Morreu o antigo ministro Nuno Morais Sarmento

O social democrata foi ministro da Presidência no Governo de José Manuel Durão Barroso e mais tarde assumiu a pasta da Presidência e dos Assuntos Parlamentares com Pedro Santana Lopes.
No PSD, Morais Sarmento foi vice-presidente nas direções de Durão Barroso e de Rui Rio.
Inês Lourenço
Lusa 10:40

O antigo ministro da Presidência e dirigente do PSD Nuno Morais Sarmento morreu, aos 65 anos, confirmou à Lusa fonte do partido.

Nuno Morais Sarmento foi ministro da Presidência do XV Governo, chefiado por José Manuel Durão Barroso, entre 2002 e 2004, e depois ministro de Estado e da Presidência e dos Assuntos Parlamentares do XVI Governo chefiado por Pedro Santana Lopes, até 2005 -- dois executivos de coligação PSD/CDS-PP. No PSD, foi vice-presidente nas direções de Durão Barroso e, mais recentemente, de Rui Rio.

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Teve nos últimos anos um cancro no pâncreas que obrigou a prolongadas hospitalizações e várias cirurgias. Depois disso, foi presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) entre agosto de 2024 e janeiro deste ano, quando apresentou a demissão invocando falta de condições pessoais e de saúde.

As reações já começaram a chegar, desde logo do Presidente da República. Numa nota de pesar publicada no site da presidência, Marcelo recorda Morais Sarmento como "militante de todas as horas pela democracia e a liberdade, muito inteligente, brilhante", que "marcou um tempo" no PSD.

"Foi sempre maior do que os cargos que desempenhou. Desapareceu cedo demais para o muito que sempre sonhou fazer", escreveu o Chefe de Estado.

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"Ensaiou reformas na informação, liderou uma fundação dedicada às relações luso-americanas. Mas foi sempre maior do que os cargos que desempenhou. Desapareceu cedo demais para o muito que sempre sonhou fazer", acrescentou o Presidente da República.

Também o primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, reagiu ao desaparecimento de Morais Sarmento, manifestando "profunda tristeza" pela morte do social-democrata, que elogiou pela "inteligência e sensibilidade política" e pela "coragem como governante", dando como exemplo a reestruturação da RTP.

"Recordo Nuno Morais Sarmento e a sua inteligência e sensibilidade política, a sua capacidade de análise e a qualidade jurídica, e a sua coragem como governante, evidenciada por exemplo na reestruturação da RTP", escreveu Luís Montenegro, na sua conta na rede social X.

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O presidente do PSD recordou a "amabilidade e companheirismo" de Nuno Morais Sarmento no Congresso do partido realizado em Almada, no distrito de Setúbal, em 2023, "e a sua colaboração recente como presidente da FLAD".

"É com profunda tristeza que endereço sentidas condolências à família e partilho a saudade que já sentimos dele", acrescentou o chefe do Governo PSD/CDS-PP.

O PSD também reagiu através do secretário-geral e líder parlamentar Hugo Soares, que enalteceu o "legado de compromisso e serviço público" de Nuno Morais Sarmento, e recordou-o como alguém que aliava "a determinação a uma atitude de diálogo".

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Numa nota enviada à Lusa, Hugo Soares afirma que "o país fica mais pobre e o PSD perde um distintíssimo militante". "O país fica mais pobre e o PSD perde um distintíssimo militante", lê-se na nota.

Nuno de Albuquerque de Morais Sarmento, nascido em Lisboa, em 31 de janeiro de 1961, licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, em 1984, com uma pós-graduação em Direito Comunitário, pelo Centro de Estudos Europeus da Universidade Católica Portuguesa, em 1996.

Foi também assessor da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, membro fundador da Comissão Nacional de Proteção de Dados, membro do Conselho Superior do Ministério Público e da Autoridade de Controlo Comum de Schengen.

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