António Costa insiste em manter 51% do capital da TAP público
A TAP deve continuar a ser maioritariamente pública, e o PS vai negociar com os novos donos privados da transportadora aérea para que isso venha mesmo a acontecer. A garantia foi deixada por António Costa, esta noite, em entrevista à RTP. "Acho que é possível e razoável fazer isso, e é do interesse de todos que assim seja", afirmou o líder do PS. Se Costa for primeiro-ministro, vai negociar com os novos donos da TAP.
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"Acho que é possível, com toda a serenidade, no quadro da lei e em negociação com os compradores [da TAP] alcançar o objectivo do programa de Governo" do PS, que passa por "ter 51% do capital" da empresa. "É o que se vai fazer", acrescenta António Costa.
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A TAP foi vendida no passado dia 12 de Novembro ao consórcio Atlantic Gateway, liderado por Humberto Pedrosa e David Neeleman. Os investidores adquiriram 61% do capital da empresa, que até à última semana se mantinha na esfera do Estado. Costa pretende manter o controlo maioritário da empresa nas mãos do Estado, o que significa que apenas está disposto a ceder 49% da TAP aos novos donos. Para isso terá de negociar o regresso de 12% da companhia ao Estado.
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Recorde-se que o PCP entregou, igualmente na semana passada, um diploma para reverter a venda da TAP. Os comunistas defendem que a totalidade da empresa esteja nas mãos do Estado.
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Humberto Pedrosa, sócio do agrupamento que agora manda na TAP, mostrou-se disponível para abrir mão do controlo maioritário da empresa. "Vai depender das condições", afirmou ao Económico, mostrando-se "disponível para conversar".
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Também esta segunda-feira, Pedro Nuno Santos, vice-presidente da bancada do PS, afiançou ao Observador que o PS vai negociar com o consórcio Gateway. "Não queremos prejudicar o país. O objectivo é conseguirmos encontrar a melhor solução para a TAP. E nós acreditamos que isso possa ser feito em conversação com o consórcio vencedor. Não achamos que seja impossível".
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Carlos Costa deve "dar plena informação" sobre Novo Banco
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O líder do PS foi ainda questionado sobre as perdas que podem estar associadas ao Novo Banco, mas disse não querer transformar esse dossiê numa "arma de arremesso político". Criticou o facto de a solução do Fundo de Resolução ter sido apresentada como sendo isenta de riscos, quando os riscos têm vindo "a avolumar-se", notou.
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Para o socialista, "cabe ao governador do Banco de Portugal [Carlos Costa] dar plena informação sobre a situação, coisa que até agora não deu" e que "desde o princípio devia ter dado". António Costa defende que a evolução do Novo Banco e do sector bancário deve ser acompanhada com "serenidade" para "reforçar a confiança no funcionamento do sector financeiro" e "assegurar o bom funcionamento das instituições bancárias".
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