Guterres admite erro no elenco governativo e justifica remodelação
O Primeiro Ministro admitiu hoje numa declaração ao país que tinha cometido erros na constituição do Governo em Outubro de 1999. Justificando a remodelação hoje anunciada, António Guterres afirmou que quer garantir a confiança dos portugueses no futuro.
Em declarações veiculadas pelas estações televisivas, António Guterres admitiu que a escolha do seu segundo Governo sofreu alguns erros. O Primeiro Ministro não apontou nomes.
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A junção das pastas da Economia e Finanças sob a alçada de Joaquim Pina Moura foi criticada quer pela oposição quer pelo demissionário das Finanças António Sousa Franco, em Outubro passado.
«Concluí que na formulação do Governo tinha cometido alguns erros», disse Guterres. «E é melhor corrigi os erros do que continuar a cometê-los», acrescentou.
O ministro da Administração Interna Fernando Gomes, que era alvo contestação quer pelos vários partidos da oposição quer por alguns membros do executivo, bem como da opinião pública e media foi exonerado do seu cargo, tendo sido substituído por Nuno Severino Teixeira.
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Segundo Guterres, esta remodelação tem três objectivos: «garantir uma coordenação central do Governo muito mais eficaz (...); resolver alguns problemas que decorriam da própria orgânica do Governo (...); e dar um sinal claro de abertura à sociedade civil», afirmou Guterres.
Maria de Belém, ministra da Igualdade também saiu do Governo, com o Ministério da Igualdade a ser reduzido a Secretaria de Estado. A criação do ministério da Igualdade foi igualmente alvo de fortes críticas por parte da oposição, no princípio do segundo mandato de Guterres.
Orçamento
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Numa altura em que o Orçamento de Estado para 2001 se encontra ameaçado, com os partidos políticos a darem sinais públicos de que não ratificarão o documento, à excepção do Bloco de Esquerda que se mostrou «disponível para conversar» com o Governo, Guterres adiantou a fórmula que quer para o documento.
«Um dos grandes objectivos do Governo é a justiça fiscal», disse Guterres.
O Primeiro Ministro afirmou que pretende «aprofundar a reforma fiscal ao nível do IRS» para que os que paguem mais passem a pagar menos e os que não pagam passem a pagar.
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O Orçamento é apresentado à Assembleia da República até 15 de Outubro.
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