Chega admite viabilizar PSU na generalidade se PSD aceitar alterações

André Ventura quer que o diploma inclua "um tempo mínimo de contribuição para quem vem de fora e queira aceder à PSU", um "corte nos rendimentos mínimos" e a atribuição dessas "prestações às famílias que têm crianças com necessidades" e a "quem tem condições de doença que não pode trabalhar".
André Ventura
Tiago Petinga / Lusa - EPA
Lusa 19:10

O presidente do Chega disse esta segunda-feira que o seu partido poderá viabilizar a criação da Prestação Social Única (PSU) na generalidade se o PSD aceitar limitar os apoios sociais para imigrantes, desafiando os sociais-democratas a aceitar esse "compromisso".

Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, André Ventura considerou que a proposta da PSU, "como está, defrauda e é uma fraude aos objetivos principais que os portugueses têm, que é efetivamente haver moralização dos subsídios".

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O líder do Chega disse que propôs ao PSD que se comprometa a estabelecer no diploma que será debatido no Parlamento na sexta-feira "um tempo mínimo de contribuição para quem vem de fora e queira aceder à PSU", um "corte nos rendimentos mínimos" e a atribuição dessas "prestações às famílias que têm crianças com necessidades" e a "quem tem condições de doença que não pode trabalhar".

"E que vamos atribuir parte dessas prestações aos emigrantes portugueses que queiram regressar a Portugal durante o período de um ano", acrescentou.

André Ventura indicou que se este compromisso for assumido, o partido viabilizará a proposta na generalidade e o diploma passa à especialidade, onde poderá ser alterado.

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