Governo alarga promoções automáticas aos agentes da GNR e da PSP

Excepções à norma que proíbe qualquer valorização remuneratória estão a generalizar-se
Catarina Almeida Pereira 30 de Março de 2012 às 00:01

Trata-se de uma excepção em larga escala à norma original do Orçamento do Estado para 2012, que não só reforçou os cortes salariais como impede que a generalidade dos funcionários públicos tenha qualquer tipo de valorização remuneratória.

Inicialmente, estava apenas previsto que a excepção fosse atribuída aos militares das Forças Armadas, nos termos que o Negócios ontem noticiou. Mas na versão final do diploma, decidida no Conselho de Ministros de ontem, as excepções foram substancialmente alargadas.

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Para que elas tenham efeito basta um despacho conjunto do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e dos membros do Governo responsáveis pelas respectivas tutelas. Os efeitos remuneratórios das promoções verificam-se no dia seguinte ao da publicação do diploma. E o tempo de serviço prestado este ano também contará, o que por si só é mais uma excepção às regras gerais.

Em todo o caso, estabelece a proposta, da decisão não poderá resultar o aumento de despesa com pessoal nas entidades em que se verifiquem as promoções.

O Negócios questionou ontem ao final da tarde o Ministério das Finanças sobre quantas promoções e que verbas estão em causa, mas não obteve resposta até à hora de fecho da edição.

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Juízes e magistrados ganham outra batalha

No diploma original do Governo, estava ainda prevista uma norma que previa uma alteração ao estatuto dos magistrados judiciais e do Ministério Público, que deixava claro que estes profissionais também ficam sujeitos às reduções remuneratórias e à suspensão do pagamento do subsídio de férias e de Natal. O objectivo da norma era travar eventuais dúvidas sobre a legalidade dos cortes em tribunal.

Esta não é, aliás, a primeira vez em que o Governo avança e recua nesta matéria. A alteração ao estatuto chegou a estar prevista na proposta original do Orçamento do Estado para 2012, mas acabaria por cair na discussão do diploma no Parlamento. Tanto o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público como a Associação Sindical dos Juízes Portugueses avançaram com acções em tribunais para contestar os cortes. Resta saber que interpretação farão os juízes em tribunal.

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