Empresa de drones ligada a filhos de Trump tenta vender sistemas de defesa aos Emirados
A Powerus, em que Eric e Don Jr. investiram, está a tentar fechar um negócio com os Emirados Árabes Unidos para vender um intercetador concebido para derrubar os drones “kamikaze” iranianos, avançou a Bloomberg.
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A Powerus, uma empresa de drones em que dois dos filhos de Donald Trump investiram, reuniu-se com responsáveis dos Emirados Árabes Unidos (EAU) para discutir a venda de um sistema de defesa, avançou a Bloomberg, num momento em que o país está a ser alvo de ataques iranianos. A empresa, sediada na Florida, é uma de várias fabricantes de drones que está a tentar vender sistemas de defesa avançados ao Estado do golfo Pérsico, diz a agência, enviando representantes para a região devido ao aumento da procura destes produtos devido ao deflagrar do conflito no Irão.
Contudo, a Powerus, ligada a Eric e Donald Trump Jr., ainda não concretizou qualquer venda aos EAU. A empresa tenciona entrar na bolsa em breve, ao fundir-se com uma operadora de campos de golfe, com os dois filhos do Presidente dos EUA a investirem na empresa conjunta que resultará da fusão. Os dois irmãos, que são gestores na holding da família (a Trump Organization), têm investido noutros negócios de drones e são sócios de um fundo chamado American Ventures, que têm participações no valor de mil milhões de dólares em empresas desta área. Em separado, Trump Jr. investiu também na fabricante de peças para drones Unusual Machines, que já celebrou contratos com o Departamento da Defesa norte-americano.
O potencial de negócio neste momento é elevado, já que países como os EAU procuram formas menos dispendiosas de intercetar os drones rudimentares lançados pelo Irão contra as suas infraestruturas. Este é o caso da Powerus, que apresentou este mês um drone intercetador chamado Guardian-1, concebido para derrubar os drones “kamikaze”, como o Shahed-136 iraniano.
A possível oportunidade de negócio surge também num momento em que EAU estão a preparar-se para ajudar os EUA e outros aliados a usar a força para reabrir o estreito de Ormuz à navegação, tornando-se o primeiro país do golfo Pérsico a entrar diretamente no conflito, depois de ter sido atingido por ataques iranianos, de acordo com WSJ. Também foi noticiado que os Emirados não querem que os EUA terminem o conflito sem uma derrota decisiva do regime de Teerão, tendo pressionado a Administração Trump a intensificar os ataques.