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Não é possível ajustar sem efeitos recessivos, avisa Passos

Não é com mais défice e dívida que se promove o crescimento. O primeiro-ministro sublinha que é preciso tempo para o ajustamento da economia portuguesa gerar resultados.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 13 de Março de 2013 às 16:30
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“Não conheço nenhum processo de ajustamento económico que tenha gerado no curto prazo crescimento e emprego”, alertou Pedro Passos Coelho no debate desta quarta-feira no Parlamento, em antecipação do Conselho Europeu desta semana, que será focado na coordenação das políticas económicas na União Europeia.

 

O primeiro-ministro lançou uma farpa ao anterior Governo: “essa receita é que tem resultados conhecidos: sabemos o que aconteceu quando em 2009 vários países europeus resolveram expandir os seus orçamentos”.

 

Passos Coelho reconheceu que “não podemos garantir que todos os resultados sejam alcançados”. Ao contrário do líder do PS, “que diz que resolve o problema do défice pondo economia a crescer, sabemos que não é possível ajustar sem que haja efeitos recessivos”. Ainda que esses efeitos não sejam propositados: “não conheço ninguém que, quando adopta políticas restritivas, o faça com o intuito de promover a recessão e a degradação das condições sociais. Nenhum Governo”, sustentou, dirigindo-se a Jerónimo de Sousa, líder do PCP.

 

Passos Coelho reconheceu que o Governo aprendeu “com os erros próprios e alheios”, e isso é “sinal de inteligência. Estar a somar dívida e défice a um País que tem défice e dívida não promove crescimento coisa nenhuma”. “Não há milagres, aqui", disse o primeiro-ministro, ao argumentar que, em contexto recessivo,  políticas activas de emprego podem gerar oportunidades de trabalho mas não são elas que duradouramente diminuirão o desemprego.

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