Cavaco Silva: Exportadores são "heróis" face à "fraqueza da procura interna"
A visita de Cavaco Silva à unidade de Oliveira de Azeméis enquadra-se no Roteiro para uma Economia Dinâmica, que esta terça-feira integra outras três empresas do Norte do País com elevados índices de exportação.
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"Num quadro de escassez de crédito, de carga fiscal bastante elevada e de custos de contexto altos, podemos dizer que os empresários portugueses foram nos últimos anos verdadeiros heróis", declarou o Presidente da República. "Demonstraram capacidade e visão. Compreenderam que, face à fraqueza da procura interna, deviam apostar na internacionalização e na procura de novos mercados", destacou o Chefe de Estado.
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Para Cavaco Silva, é esse o grande pilar da recuperação do País, assente nas exportações e no investimento produtivo, "que arrastam consigo o aumento do consumo privado".
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"São empresas como estas - e não as intrigas, as agressividades e as crispações - que promovem o crescimento económico, a criação de emprego e a conquista de novos mercados", defende o Presidente da República. "O resto são fait-divers", garante.
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O grupo Polisport é actualmente constituído pela empresa homónima e pela Polinter, num universo de 273 colaboradores distribuídos por cinco unidades em Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e Arouca.
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O grupo é especializado em acessórios para motos e bicicletas, facturou em 2013 um total de 24.537 milhões de euros e encaminhou 97% da sua produção para o mercado externo, inclusive para marcas como a KTM, a BMW e a Suzuki.
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Paulo Freitas, director de exportações da Polisport, afirma que o grupo "desenvolve produtos para o sector de duas rodas à medida dos clientes", sendo líder mundial na produção de porta-bebés para bicicletas, "com mais de meio milhão de unidades por ano".
Com 22 patentes registadas, quatro marcas e 19 registos de design, o grupo destacou-se também pela produção de carnagens plásticas que dispensam a aplicação de letterings em material autocolante. "Mas não vendemos plásticos a quilo", assegura Paulo Freitas. "Vendemos tecnologia", declara.
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Em 2013, o investimento do grupo em investigação e desenvolvimento foi de 5% do seu total de vendas, num montante aproximado de 600 mil euros.
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Até final de 2014, o grupo pretende atingir um volume de negócios na ordem dos 31,5 milhões de euros e, à semelhança do que aconteceu no ano passado, propõe-se voltar a distribuir 10% do lucro pelos seus trabalhadores.
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