BCE deverá manter hoje os juros inalterados nos 4%

As taxas de juro dos empréstimos à habitação continuam a subir, situando-se actualmente no nível mais elevado dos últimos sete anos, isto apesar das previsões apontarem para uma manutenção da taxa de juro de referência do BCE para a Zona Euro.
Sara Antunes 06 de Dezembro de 2007 às 01:00

As taxas de juro dos empréstimos à habitação continuam a subir, situando-se actualmente no nível mais elevado dos últimos sete anos, isto apesar das previsões apontarem para uma manutenção da taxa de juro de referência do BCE para a Zona Euro.

A Euribor a seis meses, o indexante mais recorrente nos empréstimos para aquisição de casa em Portugal, superou pela primeira vez desde 2000 os 4,8%, afastando-se cada vez mais do preço do dinheiro estabelecido pela autoridade monetária. A Euribor a seis meses ascendeu ontem aos 4,801%, depois de 17 dias a subir consecutivamente. Esta tendência alastrou-se a outros prazos.

PUB

A Euribor a três meses fixou-se nos 4,871%, o que representa o valor mais elevado desde Janeiro de 2001. Já a Euribor a 12 meses cedeu para os 4,723%, contrariando a evolução de ganhos.

As taxas Euribor costumam acompanhar a evolução da taxa de juro determinada pelo Banco Central Europeu (BCE) para a Zona Euro. Mas as subidas recentes não têm espelhado as decisões do BCE, já que a autoridade monetária tem mantido o preço do dinheiro nos 4%, mas sim a turbulência vivida nos mercados financeiros.

E os economistas prevêem a mesma decisão na reunião de hoje. A instituição liderada por Jean-Claude Trichet deverá anunciar a manutenção do preço do dinheiro. Esta é a expectativa da generalidade dos economistas, que acreditam que o BCE não vai arriscar um movimento mais agressivo, numa altura em que ainda não se sabe o verdadeiro impacto da crise de crédito de elevado risco na actividade económica.

PUB

Hoje vai realizar-se também a reunião do Banco de Inglaterra e a maioria dos economistas aponta para uma manutenção dos juros nos 5%, apesar do número de especialistas que acredita que o banco vai optar por reduzir o preço do dinheiro estar a aumentar.

Na próxima semana a Reserva Federal (Fed) dos EUA também reúne e as apostas estão a cair para o lado de um novo corte de juros devido à turbulência provocada pela crise de crédito. Ontem, o comissário dos Assuntos Monetários da UE, Joaquín Almunia, disse ter "sérias dúvidas" de que uma redução nos juros resolva a turbulência nos mercados financeiros.

Pub
Pub
Pub