjunto de propostas”.

 

“Tenho receios quanto ao lado macroeconómico, temo que possa ter implicações na execução orçamental”, reconhece o economista.

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