Paulo Portela: “Nós, empresários, durante anos, exploramos muita gente, e estamos a pagar essa fatura”
“Em Portugal, qualquer pessoa pode ser empresário sem qualquer escrutínio. Um jovem sem o 9.º ano não pode trabalhar numa empresa, mas pode abrir uma. Não faz sentido”, considera o dono da Vialsil, que tem no efetivo 26 indianos, nove vietnamitas, oito senegaleses, dois brasileiros, um angolano e um timorense.
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A Vialsil é uma empresa familiar. O que é que mudou ao longo destas três décadas de vida?
É familiar, mas com gestão mista. Já temos três colaboradores que são acionistas. A entrada deles tem três grandes objetivos: para construírem património, reconhecer o que fizeram pela empresa ao longo dos anos e garantir futuro, porque se um dia eu faltar, ou se a família não quiser continuar, eles próprios têm legitimidade para assumir. Nas empresas familiares, o erro comum é achar que a família tem direitos automáticos. Os filhos devem estudar, trabalhar, crescer e não entrar em posições de destaque só porque são filhos. Os meus estudam, um já está no mestrado, outro a terminar a licenciatura, e digo-lhes para nunca perderem o vínculo à universidade.
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