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Pílula e preservativo controlam aquecimento global

Tomar a pílula e usar preservativo podem ser as soluções mais eficazes e baratas para travar as alterações climáticas, segundo dois reconhecidos ecologistas e um estudo da London School of Economics. Estes dois métodos anticoncepcionais, defendem, travará o crescimento da população mundial, o que, por sua vez, irá conter as emissões poluentes.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 03 de Novembro de 2009 às 18:42
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Ilustração: Campanha das Nações
Unidas
Tomar a pílula e usar preservativo podem ser as soluções mais eficazes e baratas para travar as alterações climáticas, segundo dois reconhecidos ecologistas e um estudo da London School of Economics. Estes dois métodos anticoncepcionais, defendem, travará o crescimento da população mundial, o que, por sua vez, irá conter as emissões poluentes.

A ideia, apesar de fundamentada, tem gerado piadas e protestos um pouco por todo o mundo. Mas quem a advoga explica porquê. Segundo o presidente da Optimum Population Trust (OPT), Roger Martin, o planeta tem demasiados "emissores de CO2", demasiada gente, conta o "El País", citando este ecologista que ontem lançou em Barcelona – aliado ao ambientalista Paul Ehrlich – uma campanha para incluir o controlo da natalidade como elemento primordial no combate às alterações climáticas.

Cada casal que decide ter um terceiro filho, ameaça o equilíbrio ambiental

Se a população mundial – que ronda actualmente os 6.800 milhões de pessoas - continuar a aumentar, também aumentará o número de emissores e de vítimas das alterações climáticas, advertiu Martin, citado pelo "El País". E vai mais longe: "cada casal que decide ter um terceiro filho, ameaça o equilíbrio ambiental".

Por seu lado, Ehrlich, que na próxima quinta-feira receberá na Catalunha o Prémio Ramon Margalef de Ecologia, considera uma insensatez que os Estados Unidos tenham 380 milhões de habitantes. "Não precisamos de mais de 140 milhões, que é o número que tínhamos quando ganhámos a Segunda Guerra Mundial", declarou, citado pelo "El País".

"Pense-se em Espanha. Tem 20% de desemprego. Com 20% menos de população, viveriam muito melhor", afirmou Ehrlich, parafraseado pelo site "Hazteoir.org". O ecologista culpa ainda o Papa e a Esquerda pelo tabú do planeamento familiar.

Segundo o "El País", Ehrlich defendeu que o acordo que substituir o Protocolo de Quioto deve mencionar o controlo da população como um dos pilares para combater o aquecimento. "Não sei se servirá de muito, mas dará autoridade moral a esta postura", sublinhou.

Estes dois ecologistas não são os únicos a defender o planeamento familiar como forma de travar as emissões com efeito de estufa, que contribuem para o aquecimento global. Em finais de Agosto, a London School of Economics divulgou um estudo – patrocinado pela OPT – em que conclui que os métodos de planeamento familiar deveriam ser uma ferramenta prioritária na estratégia de redução das emissões de CO2.

Parem as máquinas! Os preservativos vão travar o aquecimento global

Estas conclusões deram origem a muitos comentários na imprensa e na blogosfera mundial. "Parem as máquinas! Parem as máquinas! A London School of Economics (LSE) descobriu a solução para travar o aquecimento global: preservativos!" Era assim que começava o texto, no seu blog de autor, de Caroline May, analista britânica do National Center for Public Policy Research do ReinoUnido.

"Sim, minhas senhoras e meus senhores, o controlo da natalidade vai salvar-nos da hipotética subida das temperaturas, do aumento do nível dos mares, da extinção dos ursos polares e da necessidade de mais estagiários na Organização Mundial de Meteorologia (cuja função é arranjar nomes originais para os furacões) devido às emissões de gases com efeito de estufa", continua Caroline May no seu texto publicado no passado dia 8 de Outubro.

Brincadeiras à parte, May considera que as conclusões do estudo da LSE são perturbadoras, já que "evidenciam a verdadeira abordagem anti-humanidade às políticas ambientais que é defendida por alguns combatentes do aquecimento global antropogénico".

Segundo o "El País", o estudo da LSE refere também que, com um investimento em planeamento familiar, o custo de reduzir a emissão de uma tonelada de CO2 entre 2010 e 2050 seria de sete dólares, contra os 32 dólares que seriam necessários através do investimento em energias renováveis.

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